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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Sem enrolação samba rock de primeira

Eu parei de postar um pouco por motivos estruturais ....para ser mais preciso eu estou com acesso a internet restrito. Mas mesmo assim resolvi dar um jeito numa Lan house aqui. O LP de hoje é daqueles emocionais, lançado em 1988 pela RGE.  Esse vinil era habitué em casa, rolando no três em um, pelas mãos do meu tio Galo (in memoriam). E era um daqueles LPs coletânea de samba-rock . Aliás essas coletâneas meio que não tinham medo de errar, colocavam no repertório coisas que decerto fariam a cabeça da massa e outras nem tanto, obscuras, lados B e que poderiam ter dado lugar a outras faixas , mas a teimosia musical era um quê de rebeldia. Essas faixas estavam ali parece que por um motivo simples, embaralhar o coreto, para que as pessoas dessem valor a outros artistas ou ao menos prestassem atenção na música. Quer dizer, eu que tô viajando com meus botões aqui, mas por exemplo a música Eu Já Amei Você do Franco esta muito aquém de outros sucessos seus como O Rock do Rato ou Rock Enredo. E a quadra formada por Balanço Zona Sul do Zimbo Trio, Palomares do Trio Mocotó, Pra Começo de Assunto de Elizabeth e Jeitinho Dela de Tom Zé, que são músicas em si legais, mas são para apreciadores com ouvidos mais atenciosos, daqueles com paciência de músicos ,pesquisadores etc... Outra que era meio obscura, A Cobra Mordeu Caetano, do Chocolate da Bahia, porém para compensar entrou a música Roda de Samba do mesmo Chocolate, essa sim um estouro do samba-rock.  Tirando essas citadas, o restante é um festival de clássicos musicais do cancioneiro samba roqueiro.  Começando pela tríade de peso com Estou Dez Anos Atrasado do Erasmo Carlos, Carolina Carol Bela de Jorge Ben e Toquinho e Balanço do Navio da Trama e os Pagodeiros do Estácio. Para fechar tem o pouco conhecido do grande público Pocho e Orquestra com Enrolando Rock que é meio rockabilly. E o hit Festa Funk de Almir Ricardi que é um funkão anos 80. Esse LP rolou muito pelos sons das equipes, ondas do rádio e bailinhos. 

http://www6.zippyshare.com/v/16aScoDz/file.html


 

Por: Marcelo Santos Costa

sábado, 15 de outubro de 2016

Repost: Swingueira 2

Falar mais do mesmo nem sempre é bom, mas nesse caso é um prazer. Mais um volume da coletânea Mestres do Swing.  Alguns já foram abordados na coletânea anterior e outros novos entraram. Como por exemplo o saudoso Bedeu que nos deixou em 1999,  autor de várias perolas do swing e samba rock. Bedeu que era gaúcho de Porto Alegre. Falando em Rio Grande do Sul, tem o Luiz Vagner Guitarreiro ótimo musico, compositor que fez sua vida por lá e depois pelo Brasil. Ele foi parceiro e tocou na banda  de Jorge Ben, a consideração era tanta que Jorge fez uma música em sua homenagem. Aliás Jorge (mestre dos mestres) também dá as caras nessa coletânea com a maravilhosa A Lua É Minha. E tem muito mais, Don Beto,  Tony Tornado, Gerson King Combo, Hyldon e a dupla Lincoln Olivetti e Robson Jorge. E os quase desconhecidos Tony Blue, Tom Saga e até uma banda, a Passport , completam a swingueira. 

clique na capa


Nas fotos da esquerda para direita no sentido horário Bedeu, Lincoln Olivetti & Robson Jorge, Carlos Medina, Don Beto, Tony Blue, Gerson King Combo, Tony Tornado, Tom Saga, Paulão da Tinga, Marku Ribas, Luiz Vagner, Jorge Ben e Hyldon.


Abaixo a Set List


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Samba Rock direto e reto no dimiliduques


Outra vez falar de samba-rock? Lógico e olha que em breve poderá se tornar patrimônio imaterial da cidade de São Paulo. É um ritmo? é uma dança? É tudo isso e muito mais! É suingue é swing. Já foi chamado de Jovem Samba, Sambalanço e Suingue, desde o encontro das guitarras e baixos elétricos com os couros do samba de morro. A soul music americana e o funk também teve influência com seus arranjos, principalmente com Tim Maia e o movimento Black Rio. Nos bailes black de São Paulo a coisa fervilhava e a hora das rasteirinhas era plenamente esperada.
Nos anos 90 a coisa deu uma esfriada, somente guerreiros ainda alçavam sua bandeira como Bebeto, Branca Di Neve, Luiz Wagner, Bedeu e outros que continuavam na ativa mesmo nas torrentes ondas contra. Nos anos 2000 pode-se dizer que aconteceu um revival como a formação da banda Clube do Balanço e artistas como Simoninha, Max de Castro, Jair Oliveira...trazendo essa influencia soul e sambarockeira misturada com pitadas de MPB.

Blog pessoal tem dessas coisas, não é segredo que por aqui você encontrara vez por outra uns discos de rap , uns de samba rock, melodias românticas, além dos já tradicionais pagodes e sambas. Mas aqui no blog dimiliduques, tudo é feito com carinho e cuidado, como nessa coletânea com 34 músicas divididas em dois volumes  de Suingue e Samba Rock. Colocamos algumas novidades que vieram pelo ar e nos ARquivos amigos e outros suingues mais antigos que achamos nos baús da vida.

E saber que cada vez mais grupos, bandas e cantores abrem espaço no seu repertório para colocar um samba rock e outro é muito legal. Lógico que é pouco, mas um passo é melhor que nada. Não vou aqui levantar discussões do tipo: “tá na moda, por isso os produtores indicam ao artista colocar no set list”. Esse “tá na moda” então faz tempo hein...desde os anos 60 com Jorge Ben?, bailes black? Anos 70/80?. Deixa pra lá, o importante é que o samba-rock vem ao longo de sua história conquistando mais e mais seu espaço merecido. É passado de geração por geração, algo mais nítido no meio da negritude, mas não há segregação e sim acolhimento, musical e emocional!
Viva o samba rock e o suingue brasileiro!
http://www.mediafire.com/file/klmiv27i5a4fyro/Swing+%26+Samba+Rock+sele%C3%A7%C3%A3o+Dimiliduques.+vol+1++by+tchelo.rar

Abaixo lista de músicas do volume 1


http://www.mediafire.com/file/ac7zokx512esxvc/Swing+%26+Samba+Rock+sele%C3%A7%C3%A3o+Dimiliduques+vol+2+by+tchelo.rar
Abaixo lista de músicas do volume 2

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Samba Rock coletânea do Blog Dimiliduques

Às vezes o pouco é muito, por isso vou escrever o mínimo nessa postagem. É que a música dessa coletânea fala por si só. Samba Rock, rock samba, swing ou outro adjetivo mais que preferir. São músicas escolhidas pelo balanço e é sempre bom ter um set list desse as mãos ou melhor, aos ouvidos.  Tem coisas boas nesse arquivo, algumas mais antigas e outras atuais. Ficava (e fico) ainda pasmo quando vejo um casal dançando samba rock, esses dias num baile nostalgia, um casal em que deviam ter seus 60 anos, traçavam os bracinhos, ele de terno social, boina e sapato duas cores PB e ela num lindo vestido brilhante azul.


Bom não vou me estender mais....clique na capa...sai dançando!





quarta-feira, 29 de junho de 2016

Arquivos perdidos e achados

Vou chamar esse post de arquivos perdidos e achados, porque foi bem assim o começo dele. Um DVD de arquivos perdido numa gaveta e surpresas agradáveis! E a primeira dessa leva é um compacto de 1978 da cantora  Sônia Santos, que eu conhecia mais pelo samba rock Poema Rítmico do Malandro. Mas esse compacto conta  com uma versão "discoteca"   com um pout porri de musicas do Jorge Ben e uma pedrada chamada Speed, pegada swingueira com arranjo de Oberdan que obviamente deve ser o Oberdan Magalhães da banda Black Rio!







terça-feira, 31 de maio de 2016

Orlandivo com um molho de chaves abrindo a mente



Orlandivo Honório de Souza mais conhecido como Orlandivo, percussionista, cantor e compositor catarinense que desde os nove vive no Rio de Janeiro. Durante um tempo (1968/69) foi crooner da banda de nada mais nada menos Ed Lincoln. Sambalanço na veia! 

Eu, assim como muitas pessoas, conhecia sua música do famoso comercial da década de 80,  que fazia fundo para a Boneca Bolinha de Sabão da Estrela “sentado na calçada de canudo e canequinha tchu plec tchuplim...”. O sambalanço deu uma retomada e junto com ele Orlandivo deu o ar da graça lançando o CD Sambaflex.  Eis que a curiosidade me atiçou a acabei adquirindo o trabalho lançado em 77 Orlandivo com João Donato.  Desse disco fiquei fissurado e de certa intrigado como uma música, a Onde Anda Meu Amor (Orlandivo / Roberto Jorge) continha um arranjo tão psicodélico e que soava tão atual...  Não me conformava que havia sido feita na década de 70, procurei e desconfiei que havia algo errado, um engano de quem tinha postado, mas não!,  é isso mesmo! Onde Anda Meu Amor é loucamente setentista e atualíssima. Outra que vem no mesmo embalo é a Tamanco no Samba (Helton Menezes / Orlandivo). 

Também se olhando a ficha técnica se entende a musicalidade ali incrustada; Sivuca no acordeom, Alexandre Papão e Ivan Conti Mamão na batera, Nicolino copinha na flauta, Durval Ferreira no violão, José Menezes de França na guitarra, João Donato nas teclas, Percussão com Geraldo Bongo, Chico batera, Hermes, Helcio Milito, Nô, Antenor  e Ariovaldo, no fagote Airton Lima Barbosa, no baixo Alexandre Malheiros e coro com Luna e Suzana.

Outra coisa interessante é a capa, bonita na sua simplicidade. E uma das marcas de Orlann Divo (na década de 60 ele grafava assim seu nome) era fazer de percussão um molho chaves.

Nesse disco do selo Copacabana também tem a famosa Bolinha de Sabão (Adilson Azevedo/Orlandivo), Gueri-Gueri (Durval Ferreira/Orlandivo) é um baião , pensei que era aquela do Bebeto, mas se trata de outra. A homenagem legal a Jorge Ben e Gilberto Gil na Um Abraço no Bengil (Durval Ferreira/Orlandivo). E tem também a clássica dos bailes black na sessão de samba rock, Palladium (Ed Lincoln/Orlandivo). Enfim Orlandivo é um artista de primeira linha, compositor de mão cheia que enfrentou o ostracismo e o sucesso como uma bolha de sabão, timidamente frágil, mas sempre leve e colorida.  Trabalhos que lançou: 1961 - Samba Toff/Amor Vai e Vem/Vem Pro Samba/Dias de Verão - Musidisc (EP),1962- Samba no Japão/Amor Quadradinho - Musidisc (78 rpm),1962- Vai  Devagarinho/Brincando de Samba - Musidisc (78 rpm), 1962- A Chave do Sucesso - Musidisc (LP), 1964- Orlan Divo - Musidisc (LP), 1965- Samba em Paralelo - Musidisc (LP), 1976-  Orlan Divo - Copacabana (LP), 2006 - Sambaflex - DeckDisc (CD).

Clique na capa e plect plim

https://mega.nz/#!VgxhXDoD!Yz3IB93pXX4pkC0YPlQEvLoilOimniq2HPBD_I9KVCw





sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Novos Crioulos na paz do swing



Os Novos Crioulos, poxa a única música que eu conhecia dos caras era o samba rock Samba da União, que é muito boa. Aliás essa música foi regravada pelos próprios nesse  CD de 1993 que o  blog dimiliduques vai deixar pra vocês. Porém com uma roupagem um pouco diferente, prefiro a original, mas é questão de gosto.  Eles a lançaram primeiramente no LP com o nome de Os Novos Crioulos em 1976 e a gravadora se chamava Pirata. 

O grupo é de São Paulo, numa foto deles prestei atenção numa inscrição que dizia "Moca" , bem na cuíca do Clovis Salvador, aí pensei ser o bairro da zona Leste. Apesar das poucas informações sobre eles, descobri que eles são na verdade do bairro da Casa Verde , zona Norte de São Paulo.

Outros detalhes que eu achei foi lendo a contracapa do raro LP de 1976, onde um prefácio assinado pelo diretor artístico e empresário  Abelardo Figueiredo, tece elogios ao grupo. Por lá também sabe-se que eles se apresentaram durante um bom tempo na casa de shows O Beco na Rua Bela Cintra nº 317 no bairro da Consolação.  Mas é só. Uma pena não ter nenhum registro acessível, mas se algum dia achar eu conto a história dos caras. 

Vamos falar do CD gravado por eles em 1993 chamado Prenúncio da Paz pela gravadora TNT Records. A coincidência legal; o arranjador desse trabalho foi o baixista Reinaldo Chulapa, que esta citado no post anterior que fiz sobre a banda Sambasonics.  Um disco swingado e com um coral bem redondinho, lembrando um pouco a pegada dos Originais do Samba.  Destaco a faixa que abre o disco Vanessa (Maurinho da Mazzei/ Joãozinho Carnavalesco), Nas Praias do Guarujá (José Luiz/Barbosa) e a regravação do Samba da União (Clóvis Salvador/Moacir Gonçalves).  Nas composições tem outros nomes como, Santaninha, Rubens Gordinho, Luiz Carlos Muniz , Zeca Sereno. Nesse disco não achei descrita a formação atual do grupo, mas vou colocar a formação clássica de 1976: Clovis Salvador (Xoxão) cuíca, Luiz Venâncio (Zulu) surdo, Celso Rubens Soares (Aranha) tamborim, Claudio Xavier de Moura (Chão Preto) pandeiro, Claudio Roberto Pinto da Costa (Louzinha?) tumbadora e José Luiz da Silva (Zizo) no reco-reco. Reparem que eles não tinham componentes para instrumento de cordas, somente percussão, muito interessante, provavelmente quem na época fazia essa parte era o Pedro Ivo (baixo) , Carlos Silva (cavaco) e Moacir Gonçalves Filho (violão). 

Os músicos que participaram das gravações do trabalho da década de 90 foram; Edmilson Capelupi no violão de 7, Reinaldo Chulapa contra baixo, Lito Figueroa nos teclados, Marcos Arcanjo violão de 6 e guitarra, Ferrugem cavaco e banjo, Pimpa na bateria, Carlinhos Gonzales/Renato Pomba Gira no surdo e percussão e no coral Novos Crioulos, Tiana e Vera. 

Agradecimentos ao Sandro de Almeida Silva (Comunidade bandeira do samba no Facebook) por ter conseguido esta pérola pra gente.

Foto do grupo retirada do blog http://clovissalvador.blogspot.com.br/

Clique de novo crioulo na capa


http://www.mediafire.com/download/8028n2la9msgige/Novos+Crioulos+%281993%29+-+Prenuncio+da+Paz.rar


sábado, 17 de outubro de 2015

Dance o samba sônico

Sei muito pouco sobre a banda Sambasonics, só sei o que mais importa;  o som é bom e swingado. Outra coisa que eu sabia era que a linda e ótima vocalista Francine Missaka, a nipo-brasileira virou cantora na banda do Domingão do Faustão. Outras figuras que eram conhecidas para mim: o produtor e baixista Reinaldo Chulapa e o guitarrista e vocalista Marcelo Munhoz. Completam o time os percussionistas Bruninho Marques e Rubinho Lima , o batera Carneiro Sândalo, Felipe Maia teclados e Mauricio Mohamed sax. Entre as influencias citadas, temos Tri Mocotó, Originais do Samba, Jorge Ben, Copa 7, Ed Lincoln...

A banda começou em 2001 nas domingueiras do Grazie a Dio, um bar famosos na Vila Madalena, lá eles tocavam samba-rock, e misturavam groove, soul e samba. A receita deu certo que eles tocaram em outras casas, como o teatro Mars, Na Mata Café, City Hall, Diquinta, Sem Eira Nem Beira e outros mais.

O blog dimiliduques põe a disposição o primeiro trampo deles intitulado Sambasonics, lançado em 2003 pelo selo franco-brasileiro Unban Jungle Records com produção de Marcelo Munhoz, André Burgeouis e André Ferraz. Esse mesmo CD foi lançado em 2004 no Japão pela gravador Rambling Records.

Destaque para as faixas Negona, Passa Por Minha Cabeça, Babulina, Só que Deram Zero Pro Bedeu a dobradinha Falador Passa Mal/Buchicho, enfim todas as faixas eu considero de boas para ótimas.

Eles lançaram também outro trabalho solo, Jorge Ben Beats em 2005 pela Rambling Records e faixas em diversas coletâneas como Nu Brazil, Grazie Dio volume 1, Swing Brazil e Brazilectro 6.


clique na capasonic


http://www.mediafire.com/download/v5u8j9ybwi7vrku/sambasonics+%282003%29+by+tchelo.rar


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Esotérico, psicodélico, uma tábua musical de Jorge Ben

Senta, não senta...tem que cantar cantando... quem já ouviu o LP, reconhece esse diálogo meio maluco.
Não vou me concentrar muito na parte técnica deste disco, mas sim na parte sentimental. Sim, uma joia literalmente , uma Tábua de Esmeralda! Considerado por muitos o melhor disco de Jorge Ben. O LP Solta o Pavão de 1975 (clique aqui) na minha opinião, fica só um décimo abaixo, é nota 10 x 9,9. Bom o Tábua foi lançado em 1974 pela gravadora Philips, é todo esotérico e tal, com letras que fazem referências a São Tomaz de Aquino, Melquíades, Erich von Daniken, Hermes Trimegisto, alquimia, magia etc...


O Jorge Ben conseguiu africanizar assuntos medievais europeus e abrasileirar tudo com seu violão swingado, coisa louca, experimentalismo e talento negô! Algumas músicas foram arranjadas pelo talentoso Osmar Milito e a produção foi de Paulinho Tapajós. 

E quando essa pedra abruptamente caiu em meu colo, não entendi direito a capa, parecia algo religioso demais para um disco tão psicodélico e lembrava muito a capa do Tim Maia racional. Mas bastou botar a agulha no vinil, sentir graves e agudos para viajar. Como letras e palavras tão destoantes se encaixam no compasso e na voz? salve Jorge! Daqueles discos que deixa rolar inteiro e a cada audição você vai percebendo nuances diferentes em cada música. Eu gosto de todas, mas lógico sempre dou uma paradinha em Homem da Gravata Florida, Namorado da Viúva, Minha Teimosia é Uma Arma Pra Te Conquistar, Os Alquimistas Estão Chegando, Menina Mulher da Pele Preta, Magnólia,  Cinco Minutos e Zumbi. 

Hoje novamente deixei a tábua me levar... é sempre bom ter a mão ele e volta e meia entrar de cabeça nesse som. Ainda bem que é um disco fácil de se achar na internet. 

Clique na capa e baixe essa alquimia

http://minhateca.com.br/fiaminha/Discografia+Jorge+Ben+Jor/Jorge+Ben+Jor+-+*27A+T*c3*a1bua+De+Esmeralda*27+%281974%29,72901951.rar%28archive%29



sábado, 7 de março de 2015

Compacto do Branca Di Neve

Em 1981 ele já estava gravando o seu primeiro trabalho pela gravadora independente Mauricris com o título de Branca Mete...Bronca – Pobre Moleque. Ele ainda grafava  Branca “de” Neve e não “di Neve” como depois ficou conhecido. Era um compacto que já mostrava o caminho que iria trilhar, o “balansamba”, incluía as músicas Salgueiro Raiz (Luiz Carlos Xuxu/Branca de Neve) e Pobre Moleque (Valdir da Fonseca). Curiosidade que a música Salgueiro Raiz saiu depois no seu primeiro LP com umas pequenas modificações: no nome do autor Luiz Carlos tiraram o “Xuxu” e no título acrescentaram: Salgueiro “É Uma” Raiz, mas se trata da mesma música. 

Aqui tem um pouco mais sobre esse bamba do swing e samba rock (l i n k)

Clique na capa e baixe essa mosca branca, de neve!




quinta-feira, 5 de março de 2015

Álvaro e seu balanço verdadeiro




Álvaro nasceu em 20/01/1954 em São Paulo e começou seu envolvimento com música ainda cedo, aos 8 anos de idade já tocava pandeiro no conjunto de choro de seu pai. Aos 17 anos integrou alguns grupos de samba tocando percussão e compondo. Depois disso estudou guitarra com Luiz Wagner e adentrou de vez ao mundo da música, caindo na noite para tocar. 

Em 1983 tocou ao lado de Bebeto, David Santana, Wando e grupo Acanã na noite paulistana. Aliás com Bebeto era músico de estúdio, gravando varias músicas. Três anos depois já fazia free lance com Reinaldo, Luiz Camilo, Banca di Neve e outros. Também no começo dos anos 90 transferiu-se para o Rio de Janeiro para tocar com vários conjuntos tais como Copa 7, Os Devaneios, Brasil Show e Pique Total. Fez também uma turnê pelo Japão com a pianista Tânia Maria.

Já interpretaram suas composições artistas como Grupo Apoteose, Serginho Meriti, Banda Raça Negra, Carlos Dafé entre outros.

O blog dimiliduques coloca pra vocês o disco Balanço de Verdade, que saiu em 1993 pela Zimbabwe Records. Um trabalho bem swingado onde se percebe nos arranjos o violão a frente, com os teclados em destaque. Álvaro possui uma voz bem afinada  que lembra um pouco a maneira de cantar de Bebeto. O disco tem algumas faixas regravadas como; Volta da Banda Raça Negra e Pedindo Amor que já foi sucesso nas vozes de Eduardo Costa e Leandro e Leonardo.  Outro destaque é a faixa Balanço de Verdade, meio Branca Di Neve, bem legal e introdução matadora. Já a faixa Chega Ae é um belo swing, tem uma introdução que remete a clássica Água Marinha de Bebeto.

Além do Balanço de Verdade, Álvaro tem mais quatro álbuns gravados; Povo Novo (1987/Artezanal Record Tape), Dama Maravilhosa (1989/Panela Discos), Só Pra Swingar (1991/JWC Discos) e Álvaro (1994/Selo Mauricio Produções). 


Clique na capa e balance de verdade.


http://www.mediafire.com/download/0c270b2dbpk3cv8/Alvaro+1993+balanco+de+verdade+-+tchelo.rar