quinta-feira, 5 de junho de 2014

Partido no pagode



Sempre houve um momento na roda de samba e nos pagodes em que era hora de tocar partido. E como sempre há polêmica do que é samba e pagode, aqui se confunde o que é partido alto e partido. Mas não sou historiador para saber explicar com 100% de certeza, mas...  O partido pelo menos no pagode é aquele samba com um andamento mais corrido, mais para frente. Não me deixam mentir os pandeiristas com seus tapas e cortes, reco-recos com o ritmo e cavaquinhistas que faziam da palheta gilete. Mas na hora do partido o grupo inteiro tinha que dar um gás, tocar mais alto e rápido, como um frenesi. Com o tempo vai se pegando as manhas e a resistência ideal.

É uma linha bem legal no pagode e sim remonta aos partidos alto das antigas também. E o mais interessante é que em suas letras tem-se uma certa liberdade poética. Já que você pode falar tanto de um amor perdido, de religião, de uma confusão, de política, da lua, do seu cavaco enfim o leque é muito vasto. A maioria dos grupos da década de 90 sempre colocava uma ou mais musicas desse estilo em seus trabalhos.

Alguns usavam o pot-pourri que é um termo francês para “vaso em que misturavam várias pétalas de flor para perfumar o ar”.  Bom, parece ter minimamente a ver, mas o termo é usado também para designar medleys de músicas, assim como pétalas de várias flores , várias músicas juntas podem perfumar os ouvidos (desculpe a licença poética...rs). O blog dimiliduques fez um catado desses partidinhos e colocou-os numa coletânea. E o volume 1 esta na área com muito pagode na pegada.  Abaixo a lista


Partidos dos grupos de pagode

Gr. Sensação - O Couro Vai Comer
Sensação já é craque em partido e lançou só pedradas em seus álbuns, então nada mais justo de colocar primeiro um samba deles.

Gr. É D+ - Firma o Pagode
Essa do grupo  É D+ é bem legal e tem a participação inusitada de Rodriguinho dos Os Travessos.

Gr. Exaltasamba - Chuva Danada/Canavial
Exalta no comecinho, composição de Juninho, Salgadinho, Dal / Carica e Vicente. O Exalta também sempre foi fera nos partidos.

Gr. Soweto – Batuqueiro
Claudinho Oliveira manda bem em vários ritmos e nesse partido arrebentou, na letra e na voz.

Gr. Pé de Moleque - Luz da Poesia / Meu Sambista Meu Amigo
Esse também sempre botava um partido e a diferença é que eles conseguiam pérolas de gente de peso como Wilson Moreira, mas nesse caso o partido aqui é de Helder Celso/Chiquinho dos Santos e Carica/Soró/Vicente

Gr. Puro Prazer - Vem Chegando a Madrugada / Vou Pro Pagode
Como a maioria gravava o Puro Prazer não iria ficar de fora, já que o produtor do Cd foi o percussionista Fumaça que fez parte do Gr. Sampa, mais um pot-pourri, cantado por Tchelo e Marquinhos Filô.

Gr. Ponto de Encontro - Roda de Amigos
O que falar de um grupo que tinha como vocalista Valtinho e Chiquinho dos Santos, bom esse belo partido pode responder um pouco.

Gr. Em Cima da Hora - Arrasta Pé
Birinha do Camisa era o vocalista, partido pra ele era como água pra sede, natural. Essa música também foi gravada pelo Pé de Moleque, mas com o grupo Em Cima da Hora também ficou bem legal.


Gr. Da Melhor Qualidade - Eu Pedi a Deus
Se for para ter um adjetivo pode-se dizer que esse partido é da melhor qualidade, uma pegada muito boa e uma melodia gostosa de rimar.

Gr. Encanto - Só no Sapatinho
O grupo do ABC paulista rimou legal nesse partidinho, coral afinado.


Gr. Toke Divinal - Pra Sambar
Esse é bem legal, na voz do grande compositor Mito, banjinho maneiro

Gr. Katinguelê - Saudades da Rainha Viola
Outro grupo que nunca deixou faltar os partidos nos seus álbuns, um dos mais belos do grupo com uma viola arrebentando.

Gr. Raça - Se Me Chamar Eu Vou
Um dos melhores corais dos grupos de pagode, Delcio Luiz e cia também balançaram no partido. Destaque para as palmas! A bateria virando muito e o agogô comendo solto.

Gr. Soweto - Lua de prata / O Samba Mandou me Chamar
Apesar do grupo ser um dos mais românticos, eles também mandavam brasa e gravavam com muita propriedade uns partidinhos nos discos. Arranjos de sopros sempre soam bem.

Gr. Começo de Conversa - Vai buscar / Isso é Pagode
Versos bonitos e criativos , pandeiro na marcação e som cru. Muito bom.

Gr. Um Toque a Mais - Da Agua Pro Vinho
Um partidinho mais suingado, sem correria com um andamento mais atras, mas os arranjos de cordas são bem feitos, coralzinho feminino interessante e letra bacana.

Gr. Kiloucura - O Bicho Vai Pegar
Prateado, Picolé e Delcio Luiz o dream team da composição no pagode. Lembrou as músicas do grupo Raça. Mas é partido de bom grado.

Gr. Negritude Jr – Jornada
Os arranjos de sopro com musica incidental de Brasil do Cazuza. Mas bem feito, uma das raras em que o Netinho não canta (só nos versos). Letra interessante.

Gr. Redenção - Seu Zé
Partido bem versado, solo de cavaco, arranjo simples e assunto na letra diferente.

Clique na capa e sobe o samba


http://www.4shared.com/rar/XWY8mxzY/Partidos_dos_Grupos_de_Pagode_.html



segunda-feira, 2 de junho de 2014

Um fino cristal do pagode

Tradsamba foi formado em 1990 na região da Pedreira, Zona Sul de São Paulo. Começaram a tocar pelos bares e a fazer amizade com outros músicos da região, mas seu local e público mais constante ficava no ABC paulista. Bom lembrar que no começo do pagode, na década de 90 os grupos se ajudavam mutuamente. Trocando e emprestando instrumentos, fazendo abertura de shows uns dos outros e sentando para compor.

O grupo Tradsamba era formado por Maurício (cavaco), Catatau (banjo), Ivan (percussão), Valtão (tantã),Valtinho (pandeiro), Serginho (reco), Paulinho (violão de 6 e 7 cordas) e Alex (contrabaixo) e  tinha seus componentes da mesma região e foi fácil angariar composições.
Para isso bastava dar um pulinho nos celeiros de compositores como: Vila Joaniza, Vila Missionária, Jd. Selma, Santa Amélia, Interlagos, Grajaú, Jd. Miriam, Jd. São Jorge, Avenida Sabará e adjacências. E você poderia encontrar Mito, Papacaça, Dal, Salgadinho, Jady, Niltão, Walmir Borges, Adilson Magrão, Rogerinho Paixão, Paquera, Juninho do Banjo, Paulinho da Cuíca, Emerson do Cavaco, Carlão 6  Cordas,  Douglas Sampa, Dorival Savioli, Wagner Silva, Tchelo Santos, Ferrugem, Futurinho, Vicente, Barriga, Fernando Nunes.

E se você andasse um pouquinho mais na sul poderia contar com Chapinha, Helinho, Naio Denay, Valtinho,Helder Celso, Sá de Souza, Coruja, Pelezinho, Billy SP, Mi do Virgínia, Pézão, Fi e outros. No disco além de alguns dos nomes citados acima, tem composições de Chiquinho dos Santos, Claudinho Oliveira,  Carica e Leandro Lehart.

O primeiro trabalho da rapaziada foi em 1993, na coletânea Sampa dá Samba com um faixa intitulada  Balanço do Trem. Eles chegaram a gravar em estúdio a música Bem no Íntimo mas não chegaram a aproveitar, já que o Grupo Katinguelê também iria gravá-la em seu álbum solo.

O trabalho solo saiu em 1995 pela gravadora independente Choppapo e tem o nome de Fino Cristal. Os arranjos foram de Adilson Victor e Lobão Ramos que também fez teclados. Alguns dos músicos convidados para a empreitada foram: Paulinho Bonfim na bateria, cavaquinho com Vicente Felisberto, tamborins Serginho, violão Carlinhos, banjo e violão de 7 cordas com Breno, violão de 7 cordas Paulinho e percussão geral Felipe D’Angola. Destaque para as músicas Fino Cristal, Coração Partido e Imenso Temporal. Um disco daqueles na simplicidade de sempre, mas sincero.

Siga a tradição do blog e clique na capa



sexta-feira, 30 de maio de 2014

Os moleques travessos



A história do grupo Muleke Travesso remonta o antigo grupo de pagode Toca do Coelho, formado só por crianças em 1983. E conforme as crianças completavam 13/14 anos  davam lugar a outros. Mas muitos deles seguiram  carreira na música. Assim surgiu o grupo Muleke Travesso na zona Leste em 1992. 

Tiveram a primeira oportunidade de gravação em  1992 na coletânea sabor Brasil da Transcontinental FM, gravadora Kaskata’s/Ritmo Quente, onde emplacaram a faixa É Tão Ruim Sem Você.  Em 1993 o primeiro solo, com CD intitulado Cheia de Charme pela Sony Music/Harmony onde a regravação de “Não Chores Mais” tocou bem nas rádios. Em 1994 veio o CD Coisa Boa Demais pela Kaskatas Records e consolidou mais o nome do grupo com as músicas Você Em Mim, Coisa Boa Demais, Minha Fonte de Prazer e É Tão Ruim Sem Você. Nesse ano alcançaram a vendagem de 200 mil cópias. 

Em 1997 por uma briga com o antigo empresário, Coelho, saíram todos do grupo (menos o Erick) e mudaram de nome para formar outro grupo Os Travessos. Depois de participar de algumas coletâneas  em 1998  mais um trabalho solo. Com algumas mudanças na formação lançam o CD  Volta Meu Amor também pela gravadora Kaskatas Records e a música título , mais a faixa Gostoso Demais foram bem executadas. 

O nome Muleke Travesso ficou com o empresário por isso entraram outros componentes. Mas a formação que vingou e marcou foi mesmo com a rapaziada travessa, tanto é que o CD de estreia do Os Travessos, pela Atração Fonográfica, intitulado Nossa Dança, estourou o pagode/rap romântico Quando A Gente Ama. Dos componentes que fizeram parte do grupo Muleke Travesso e marcaram época foram Edmilson no Baixo, Rodriguinho vocal/violão, Erick bateria, Rodrigão tantã, Chorão percussão, Fabinho (in memorian) teclados, Gugu vocal, Michel Fujiwara como músico de apoio e Mitcho pandeiro/vocal.

O dimiliduques deixa pra vocês o CD Coisa Boa Demais produzido por Leandro Lehart. 

http://www36.zippyshare.com/v/35534619/file.html




sábado, 24 de maio de 2014

Sinta o batuque sensacional


Em 1986 na quadra da escola de samba Camisa Verde e Branco no bairro da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo surgia o grupo Sensação.  Apesar da rapaziada ser da Zona Norte, era ali o reduto que eles curtiam. Fizeram amizade e começaram a fazer um pagode para animar o Botequim do Camisa, se entrosaram mas ainda não tinham um nome. Até que alguém da galera perguntou como se chamava o grupo e como uma “sensação” citaram esse nome por acaso e acabou pegando.

A primeira gravação do grupo foi em 1991 na coletânea do Festival do Botequim do Camisa com as faixas Pé no Chão e Minha Sina. Participaram nesse mesmo ano da coletânea Mistura Fina com as músicas Na Estica e Procura-se Um Amor. Vale citar ainda a participação na coletânea Sambarylove em 1995, com a faixa Filhos da Noite. 

Mas foi em 1992 que surgiu a oportunidade de gravar o primeiro trabalho solo com o título de Mais Uma Paixão. Luizão da gravadora independente Chic Show/ Five Star bancou a aposta e não se arrependeu.  Um trabalho que mostrou bem a cara do Sensação. Boas composições de Carica (cavaco), Noca da Portela, Arlindo Cruz, Prateado, Luizinho SP, Adilson Bispo, Paquera, Chapinha e outros.

A voz inconfundível de Marquinhos (tamborim) e a retaguarda de primeira de Gazu (repique e rebolo), Cogumelo (complementos) , Reinaldinho (tantã), Miltinho (banjo) e João (pandeiro). Os arranjos ficaram a cargo de Jorge Cardoso e Prateado, que também tocou contrabaixo. E convidaram grandes feras como Rick e Paulo Bonfim na bateria, Lobão nos teclados, Lua violão de 6/7, Paulão no violão de 6, Esguleba nas congas, Miúdo no surdo e no coral Branca e Leila Monjardim.

O resultado foi um samba bem feito, onde venceram a falta de experiência na raça e no talento.  Músicas destaques? Esse é daqueles discos que, para quem gosta de pagode,  pode-se deixar rolar por inteiro. O grupo lançou 12 álbuns e os cinco primeiros eu considero ótimos; Mais Uma Paixão (1992), Canto Nacional (1994), Trem Brasil (1996), Pra Gente Se Encontrar de Novo (1997) e Brilho de Felicidade (1998). Atualmente o Sensação esta com novos integrantes, desde o começo fizeram parte e saíram Miltinho, Reinaldinho, Luizinho SP, João, Elton, Klebão, Marquinhos, Carica e Gazu. O único remanescente da formação original é o Cogumelo que continua com o grupo fazendo samba nos palcos da vida.
http://www14.zippyshare.com/v/28203282/file.html


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Unidos no intervalo



O grupo União foi formado em 1986 na Zona Norte de São Paulo. E o batismo foi o seguinte, alguns componentes dos grupos que animavam a casa Lottus se reuniam no intervalo. E dessa “União” eles faziam um pagode que soava até melhor quando estavam em seus grupos originais. Então desse entrosamento para a formação de um grupo foi um pulo. 

A primeira gravação do grupo União foi a faixa Você Não É,  na coletânea Acendendo o Pagode em 1993. No ano seguinte foram ao Rio de Janeiro e bancaram do próprio bolso a produção de três faixas produzidas por Alceu Maia. E esse CD demo caiu nas mãos da gravadora Eldorado que em 1996 assinou com grupo.  O CD solo intitulado Jura de Amor foi produzido pelo baixista Bororó. 

A maioria das músicas é de composição de Claudinho União, que toca cavaco e manda muito bem nos vocais. Mas outros nomes aparecem, tais como Salgadinho, Bororó, Paulinho Carvalho e até o Dinho do grupo Mamonas Assassinas (na música Paisagem). O carro chefe foi a faixa Jura de Amor, tocou muito nas rádios. Mas outras faixas também são muito boas como Foi Em Vão,  A Tal Mulher, O Que Eu Nunca Fiz e o partidinho Maravilha.  O Grupo União ainda gravou um outro CD pela Polygram em 2002. 

A formação do grupo era Claudinho União (voz e cavaco), Renê (teclados), Popeye (tantã), Cezinha (Pandeiro), Claudião (violão), Vandinho (repique) e Duda (sax). 

Se una ao pagode e clique na capa

http://www68.zippyshare.com/v/28147426/file.html





quinta-feira, 22 de maio de 2014

O pagode é arte, é popular



O grupo Art Popular foi formado pelos irmãos Leandro Lehart e Evandro em 1985 na Parada Inglesa, bairro da Zona Norte de São Paulo. No início o nome era Coisa de Pele em razão de uma música homônima do sambista Jorge Aragão. Mas como uma premonição Lehart quis o nome Art Popular pela pluralidade que o nome guardava, já que poderiam dialogar com outros ritmos. Mas se repararem a expressão "arte popular no nosso chão" é citada na mesma música de Aragão.

O grupo gravou pela primeira vez na coletânea (da antiga choperia) Só Pra Contrariar e seus convidados em 1988 pela gravadora JWC.  A faixa era uma composição de Sombrinha/Luiz Grande/Adilson Victor chamada Filho Mais Novo. 

Já em 1993 o grupo resolveu juntar suas economias e bancar o primeiro trabalho, intitulado Canto da Razão.  O estúdio foi o Citara em Moema e a gravadora foi a Kaskatas/Ritmo Quente. Esse LP é muito bom, para se ter uma ideia ele tem dez  faixas e oito estouraram. Foram vendidas 170 mil cópias.  

Nos arranjos se ouve um balanço diferenciado, a assinatura de Lehart já estava sendo impressa a partir dali. Escute a faixa Beco, uma mistura de soul/MPB e pagode. Tem também as composições dos componentes do grupo que prevaleceram nesse quesito.  E outras musicas compostas por Leci Brandão (regravação de Zé do Caroço), Ademir Fogaça, Jorge Portugal e Roberto Mendes. Os músicos convidados foram Paulão no baixo, Mauro Bastos nos teclados, Marcelinho na bateria, Rick bateria, surdo e congas, Dunga no trompete e Marcão no sax. 

A formação inicial era Leandro Lehart no cavaco/vocal, Marcio Art vocalista e reco-reco, Denilson Pimpolho tantã, Tcharlinho no pandeiro, Evandro no repique e Malli percussão geral.

Em 2001 Leandro Lehart saiu do grupo para se lançar na carreira solo (voltou em 2003 e saiu novamente em 2005). Pelezinho ex-Toke Divinal entrou para o grupo em 2006 e saiu em 2008. Em 2008 Pedrinho Black que foi finalista do programa Ídolos do SBT entrou para o grupo. Em 2012 Marcio Art saiu do grupo e entrou Ricardo Lima. Mas o Art Popular continua nas paradas e em sua discografia tem 13 álbuns gravados e 8 milhões de cópias vendidas.

Sem Utopia clique na capa

 http://www61.zippyshare.com/v/61437485/file.html



quarta-feira, 21 de maio de 2014

Katinguelê, sempre na área



O grupo Katinguelê começou em 1984 na Pedreira, zona sul de São Paulo. O nome quer dizer criança iniciante na capoeira e foi dado por um amigo. O grupo tocava nas casas e rodas de samba da zona sul, como Dallas, Democrata e outros. Mas no começo da década de 90 uma casa em especial mudou os rumos musicais do grupo. Era o Choppapo em São Bernardo do Campo e o dono Sr. Augusto deu uma força para os rapazes.

Primeiro deixando-os como grupo da casa, depois gravando a faixa Doce Sabor no LP 1º Festival do Choppapo em 1991. Mesmo no meio de feras (no LP entre outros tinha Exaltasamba, Eliana de Lima, Gr. Geração e Pé de Moleque) a repercussão da música foi extraordinária. Tanto foi que o Sr. Augusto resolveu bancar um disco solo do Katinguelê. Assim surgiu o Bem no Íntimo em 1992 gravado de forma independente pelo selo Choppapo. A capa chama muito a atenção, usando uma fonte bem moderna para a época , com cores chamativas mas com certo equilíbrio e combinação. 

É um disco que podemos dizer, puro, usaram o mínimo de recursos, mas bem aproveitados. Os arranjos foram do saudoso Maestro Jobam. E os  músicos participantes foram Mario Testoni nos teclados, Fabio Canela tocando contrabaixo, Serginho na bateria e pandeiro, Brucutu no surdo,  Wagner no cavaco, Breno fez violão de 6/7 cordas, Salgadinho mandou bem no cavaquinho base/solo, Juninho no banjo, Udi no pandeiro, Nino repique, Téo reco-reco, Mario tantan e Freddy percussão geral.  Nas composições os integrantes do grupo como Breno (que é irmão do Péricles), Salgadinho e Juninho mostraram que tinham muito futuro.  Mas constavam também composições de Claudinho Oliveira, Péricles (que assinava Preckão), Papacaça, Chiquinho dos Santos e outros. 

Um repertório musicalmente bem escolhido, onde todas as músicas tem sua beleza. Destaque para Bem no Íntimo, Feitiço no Cais, Deusa ou Menina, Novo Amor, Eleni, Silêncio da Noite... Enfim é muito bom esse primeiro trabalho do grupo. Além do Bem No Íntimo de  1992, outros quatro álbuns na minha opinião são os tops do grupo, muito bem feitos e produzidos. São eles: Meu Recado (1994), No Compasso do Criador (1996), Mundo dos Sonhos (1997) e Na Área (1998). Da primeira formação saíram Juninho e Salgadinho, o primeiro segue carreira no pagode gospel e Salgadinho também enveredou pelo gospel e esta no projeto Amigos do Pagode 90. O Katinguelê até 2013 tem em sua discografia 10 álbuns gravados e perto dos 8 milhões de cópias vendidas. O grupo continua na área fazendo shows , agora com o novo vocalista Diguinho.

Bem no íntimo você esta louco para clicar  na capa

http://www78.zippyshare.com/v/66435947/file.html