quarta-feira, 30 de abril de 2014

Grupo Sampa em sua liberdade de sonhar



O grupo Sampa foi formado em meados de 1987, antes disso o nome do grupo era Bem Bolado. Tocava em várias casas de samba de São Paulo, mas era presença marcante no bar Balancê e na Choperia Só Pra Contrariar. Essa última situada no bairro do Bixiga era um grande reduto do samba paulista. Muitos jogadores de futebol e pagodeiros frequentaram o local e a casa deu surgimento a vários grupos e artistas do pagode, tais como: Grupo Pérola, Beto Guilherme, Art Popular, Grupo Relíquia, Swing de Família, Eliana de Lima e outros. Por lá o grupo Sampa gravou pela primeira vez. Foi na coletânea Só Pra Contrariar e Seus Convidados vol. 1, lançado pelo selo JWC em 1988. Depois o grupo gravou quatro discos solos e fez muito sucesso no final da década de 80 e meados da década de 90.  Douglas Sampa é um dos compositores mais respeitados no meio e foi um dos fundadores do grupo. Suas letras foram sucessos com outros artistas , como Vida Bandida do grupo Um Toque a Mais  e  Já Fui Aprendiz do grupo Chora Menino. 

O blog dimiliduques põe a disposição o segundo LP do grupo, intitulado Liberdade de Sonhar, gravado em 1993 pelo selo JWC. Nessa época o grupo era formado por, Douglas Sampa no cavaco, Marcelo Lombardo violão de 6 e 7, Marcão no pandeiro, Julinho no tantan, Armando reco-reco, Fumaça no surdo e Beto nas congas. Os arranjos foram de Ivan Paulo e Mauro Diniz.  Nas composições temos Santaninha, Carica, Zé Luiz, Marquinho PQD, Roberto Serrão e outros. Desse disco ficaram famosas nas rodas de samba as músicas Coisa de Criança e Regras do Coração, mas era um daqueles trabalhos bem feitos e a maioria das faixas tinha qualidade. O Grupo Sampa se desfez no final da década de 90 e lançou quatro trabalhos solos.

Clique na capa, sem maltratar.


http://www54.zippyshare.com/v/50062279/file.html







terça-feira, 29 de abril de 2014

Uma verdadeira pérola negra



Jovelina Farias Belfort ou unicamente a nossa Jovelina Pérola Negra (Rio de Janeiro, 21 de julho de 1944 – Rio de Janeiro, 02 de Novembro de 1998). A cantora de voz forte e peculiar é uma das damas do samba e seu estilo tem certa influencia de Clementina de Jesus. Falando nisso as duas antes do sucesso trabalharam como empregadas domésticas. O apelido de Pérola Negra foi dado pelo colega Dejalmir que a levava para os pagodes na região de Coelho Neto, Belfort Roxo e Botafogo. E segundo explicação foi devido a sua cor reluzente. A cantora e pastora da escola de samba Império Serrano, tem seu repertorio mais calcado no partido alto, estilo que gostava desde a época que curtia os sambas de Bezerra da Silva, do qual era fã declarada. Uma das suas primeiras gravações foi em 1985, na coletânea Raça Brasileira, com as músicas Bagaço da Laranja (dueto com Zeca Pagodinho), Feirinha da Pavuna e Pomba Rolou. E no ano posterior lançou o seu solo. Ao longo da carreira lançou vários sucessos como, Luz do Repente, Banho de Felicidade, Sorriso Aberto, Garota Zona Sul, Menina Você bebeu, O Dia Se Zangou...

O blog dimilidiques traz o LP Sorriso Aberto, o terceiro da cantora, gravado em 1988 pela RGE. Com arranjos de Ivan Paulo e Mauro Diniz (que também tocou cavaco e banjo). Grandes feras participaram da produção, tais como, Gordinho no surdo, Alceu Maia no cavaco, Arlindo Cruz no banjo, violão de 6 Paulão, violão de 7 Jorge Simas, trombone Zeca do Trombone, bateria de Wilson das Neves, pandeiro Bira Hawai, Tamborins Milton Manhães, repique de mão Marcelinho e outros. Nas composições temos Guará, Arlindo Cruz, Adilson Bispo, Zé Roberto, Beto S/ Braço, Carlito Cavalcanti, Capri, a própria Jovelina e outros mais.  Mesmo começando tardiamente a carreira ( aos 41 anos de idade) a discografia da sambista conta com cinco álbuns solo entre 1986 a 1989, ganhando o Disco de Platina.

http://www78.zippyshare.com/v/28640716/file.html



segunda-feira, 28 de abril de 2014

Negritude Junior da Cohab para o Brasil



O grupo Negritude Jr. Foi formado em meados de 1986 no município de Carapicuíba,  zona oeste de São Paulo. E o começo foi no Samba da Praça que ocorria na região e os integrantes ainda eram adolescentes  quando frequentavam o local. Enquanto os grupos da região se apresentavam, nos intervalos eles faziam uma batucada, foi quando um dos organizadores do evento os convidou para “batucar” lá em cima do palco. 

Com a experiência começaram a se apresentar em outros locais da cidade. Foi quando em 1991 participaram do festival do Botequim do Camisa,  na quadra da escola de samba Camisa Verde e Branco. Ganharam a oportunidade de gravar duas faixas nessa coletânea, são elas; Triste Andança e Algo de Valor. Nessa coletânea lançada pelo selo TNT Records, participaram também o grupo Sensação e o grupo Juventude do Pagode, que estouraram nas paradas do pagode tempos depois.

O Negritude já em 1992 conseguiu assinar com a Zimbabwe Records e gravou o LP Jeito de Seduzir, que fez muito sucesso na época. O Negritude foi um dos grupos em que a inspiração americana era tangente. As roupas iguais, com brilhantes lantejoulas, cores por vezes berrantes e cortes exóticos eram só uma parte do figurino. Tinha a coreografia e animação que eram claramente referencias a Jackson's Five. Tempos depois na gravação da música Cohab City, eles os homenagearam musicalmente. E no palco era um dos grupos com a postura mais alegre e que conseguiam trazer o público para si.

O blog dimiliduques coloca pra vocês o trabalho do Negritude Junior de 1993 intitulado É Natural. Um disco que saiu pela gravadora EMI e que alçou o grupo para o estrelato. A gravadora grande além de experiência em divulgação,  tinha condições de contratar um staff para a produção com músicos e produtores de qualidade, além de por a disposição um bom estúdio. Repertório e compositores de primeira como, Noca da Portela, Delcio Luiz, Acyr Marques, Chiquinho dos Santos e outros.  Nos arranjos Maestro Jobam e  Jota Moraes que também tocou teclados, no  surdo Gordinho, bateria Jorge Gomes, baixo Bororó, violão de 6 e 7 Edmilson Capelupi, cavaquinho Wagninho, flauta Vinicius Dorin, trumpete Nahor Gomes  ,  repique Netinho, tantã Claudinho, pandeiro Ari, percussão Feijão, ganzá Esguleba e outros. Então não deu outra, sucesso!. A música de trabalho foi a Conto de Fadas, mas no disco também fizeram estrondo,  Timidez, Tem Dó, É Natural, Novo Amor, Crianças e outras. Na época o álbum teve vendagem de 100 mil cópias e  ganhou a certificação de disco de ouro. 
 
Os componentes do grupo em 93 eram: Feijão (percussão), Claudinho (tantã), Wagninho (cavaquinho), Chambourcy (teclados), Netinho (repique e voz), Lino (sax), Nenê (baixo) e Ari (pandeiro). Mas em 2000 depois que o vocalista Netinho saiu (ou foi convidado a se retirar), houve uma queda considerável na empatia com o grupo. Levando-se em consideração que na maioria das bandas a identidade com o vocalista é muito forte. Atualmente o Negritude ainda faz shows pelo Brasil, com quatro componentes da formação original,  Feijão, Nenê, Claudinho e Ari.

Clique na capa, tudo isso é natural...

http://www31.zippyshare.com/v/48915945/file.html


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Um Pixote não mais inocente

A rapaziada do Grupo Pixote já está na estrada a mais de 20 anos. O grupo foi formado na zona sul de São Paulo no inicio dos anos 90. Existia um bar numa praça (Pça Alexandre F. Rebouças) na qual rolava um samba próximo a Estrada do Alvarenga e lá (ainda adolescentes), tocavam com o nome de Revelação do Samba. Depois mudaram o nome para Pixote, que é o nome de um samba gravado por Zeca Pagodinho. A praça era lotada e sempre apareciam por lá integrantes e músicos dos grupos de pagode e compositores. O dono era o simpático Celsão e certa vez ele me confidenciou que aquela praça tinha uma magia especial, pois todo grupo que lá tocava conseguia ao menos gravar alguma faixa. Pois é, certa época o grupo da qual eu fazia parte (Filosofia do Amanhã) tocou lá e não é que um ano depois ganhamos um festival e gravamos uma faixa! Outros grupos que por lá passaram e também sentiram a tal “magia da praça” foram: Luz e Poesia, Sorrindo Assim, Sob Medida, Toca da Raposa, Aquela Imagem,  Cultural Samba, Só Querer, Eterna Aliança, Simplicidade,  Só Prazer  e olha que todos esses gravaram ao menos uma faixa em coletânea.

Mas voltando a falar do Pixote, a primeira vez que gravaram foi em 1992 na coletânea Pagode de Primeira volume 2, da gravadora Zabadak Records, com as músicas Sonho Real e Sonho de Poeta. Ali Douglas Dodô já provava que tinha muita lenha vocal para queimar. A rapaziada era talentosa e tinha por trás um cara que zelava por eles, que era o Zinho, espécie de empresário e paizão.  Mas depois do primeiro álbum gravado houve algumas mudanças de rumo e saíram Zinho , Wallace do cavaco, Sandro do repique e o Zé do reco-reco. Mas enfim a vida é assim mesmo, mas no fundo se provou que a bússola musical deles estava no caminho certo. A formação ficou com Thiaguinho nos teclados, Tiola no tantanzinho, Du no Pandeiro, Mineiro no violão e Dodô nos vocais. Daí pra frente é só história , com 11 trabalhos lançados e sucesso absoluto por onde passam.


O blog dimiliduques deixa pra vocês o primeiro CD solo deles. Saiu em 1995 pelo selo Zimbabwe com título de Brilho de Cristal. Apesar de simples, a gravação num todo foi bem feita e eles provaram que tinham estrela. Teve arranjos de Marcelo Rea, que também tocou violão. A escolha do repertório foi do Bira Haway, que contou com nomes como Mito, Wagner Bastos (Waguinho ex- Os Morenos), Carlito Cavalcanti, Moisés Santiago, Delcio Luiz, Alceu Maia e outros. Na seleção de músicos também alguns feras; Marcelo Lombardo no cavaco, Arlindo Cruz no banjo, Reinaldo Chulapa baixo, Eduardo Neto nos teclados, Edu Peixe e Duda Mendes na bateria, na percussão Bira Haway, Fumaça e Wagner Bastos. E nos backing vocals Adriana Drê, Sérgio, Thelma Regina, Marcos Sanchez e Angela Santana. Foi desse trabalho que a música Brilho de Cristal e a regravação de Cada Um Cada Um estouraram no rádio.










quarta-feira, 23 de abril de 2014

Um toque a mais, grande representante do pagode



Em 1991 nascia no Bairro do Limão, na zona Norte de São Paulo, o Grupo Um Toque a Mais.  O reduto em que mais tocavam era a baixada santista. Onde acompanhavam vários artistas tais como Almir Guineto , Jorge Aragão, Marquinhos Satã e outros. Desses artistas uma se tornou a madrinha do grupo, a cantora Eliana de Lima. Fizeram muito sucesso na “época de ouro do pagode” nos anos 90. Foi um dos primeiros grupos paulistas desse gênero a participar do Domingão do Faustão. Mas já se apresentaram em vários programas de TV tais como, Silvio Santos, Jô Soares, Raul Gil entre outros. 

Um dos maiores sucessos do grupo, é sem dúvida a música Vida Bandida que rolou nas paradas de todo o Brasil. Mas lançaram musicas que ficaram nas mentes e nos corações dos pagodeiros, tais como Marcas de Batom, Rainha da Inspiração, Por Este Amor Somente Eu (Fotografia) e Linda História de Amor. Tive a oportunidade de assistir a alguns shows do grupo. Formação clássica, com vocal de Luizinho, repique, reco, tantã, pandeiro, violão e cavaco e lógico uma banda de responsa no apoio, com teclados, percussão geral, bateria e baixo.  Um som bem bacana, na raça e com talento. Se não me engano eles foram o grupo da casa no Auge Bar, famoso na época como um do vários redutos do pagode paulista. 

O blog dimiliduques traz o primeiro LP do grupo que saiu em 1991 pela gravadora TNT Records intitulado Da Água Pro Vinho. Já começo elogiando a capa, preto e branco, estilo uma pauta musical onde os componentes são “as notas”. Composições de gente de peso, como Carica, Prateado, Douglas Sampa e Luzinho SP. Os arranjos foram de Reinaldo Chulapa, famoso contrabaixista entre os pagodeiros que no disco também tocou seu instrumento de origem. E na ficha técnica constam vários músicos bons; Biro do Cavaco logicamente no cavaco, violão de 7 com Edmilson Capelupi, violão de 6 e guitarra com Marcos Arcanjo, teclados de Ary Roland e na  bateria Osni. Na percussão além de músicos convidados os integrantes Vagner, Carlão, Beto e Luiz também deram sua palinha na caixinha, ganzá, repique de mão e pandeiro respectivamente. Temos congas com Mestre Dinho, no tamborim Nenê, no cobel/agogô Alvaro e no tantan /surdo Adilson A.N. A curiosidade é que na contracapa traz os apelidos dos compositores, mas no selo do LP tem os nomes verdadeiros e completos.




O grupo ainda faz seus shows esporadicamente nos redutos do samba. Tem sete álbuns gravados, já ganhou dois discos de ouro e atingiu a marca de quase um milhão de discos vendidos, lembrando que naquela época a pirataria praticamente inexistia e o vinil predominava.


Dê um toque a mais e clique na capa

http://www.4shared-china.com/rar/Nf77eOL4/Um_Toque_A_Mais_-__Da_gua_pro_.htm

 





terça-feira, 22 de abril de 2014

Certificado, Ice Cube deu muito certo fazendo seu rap



Uma das bombas de rap lançadas em 1991, Death Certificate de Ice Cube é sem dúvida alguma , um clássico. Nascido, O’Shea Jackson, no dia 15 de Junho de 1969 em  Los Angeles. Ice Cube começou a cantar rap na década de 80 no grupo C.I.A. (Cru In Action), onde juntamente com o Sir Jinx (primo de Dr. Dre) e K-dee, lançaram um single em 1987 chamado My Posse. E parecia destino dele entrar num grupo com nome em sigla, pois no mesmo ano estreava no N.W.A. (Niggers With Atitude). A biografia do cara é longa, já que ele é escritor, produtor (musical e cinematográfico), empresário, ator e diretor. Quem assistiu a Boys In The Hood lembrará o personagem durão e folgado, Darin Doughboy, feito por ele no filme.

Mas hoje o blog dilimiduques traz o segundo álbum da carreira do mano ( o 1º é o também foda, Amerikkkas Most Wanted). Com o título de Death Certificate, saiu pelo selo Priority Records, que por sua vez é ligada a Capitol Records e a EMI. Coisa de gente grande, que mereceria altos investimentos correto? Errado! Para a gravação foram gastos míseros 18 mil dólares. Só que veio o troco, pois só para se ter uma ideia, o disco saiu com quase um milhão de cópias vendidas. E estreou em segundo lugar na parada Billboard 200 e em primeiro na Billboard para álbuns de R&B/Hip Hop. 

A produção foi de Boogiemen, Ice Cube e Sir Jinx (olha ele de novo)  e a mixagem de DJ Pooh. Na época os lados do LP foram denominados Lado Morte e Lado Vida, a explicação era meio filosófica No Lado Morte é a atualidade e o Lado Vida é a visão de para onde devemos seguir. Nas letras o cara que já era o cérebro do NWA arregaçou. Assuntos como jovens traficantes como na faixa A Bird in the Hand, na malandreada faixa Color Blind ele manda uma reflexão para as gangs Bloods e Crips ficarem “de boa” e se unirem. A faixa Alive on Arrival, meio que conta a capa do disco, um jovem atingido por uma bala perdida em briga de gangs sangrando até a morte num hospital. Em Look Who’s Burnin o assunto é as doenças sexualmente transmissíveis, como a gonorreia.  Tem também a polêmica Black Korea, onde Ice Cube foi acusado de incitar a fúria contra os descendentes coreanos nos distúrbios de Los Angeles em 1992. Essa mesma faixa foi considerada uma resposta para a morte da adolescente negra Latasha Harlins, morta com um tiro na cabeça por uma coreana, onde a mesma acusava a jovem de estar furtando um suco de laranja em sua loja. Outra famosa é a No Vasiline, onde literalmente mete o pau nos membros de seu ex grupo NWA. Relançado em 2003 a Priorty Records colocou de faixa bônus How To Survive In South Central, que saiu na trilha do filme Boys In The Hood.

A musicalidade e montagens são certeiras, samplers de Parliament, James Brown , Marvin Gaye, Zapp, B.B. King, Blackbirds e outros permeiam as produções. Gangsta na veia, G-funk até o osso, rap de primeira. 


Clique na capa ou assine o certificado de morte

http://www71.zippyshare.com/v/83688828/file.html