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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Criolês dando nó na veia e na orelha



Esse eu escutei de mente aberta, sem ver ou ler resenha nenhuma. Já conhecia o trabalho dele como rapper em outro cd que era diferenciado mas se perdia em meio ao mar de boas letras e produção amadora. Esse novo que tem título de Nó na Orelha faz jus ao nome, inclassificável! O Criolo coloca melodia na voz para cantar rap o que resulta num flow inovador e bom de se ouvir. O rap periférico está lá, as letras e gírias estão lá, mas porém algo inusitado quebra o rumo do ouvinte: bolero? pop? samba? manguebeat? rap? reggae? soul? mpb? é tudo isso! Muito bom quando algo surpreende e quebra rotina de um estilo que muitas vezes já foi considerado interno da U.T.I. (no caso o rap). Criolo fez o que muito músico conceituado que se diz parte da "cena" gostaria de fazer, mas talento quando é nato é dado a poucos e bons, um autoditada das ruas esburacadas do Grajaú, zona Sul de São Paulo. As letras com relances urbanos com respingos de ácido poético em cima de uma produção que de tão profissional é eclética/psicodélica exalando óleo diesel do caos suburbano de sampa. Escutem de coração aberto e mente sã ou tudo isso vice e versa na mesma medida...


                                      


Texto: Marcelo Santos Costa - Créditos do link comunidade rap downloads

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Repost: Racionais um verdadeiro poderio urbano nas rimas

Racistas otários nos deixem em paz... eis o começo de um dos raps que mais abalaram as minhas estruturas. Eu fiquei louco, que base é essa? (descobri depois que era ESG - UFO), Que letra é essa?. Nada mais nada menos do que Racionais MC’s. Já conhecia os manos da coletânea Consciência Black volume 1, com duas músicas (Tempos Difíceis e Pânico na Zona Sul) que acabaram entrando no solo deles posteriormente.  O grupo foi formado oficialmente após as gravações da coletânea (que é de 1988), já que Edi Rock e KL Jay eram uma dupla da zona Norte e Racionais eram somente Brown e Ice Blue da zona Sul de São Paulo.

O primeiro LP solo saiu em 1990 pelo selo Zimbabwe Records, mas tem prensagem que saiu em 1992, já que a gravadora era pequena e fazia o papel de distribuidora conforme a demanda. Gravado nos estúdios da Fieldezz com produção de KL Jay  e co-produzido por Alexandre e Marcelo (2 Habone). Nunca podemos esquecer que o agitador cultural Milton Salles que por um período foi uma espécie de guru e empresário dos manos, é um dos responsáveis pelo surgimento do grupo. Miltão esta inserido como principal figura para o desenvolvimento e andamento do movimento rap em São Paulo e no Brasil. Pode-se dizer que nesse primeiro trabalho a amizade e até a influência ideologica dele permeou algumas faixas. 

O que o Racionais tem de diferente dos outros grupos? Essa era uma pergunta que sempre vinha a tona quando um álbum dos caras era lançado. E na minha humilde opinião, eles sempre inovam. Conseguem se reciclar dentro de um estilo que acaba por segmentar seus artistas. Se o rapper vacila ele acaba atirando a esmo, se repetindo e até se contradizendo. Somente pessoas muito boas no que fazem e com uma visão além do óbvio, conseguem se diferenciar.

E eles inovavam nas letras, compare a evolução literária/construtiva de Mano Brown/Edi Rock/Ice Blue desde esse LP de 1990 até o lançado em 2002, o Nada Como Um Dia Após o Outro Dia. Você verá que mudam os jargões, mudam as palavras usadas (em 1990 um português mais próximo do culto, em 2002 assumiram as gírias e estilo coloquial). O discurso que antes era meio panfletário / revolucionário, assume ares mais equilibrados e até em raros momentos, festeiro. Mas não pense que se acalmaram da verve crítica. Todo trampo dos Racionais você verá um mosaico que fala da violência periférica, injustiça, polícia, miséria,preconceito racial/social e vida criminal.

Os instrumentais do Holocautos Urbano, também são inspirados no G-funk norte americano e samplers de James Brown e funk setentista/oitentista são uma constante. O que se ouvia de influencia no rap era o que o DJ KL Jay trazia aos ouvidos deles e o que os DJs das grandes equipes tinham. Ou seja o que era lançado la fora em 1987 ou 1988 chegava aqui um pouquinho depois para quem tinha acesso e um ou dois anos depois para quem estava a margem da discotecagem. O que pode ter servido de base por exemplo King Tee, Ice T. Boogie Down Productions, Marley Marl, Eric B e Rakim, Biz Markie, LL Cool J, NWA e por aí vai. Essas bases são mudadas ao longo dos anos, conforme novos parceiros são adicionados as produções (cantores e músicos profissionais no álbum Raio X Brasil e produtores do Instituto em Nada como Um Dia...).

No álbum intitulado Holocausto Urbano o clima é de revolução, com ideais de união entre os negros e luta contra a opressão da polícia e elite.  Discurso que seguiu firme e amplificado no trabalho de 1992, o Escolha Seu Caminho, um album que continha duas músicas longas. no Raio X Brasil há uma certa aproximação musical/popular/brasileira com smplers de Tim Maia,participação de figuras do pagode/samba e rádios de outros segmentos, a Jovem Pan rolando faixas como Homem na Estrada. Tudo isso deu impulso  ao recordista de vendas de 1997, Sobrevivendo no Inferno, um caso a parte no rap brasileiro.

Voltando ao LP de 1990, o cotidiano violento dos justiceiros na letra de Pânico na Zona Sul, combinando com sampler de Mind Power de JB’s. O preconceito racial histórico/brasileiro ocultado, mas colocado para fora em Racistas Otários que tem a frase certeira “...que negro branco e pobre se parecem mas não são iguais...” .  Na letra de Tempos Difíceis e Beco Sem Saída a voz seriamente grave de Edi Rock dando um alerta para o mundo. A herança hedonista de NWA e Eazy E em Mulheres Vulgares, essa base me lembra as produções do Gran Master Ney. E o fosso social e o sotaque bandido/paulistano na criativa Hey Boy.

Para mim um marco do rap nacional, um disco que é símbolo de uma época, o começo dos anos 90 e do hip hop nervoso de São Paulo, faz parte da minha história no rap.

Clique e sinta o clima noventista do rap







quarta-feira, 6 de julho de 2016

Repost: Ndee Naldinho com o nome cravado no hall dos guerreiros do rap



Vou começar esse texto fazendo uma viagem para o final dos anos 80 e minha opinião na época acerca de Ndee Naldinho. “Um rapper novato que faz mais covers do que o próprio rap, escute o refrão , A Lagartixa na Parede, é mais uma tradução exótica e parodiada da original DJ Innovator do rapper americano Chubb Rock. A voz  de Ndee também é meio forçosa e as bases pouco criativas, já prontas.” 

Enfim... obviamente não escrevi isso na época. Até porque eu tinha 16 anos e estava formando ainda minha base de opiniões. Mas serve para você (e eu) entendermos que as vezes a nossa mente evolui  ao passar dos anos e se livra de preconceitos e radicalismos. Minha cabeça era mais fechada e o que eu admirava de rap tinha que ter o mesmo estilo de NWA, Public Enemy, Ice T e Racionais, drogas, armas, crime, enfim era pura falta de informação e bom senso de minha parte. E tem também a visão turvada de que , “se ele lançou a lagartixa, o disco solo dele deve vir na mesma linha” e acabei nem dando a merecida atenção. Mas hoje (re)executando o primeiro trabalho de Ndee Naldinho chego a outra opinião. 

Mas vamos falar primeiro um pouco sobre o rapper que nasceu na Bahia mas foi criado no Jardim Miriam Zona Sul de São Paulo e depois Diadema. Sua história no rap tem um pouco das equipes de baile black em São Paulo. Pois foi através desses bailes que ele começou a se apresentar e a cantar. Em 1988 já fez uma estreia de responsa na coletânea (histórica), O Som das Ruas, que saiu pela Chic Show. Na ocasião ainda com o nome de Ndee Rap gravou as faixas; Rap de Arromba e o grande hit do LP a Melô da Lagartixa. 

Depois em 1991 lançou o primeiro trampo solo pela TNT Records, intitulado Menos Um Irmão, Chega Disso, que o blog dimiliduques deixa pra vocês. A produção ficou a cargo do renomado (mas que naqueles anos estava em início de carreira) DJ Cuca. E na época novamente a pecha de rapper sátira foi apontado no agora Ndee Naldinho. As letras ainda estavam ganhando forma e naquele início de 1990 eram mais hedonistas e de certa forma inocentes. Desse álbum a faixa que fez mais sucesso foi “E Essa Mulher? De Quem É?” com uma letra mais suave, viajante, divertida o que acabou obscurecendo a execução das outras faixas mais sérias. Outra que também foi muito tocada nos bailes e nas rádios, a faixa título, a famosa e mais conhecida como "Puxa o Revolver". 

Nas bases de algumas faixas se nota samplers de raps dos anos oitenta e funks a misturar-se com sintetizadores, teclados, baterias eletrônicas e sequenciadores. Outra coisa interessante é o uso de frases de discos sertanejos (Leó Canhoto e Robertinho em  E Essa Mulher de Quem É). Mais tarde ele usaria também de filmes nacionais antigos como os de Mazzaropi (isso no disco Humanidade Selvagem de 1993). Minha opinião, e até hoje vejo desta forma, é que a voz de Naldinho encontrava eco em similaridade com o rapper nova-iorquino Kurtis Blow. Um vozeirão, lógico que com a devida entonação, acabou sendo um estilo próprio de cantar.  O legal é que ao longo de sua discografia Ndee Naldinho ele foi eclético e pôs em suas gravações faixas remix, versões em  instrumental, samba rocks e música romântica. 

Mas Ndee Naldinho pode-se dizer um dos soldados do rap que sofreu as agruras de altos e baixos e com muito esforço chegou a general. Foi guerreiro e não se abateu na caminhada por seu devido valor, gravando uma vasta discografia com 14 trabalhos. Som das Ruas (1988), Menos Um Irmão Chega Disso (1991), Só Porque Sou Favelado (1992), Remix (1993), Humanidade Selvagem (1993), Bem Vindo ao Hip Hop (1995), Você Tem Que Acreditar (1997), Ao Vivo (1998), Apocalipse (1999), Preto do Gueto (2000), Ao Vivo 2 (2001), O Povo da Periferia (2001), Nunca é Tarde Pra viver (2003) e Remix 2 (2007).

Ao longo de sua carreira ele foi amadurecendo e encontrando no gangsta rap sua verdadeira vertente, quem ouve atualmente os discos dele (principalmente a partir de O Apocalipse - 1999 ), consegue achar mínimos resquícios daquele rapper que gravou a “Melô da Lagartixa”. Isso o tornou em alguns momentos carrancudo nas letras e os temas quase sempre rimavam sobre o crime e a violência na periferia. Mas quando se ouve Mina Firmeza do CD Preto do Gueto (2000) ou Povo da Periferia do CD homônimo (2001) , se vê que no fundo ainda vive aquele jovem Naldinho. O importante é ter hombridade para mudar, aceitar as mudanças e seguir em frente no seu propósito de cantar rap no Brasil. Hoje ele é considerado e reconhecido por muitos compatriotas, como um dos pionieors do rap, citado por exemplo por artistas do calibre de: Thaíde, Sampa Crew, Racionais MC’s, Xis, Tribunal Popular, Sistema Negro e outros.


Clique na capa, é isso, chega disso...








segunda-feira, 2 de maio de 2016

Levadas e flows com o Esquadrão Zona Norte



Quando escutei pela primeira vez EZN (Esquadrão Zona Norte) foi doideira a primeira audição. Como dizem agora em 2016 “Ce é loko cachorrêra!”.  Se não me engano foi numa coletânea da Revista Trip nº 80 de Julho de 2000 que era Zoeira Hip Hop Carioca e a faixa era Ataque Epidêmico. Eles também saíram na coletânea Marcelo D2 apresenta o Hip Hop do Rio (2001/Tratore), e tinha lá a faixa do EZN chamada Terror na Conduta Guerra 2. 

Tempos depois consegui o CD do grupo de 2001 intitulado Epidemia (lançado de forma independente pela Pé Rapado Records) e não decepcionaram. Levadas sinixxxtras, visual de capa macabro/futurista, letras psicoviajantes...e as bases um que de lúgubre que lembrou muito os grupos de rap bate cabeça da década de 90; Fu-schnickens e Flatnerz.  Frases como “o ataque é epidêmico, a ideia é hemorrágica, ao antibiótico é imune, já era, na atmosfera prolifera a levada...” (Ataque Epidêmico).  O grupo foi formado em 1998 (e durou até meados de 2003) e o nome  deriva do coletivo chamado ZN Boys , formado por uma galera de skatistas dos anos 80/90. Eles são da baixada Fluminense no Rio de Janeiro e a formação do grupo contava com os  MC’s Slow Dabf, J.C., Doug D e DJ Brankinho. 

Grupos com esse carimbo independente dificilmente conseguem atingir o grande público (as vezes nem querem), por ser demais complexos. Lembrei de outro grupo que veio nessa pegada, oriundo do ABC em São Paulo, o grupo S.Ú.C.I.A..  Mas a ideia é essa, grupos com esse contexto tem a utopia de espalhar suas rimas para muitos, mas são poucos que compreendem e conseguem dar valor a algo tão inovador. São incorrigíveis, inconformados do rap que acabam a margem do hip hop. Sobrevivem porque amam o que fazem e fazem o que amam para sobreviver. 

https://mega.co.nz/#!V4pwjaqZ!AN3dlmIW7b4FN5QVDJLqF1v9XUAHqbGvbmW9FRENF9Y



sábado, 30 de abril de 2016

Só na picadilha do Relatos da Invasão



Certo dia tava rolando Relatos da Invasão de fundo musical, a canção em questão era a Primeiro Ato. Aí me caiu a ficha, puta produção legal esse instrumental, vou escutar o CD inteiro. Até aí tudo bem, hoje é tranquilo você pode procurar no Google para download ou se der mais sorte um  ”Full Album” no youtube. No meu caso eu já tinha a pasta perdida em meio as minhas dezenas/centenas de gravações espalhadas em DVDs, HD, CDs, PC  e pen drive. 

O grupo é da zona Norte , dos bairros Jd. Nova Galvão e Jaçanã , esse último eternizado pelo samba Trem das Onze dos grupo Demônios da Garoa e composto por Adoniran Barbosa. De lá também conheço o time de várzea do Botafogo de Jaçanã, bem querido. O blog dimiliduques deixa pra vocês o CD intitulado É o Gigante, lançado em 2007 pela gravadora Equilíbrio (de propriedade de KL Jay),  o grupo é formado pelos MC’s Thig, Negrinho e DJ Pampa. Que começaram a trilhar o caminho do rap num festival da Revista Rap Brasil onde chamou a atenção do DJ QAP (do grupo SP Funk) que prontamente ofereceu seu estúdio pros caras gravarem.

O trampo é de responsa, além da citada tem outra (outras!) que a instrumental é louca, fez sucesso estupendo nas pistas e no rádio, chamada Jaçanã Picadilha (produzida por DJ Marco ex Possemente Zulu). O legal é a levada quase coloquial, onde parece que o mano tá falando numa gíria nervosa, é a malemolência da favela no modo de falar em prol de cantar. E outro detalhe é que em algumas letras eles citam coisas como “pra mim escutar as antiga” , citam Isley Brothers, samba rock e ainda assim conseguem dar um cunho social. Achei respeitoso da parte deles e ao mesmo tempo demonstra certo conhecimento musical da cultura dos bailes blacks e discos de vinil. Voltando ao som, ouvi a música Sem Futuro, me perguntei quem produziu isso? (Edi Rock tá). Um jazz usado como base, capricho, criatividade, bom gosto,  e eu sem as informações da capa. Mas corri atrás, é moleque, suspeitava que era coisa do KL Jay, mas o disco é uma produção de várias mentes pensantes, tais como DJ QAP, Sagat, Dall, Edi Rock e DJ Marco. A maioria das faixas entre 4 e 5 minutos, certeiras e objetivas. Como por exemplo a letra de Abracadabra Plim , bem bolada, inteligente e sensível no seu intimo., e a base meio que uma melodia no compasso. A faixa Com Quem Sou, instrumental puxada para um samba rock com um baixão dando um clima soul, e a letra apesar de conter certo humor lírico e um clima alto astral, fala da realidade da favela. O clima de noite da musica Nu Mó Instinto, entrega as inspirações “flash backeanas” musicais na produção do grupo.  

Cara não tem como em algumas passagens não se lembrar da década de 80 e suas ruas de terra batida. Também citando nas letras coisas como; tênis Leqoc, “goma“ humilde, os “coxinha”, “sumariar”, os “perreio” do dia a dia, em acordar as cinco e dar uma “ripa”, os “pirriu” (guardas não oficiais de moto das periferias que acionam a sirene quando passam) e usando instrumentais como na música Quem Me Ganha, não tem como. A faixa Nossas Viagens parece sintetizar o estilo musical do grupo, a ginga, a letra, a pegada e a base já se pode chamar de estilo Relatos da Invasão. A faixa que dá titulo ao CD, É o Gigante, não é a melhor, mas tem sua beleza no que diz a oratória otimista e na montagem paradoxal de uma instrumental melancólica. Ontem ,Hoje e Amanhã outra faixa que usa um fundo rap samba-rock.  A Ritmo Bandido antecedeu o estilo de alguns instrumentais usados depois no disco solo do Edi Rock, com muito G-Funk  de primeira nas bases. Não tinha também como falar “da antiga” e não colocar uma melodia, na musica Adultério, a base lembra muito uma lenta dos Manhatans. Outra coisa interessante são as participações dos rappers convidados, a maioria estão na correria para mostrar seu trabalho, como Quadrilátero, Kleber, Gil, Sagat, Robson , Lucas, Ultima Chance, LL Stilo Favela, Garotos da Periferia, Buli, Dall e Zal. 

Só na picadilha pode baixar clicando na capa


https://mega.nz/#!cg0izKLa!NL-SjzqY9THKePJKMnxuRn88OJV_CnhCgDhJF24vl_Q

quinta-feira, 28 de abril de 2016

A babilônia By Gustavo Black Alien



Falar de Black Alien é relembrar os bons tempos do Planet Hemp , é rap alternativo e independente/underground. Gustavo nasceu em 72 em São Gonçalo-RJ e espalhou suas rimas junto com Marcelo D2, Speed Freaks (in memorian), B. Negão, Charlie Brown Junior, Fernanda Abreu, Marcelinho da Lua, Sabotage...Quando em  2004 foi lançado Babylon By Gus – Vol. 1 - O Ano do Macaco foi festa na casa do meu amigo Kaverna. Lembro que a música Como Eu Te Quero rolou varias e varias vezes e a galera toda maluca. O mano Black Alien sempre teve um flow da hora e umas letras viajantes.  A primeira vez que eu viajei numa música sua, foi em Mulheres e Crianças Primeiro, a gravação era do áudio da TV num programa que ele e o rapper Speed se apresentaram. Era bem estilo Wu Tang Clan, base louca e letra idem, essa saiu num CD demo chamado Corporation Preview. 

Dizem que o CD foi produzido em um mês e saiu pela gravadora Deck Disc. E o título Babylon By Gus é inspirado em Babylon By Bus,  LP de Bob Marley. O blog dimiliduques deixa a disposição para que vocês possam apreciar esse que já um clássico. Começando na produção certeira de Alexandre Basa, passando pela capa estilosa com cores retrôs e uma foto de Gustavo na infância. O rapper alia uma pegada raggamufin com gangsta em letras reais , rasteiras , líricas e às vezes bilíngues. Realmente tem umas músicas que eu posso destacar, mas sabe aquela vibe que pode deixar rolar por inteiro? É tipo assim. Gosto muito da já citada Como Eu Te Quero (essa preferida também por meus manos Kaverna, Jajá, Juliano JL e Marcos da Liba), mas incluo a Mister Niterói (sugiro escutar no talo), Caminhos do Destino, Babylon By Gus, Umaextrapunkprumextrafunk (essa meu filho Jonnathan vive cantarolando) e Na Segunda Vinda... Mesmo não fazendo o mesmo barulho, em 2015 ele lançou o Babylon By Gus Vol. II – No Principio Era o Verbo. Black Alien continua ativo na ativa, mandando suas rimas líricas e malandras pelo Brasil afora. E foi tema de um documentário em 2007, “A Lírica da Bereta” dirigido por Ton Gadioli.

Clique na capa pra baixar...Mulheres e Crianças primeiro

http://www116.zippyshare.com/v/03kmjxYg/file.html