terça-feira, 31 de maio de 2016

Orlandivo com um molho de chaves abrindo a mente



Orlandivo Honório de Souza mais conhecido como Orlandivo, percussionista, cantor e compositor catarinense que desde os nove vive no Rio de Janeiro. Durante um tempo (1968/69) foi crooner da banda de nada mais nada menos Ed Lincoln. Sambalanço na veia! 

Eu, assim como muitas pessoas, conhecia sua música do famoso comercial da década de 80,  que fazia fundo para a Boneca Bolinha de Sabão da Estrela “sentado na calçada de canudo e canequinha tchu plec tchuplim...”. O sambalanço deu uma retomada e junto com ele Orlandivo deu o ar da graça lançando o CD Sambaflex.  Eis que a curiosidade me atiçou a acabei adquirindo o trabalho lançado em 77 Orlandivo com João Donato.  Desse disco fiquei fissurado e de certa intrigado como uma música, a Onde Anda Meu Amor (Orlandivo / Roberto Jorge) continha um arranjo tão psicodélico e que soava tão atual...  Não me conformava que havia sido feita na década de 70, procurei e desconfiei que havia algo errado, um engano de quem tinha postado, mas não!,  é isso mesmo! Onde Anda Meu Amor é loucamente setentista e atualíssima. Outra que vem no mesmo embalo é a Tamanco no Samba (Helton Menezes / Orlandivo). 

Também se olhando a ficha técnica se entende a musicalidade ali incrustada; Sivuca no acordeom, Alexandre Papão e Ivan Conti Mamão na batera, Nicolino copinha na flauta, Durval Ferreira no violão, José Menezes de França na guitarra, João Donato nas teclas, Percussão com Geraldo Bongo, Chico batera, Hermes, Helcio Milito, Nô, Antenor  e Ariovaldo, no fagote Airton Lima Barbosa, no baixo Alexandre Malheiros e coro com Luna e Suzana.

Outra coisa interessante é a capa, bonita na sua simplicidade. E uma das marcas de Orlann Divo (na década de 60 ele grafava assim seu nome) era fazer de percussão um molho chaves.

Nesse disco do selo Copacabana também tem a famosa Bolinha de Sabão (Adilson Azevedo/Orlandivo), Gueri-Gueri (Durval Ferreira/Orlandivo) é um baião , pensei que era aquela do Bebeto, mas se trata de outra. A homenagem legal a Jorge Ben e Gilberto Gil na Um Abraço no Bengil (Durval Ferreira/Orlandivo). E tem também a clássica dos bailes black na sessão de samba rock, Palladium (Ed Lincoln/Orlandivo). Enfim Orlandivo é um artista de primeira linha, compositor de mão cheia que enfrentou o ostracismo e o sucesso como uma bolha de sabão, timidamente frágil, mas sempre leve e colorida.  Trabalhos que lançou: 1961 - Samba Toff/Amor Vai e Vem/Vem Pro Samba/Dias de Verão - Musidisc (EP),1962- Samba no Japão/Amor Quadradinho - Musidisc (78 rpm),1962- Vai  Devagarinho/Brincando de Samba - Musidisc (78 rpm), 1962- A Chave do Sucesso - Musidisc (LP), 1964- Orlan Divo - Musidisc (LP), 1965- Samba em Paralelo - Musidisc (LP), 1976-  Orlan Divo - Copacabana (LP), 2006 - Sambaflex - DeckDisc (CD).

Clique na capa e plect plim

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domingo, 29 de maio de 2016

O assunto agora é futebol...



Em 2006 foi lançada essa coletânea A Trip To Brazil Volume 5,  pela Universal/Emarcy. Foi em especial para a música do Brasil e em razão da Copa do Mundo 2006 na Alemanha. Seria irônico se não fosse trágico! sim ela mesma!  que oito anos depois nos aplicaria a sonora goleada de 7x1. 

Eles golearam de novo!O tema lógico é o futebol e tem muita coisa clássica na coletânea. Desde Jorge Ben, Elis Regina a João Nogueira e até Pelé.  Para qualquer apreciador de MPB e pesquisador é um prato cheio. Eu cheguei a usar essa coletânea como norteadora para escolher um fundo musical para um piloto de programa de Futebol para a faculdade de jornalismo que eu fazia. 

E o pior que acabei ficando com o óbvio dos óbvios que nem estava na coletânea...Na Cadência do Samba (Que Bonito É)  – Waldir Calmon do famoso trecho “que bonito é, jogar bola no terreiro escutar o batuqueiro...”. Mas enfim...eis aí um CD que o blog dimiliduques coloca a disposição...curioso, diferente, mas acima de tudo musical!.

Toque na capa e bom download

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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Digital no pandeiro esse é o RG Samba



O RG Samba (Registro Geral do Samba)foi formado no início da década de 90 em Ermelino Matarazzo Zona Leste de São Paulo. Que eu lembro era um grupo de grande ibope entre os pagodeiros que curtiam a noite paulistana, como por exemplo no Auge Bar, Mistura Brasileira (Tatuapé), Porão Bar etc...  Eles participaram da coletânea da Transcontinental FM  (Transpagode 1997) com destaque para a faixa Remelexo (Chiquinho dos Santos).  Acompanharam vários artistas como Reinaldo, Eliana de Lima, Arlindo Cruz, Royce do Cavaco, Netinho de Paula entre outros.  Em suas apresentações ao vivo mesclavam um pouco de samba de raiz e os sucessos contemporâneos, sempre com muita qualidade musical. Um dos que eu sempre admirei era o Denden do Violão, que não tenho certeza se era fixo ou freelance do grupo, mas outro bom sambista da turma era o Zambubeiro que já fez parte do Grupo Pé de Moleque.    

O primeiro disco solo veio em 2002 “Nossa Identidade” , pela Unimar Music, produção de Maestro Jobam e Bira Hawai e arranjos de Marcelo Lombardo e Prateado.  E é esse que blog dimiliduques deixa pra vocês e tem ainda duas faixas bônus que sairam na coletânea da Transcontinetal FM.. Muito compositor bom no repertório, Prateado, Chiquinho dos Santos, Carlos Caetano, Adilson Bispo, Minho, Billy SP e outros mais.  Uma curiosidade pessoal é que quando eu consegui esse CD não tinha os nomes das músicas e não tinha contracapa para saber. E para não ficar aquela coisa que eu odeio que é Faixa 1, faixa 2 , acabei improvisando e inventando (conforme escutava) os nomes das músicas, mais abaixo deixo para comparação a viagem, apesar de eu ter acertado umas duas ali viu... O grupo ainda continua com outra formação e em 2009 eles lançaram o CD “Convite Pra Sambar”  produção novamente de Bira com arranjos de Peu Cavalcanti. 

Clique na capa não precisa nem de RG


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Nomes das músicas "inventados"






quarta-feira, 25 de maio de 2016

Um sucesso que não saiu - o cd perdido do Grupo Soweto



Como resenhar um Cd que não saiu? Ué normalmente escutando. Mas que foi uma pena esse trabalho ter ficado no forno. Bom os problemas somente os integrantes e quem estava no meio do furacão deve saber. Só posso dizer que esse trampo do Grupo Soweto com o vocalista carioca Alexandre Lálas (2003 a 2008) ficou no nível que o grupo merecia.  E querendo ou não o timbre do Lálas era o único que se comparava e chegava a altura ao do Belo. Não que ele o imitava, mas pode ser que se inspirava em alguns momentos, eu não acho demérito nenhum.  
Para se ter uma noção de trocas de vocais copiei esse trecho da internet; “Em 1999, o terceiro álbum da banda é gravado, intitulado Farol das Estrelas. No ano seguinte, o vocalista Belo deixa o grupo para seguir carreira solo, sendo substituído por Enrique Bocão. Ainda em 2000, o quarto CD do Soweto, Fotografia, é lançado.
Desde então, o Soweto tem passado por sucessivas trocas de seus integrantes. Em 2003, Enrique deixa o grupo e logo entra Lálas, para substituí-lo. Em 2008, o produtor Arnaldo Saccomani substitui Lálas por Davi Lins. Já no final de 2009, Davi Lins deixa o grupo, sendo substituído por Cacau (ex-Essência) e Dilauri Santos. Depois de contar com Binho Euphoria nos vocais e a produção artística de Dalton da Dxstudio, o grupo agora grava um novo cd com a produção de Wilson Prateado (Diretor Musical do Belo) já com novo vocalista, o ex Grupo Cabalah, Dado Oliveira”. 
Mas enfim o trabalho que o blog dimiliduques deixa aqui já é bem conhecido pelos fãs do Soweto e do pagode paulistano. O famoso CD que não saiu de 2007. Recebi esse arquivo na época do Orkut ainda, acho que em 2009, tem algumas falhinhas, mas nada que não dê para curtir e analisar.  Tanto é que nem os nomes das músicas tinha, consegui os nomes de algumas. Ao contrário dos outros trabalhos do Soweto esse tinha mais sambas cadenciados em equilíbrio com os mais românticos.  Algumas músicas que eu conhecia eram as regravações de Ventos dos Areais num dueto magnífico com o Claudinho Oliveira e A Vida Não é Tão Ruim que foi gravada num dueto com Arlindo Cruz e Dona Ivone Lara no disco Arlindinho (Line Records/1993) e o Soweto repetiu com Lálas e Leci Brandão. Outras depois foram regravadas como Código do Amor (Pique Novo) e Pra Chamar Sua Atenção (Tentasamba). Escutado com muita calma você conseguirá encontrar muita poesia e música, vou citar uma faixa que me tocou muito, é a faixa 14, vamos chamá-la de “Embala o Meu Viver” que cita em seus versos “velhos irmãos companheiros, amigos parceiros ó linda mocidade...”.  
Como esse trabalho oficialmente não saiu, não constam as informações sobre os músicos, produtores e arranjadores que participaram, quem puder ajudar e dar uma luz...Parece arranjos do Prateado, mas não posso afirmar com certeza. 
Mas o dimiliduques deixa também dois presentes, cinco faixas que eram para o repertório do clássico disco Refém do Coração, mas acabaram ficando de fora. As gravações tem a voz do vocalista Belo, não estão numa qualidade sonora ótima, mas acho que dá para escutar e se ter uma noção. E o outro são faixas do vocalista Lálas ao vivo com o Grupo Soweto ou em acompanhamento acústico. Só um outro detalhe, não entendo como pessoas como o Lálas e o Claudinho Oliveira não conseguiram despertar nenyhum produtor/empresário para lançarem seus solos (apesar que o Claudinho esta com planos para seu solo, no projeto coletivo Catarse) (veja aqui).
O Soweto sem sombra de dúvidas era um dos melhores grupos de pagode da década de 90, musicalmente eram entrosados, tocavam bem , tinham boas composições, tinham uma boa equipe de retaguarda,  rolava uma química quando esses caras entravam no palco ou numa roda de samba: Belo, Claudinho Oliveira, Criseverton, Digo, Marcinho e Buiu. Mas infelizmente o que era ótimo acabou, ficou bom por um tempo e hoje é só saudades, apesar de novas formações terem tido a intenção de fortalecer. Essas novas formações só aconteceram pelo respeito e carinho que o nome deles alcançou. Ficarão gravados nas mentes e corações de muitas pessoas. 
Agradecimentos Fernando Azevedo do Pandeiro e Jr. Belo
Mais informações sobre o grupo nos links abaixo:



Não perde não! clique na capa abaixo;

http://www.4shared.com/rar/zfhzZWMQba/Soweto_-_2007_-_Nao_Oficial__b.html

Vocalista Lálas

 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Uma chama brilhante da família Moura



O compositor e cantor Gabriel Moura é um daqueles talentos que é admirado por muitos músicos e que dá a impressão de que a grande mídia ainda tem com ele um dividendo. Merece mais espaço, merece muito mais espaço, para mostrar sua arte, mas enfim...é um lugar comum para muitos músicos e artistas brasileiros. Talvez a mídia mais especializada até já o tenha descoberto a algum tempo, porém o grande público ainda não. sinais do tempo? muita informação? caos musical?...não sei.  Falando assim até parece que ele é um mero desconhecido, mas uns ouvidos mais antenados já sabem de muito do que ele produziu. Exemplos...composições para Zeca Pagodinho, Seu Jorge, Forróçacana, Escola de Samba Caprichosos de Pilares, Paula Lima, Sensação, Ivete Sangalo, Gilberto Gil, Elza Soares, Zé Ramalho, Wilson Simoninha...e por aí vai.

Quem quiser saber um pouco mais sobre o artista pode pesquisar no site  (aqui) que fala mais sobre o seu talento que é extenso. Fundador junto com Seu Jorge da Banda Farofa Carioca, daí já se tem uma noção de que o cara não é fraco. Fez parte das bandas “Blues e Cia”, "Dread Lion", "Baia & Rockboys”e “Banda à Vera". É tema de um  documentário chamado Tô Chegando pelo Canal Brasil.  É sobrinho e carrega o sobrenome Moura do saxofonista e clarinetista Paulo Moura, ele  além de músico é ator, diretor musical, tudo se mistura e acaba em arte. 

Lembro que numa época de dureza eu queria muito adquirir esse trabalho solo, mas não achava na rede para baixar  grátis... Mas até que um dia consegui, nem sei onde, eu acho que foi no finado blog riogroove. O CD Brasis, lançado em 2009 saiu pela Som Livre. E olha que é um trabalho eclético para ser escutado com calma e ao mesmo tempo euforia, porque tem samba, tem fole, bossa nova,  tem frevo, tem swing, tem balada...é a MPB embalsamada das suas várias vertentes. 

Desse CD destaco Eu Canto Samba ( Gabriel Moura/ João Carlos/Valmir Ribeiro), Perfume da Nega (Gabriel Moura/ Alexandre Carola/Valmir Ribeiro) , Minissaia ( Gabriel Moura/Valmir Ribeiro/Carlos Moura), Garota do Méier (Gabriel Moura), Chouse de Louque (Gabriel Moura/Jovi Joviniano) e  a faixa bônus Som Mil (Gabriel Moura).

Trabalhos em que participou, banda Farofa Carioca – Moro no Brasil (Polygram/1998), 4 Cabeça (Bolacha discos/2009) e Orquestra Saga apresenta/Sociedade Amigos da Gafieira (Selo SESC/2011). Como artista solo, Brasis (Verge Records França/2009 e lançado no Brasil pela Som Livre/2009), Karaokê Tupi 2 (Som Livre/2013), Karaokê Tupi 2 Especial (Som Livre/2014).

Mexa na capa e download

https://mega.nz/#!FtZlzShB!jgfp07Dad0D-Nb1o1v8t_BD-mMnwcq93jXkDxmQjN4A