terça-feira, 5 de abril de 2016

Cabô de Zé Renato



Esse é mais para quem quer um samba mais lúcido ora mais malandro, ora  mais suave. Zé Renato e o seu CD intitulado Cabô de 1999, que saiu pela Indie Records, coisa fina. Não podemos rotular como um disco de samba propriamente dito, mas digamos que é 99%. Bem arregimentado e tocado , o trabalho tem participação de estúdio por exemplo de Ovídio, Marçal, Zero e Marcelinho Moreira na percussão, Pedro Amorim no cavaco e bandolim e Carlinhos 7 Cordas no violão de 7. Nas composições gente distinta que musicalmente se encontra nas diferenças; Nei Lopes, Paulinho Moska, Elton Medeiros, Arnaldo Antunes, Abel Silva, Pedro Luís , Lenine, Sergio Fonseca e outros. 

Eu destacaria a faixa titulo Cabô (Pedro Luís / Zé Renato), o forró Como Tem Zé na Paraíba (Catulo de Paula/Manezinho Araujo), Olhos Puros (Elton Medeiros/Zé Renato), Recente Viuvez (Sergio Fonseca/Zé Renato), Um Novo Amor Chegou (Wilson das Neves/Paulo Cesar Pinheiro) e a aulinha de samba chamada Pandeiro (Nei Lopes/ Zé Renato). Trabalho para ser escutado curtindo uma cervejinha artesanal e com um bom som de graves. 

Zé Renato já havia se enveredado pelo samba, paralelamente ao seu trabalho com o grupo vocal Boca Livre. Como em 1995 no CD Natural do Rio de Janeiro sobre os sambas de Zé Keti (esse também muito bom!). Filosofia de 2001 com musicas de Chico Buarque e Noel Rosa. Minha Praia de 2003 apesar de mais “bosseado” tem uma pitada samba também. 

Entre projetos e solos foram 15 trabalhos desde 1982, um cantor de talento que não é “grande mídia”, dificilmente se vê sapecando em programas dominicais, ainda bem. 

Clique na capa que cabô não! apenas começou!

http://www117.zippyshare.com/v/nmffwHUk/file.html


 

quinta-feira, 31 de março de 2016

Lava Jato musical



Nesses tempos de Lava Jato eis uma trilha nominalmente perfeita, do filme Car Wash uma comédia de 1976. A trilha foi composta pelo grupo Rose Royce, sim parece uma artista solo, mas é um grupo de Los Angeles. Na verdade a banda se chamava Total Unlimited e depois que saiu da Motown sobre a tutela de Norman Whitfield que os levou para gravar em sua empresa Whitfield Records  e mudou nome da banda para Magic Wand. 

Só que nesse ínterim Norman conheceu o diretor Michel Schultz que queria uma banda para compor e gravar a trilha sonora do seu filme Lava Jato (Car Wash). A banda entrou de cabeça no projeto, lendo o roteiro para compor as canções e visitando o set de filmagem para se inspirar e se ambientar nos cenários. Foi aí com essa convivência com automóveis que mudaram o nome da banda para Rose Royce, fazendo uma brincadeira com a sonoridade da marca de carro Rolls Royce. 

O álbum é bem funkeado, com disco music e soul de primeira, bem gravado e arregimentado. Só um aviso; a coletânea que o dimiliduques esta colocando é o “The Best”, tem um LP que é a trilha inteira, esse aqui postado só contém o créme de la créme. A trilha foi tão bem aceita que ficou em primeiro lugar nas paradas Billboard, levando de carona o grupo para o sucesso.

A banda era formada pela vocalista  Gwen Dickey (aka Rose Norwalt) , Kenny Copeland (trompete, vocal),  ,Kenji Brown (guitarra e vocais), Lequeint "Duke" Jobe (baixo) , Victor Nix (teclados) , Henry Garner (bateria) ,Freddie Dunn (trompete) ,Michael Moore (saxofone) ,Terry Santiel (congas) e Michael Nash (teclados). 

Destaco as músicas: Car Wash, Zig Zag, You Gotta Believe, Yo Yo, Put Your Money Where Your Mouths Is e I Wanna Get Next To You (se não me engano essa ultima foi usada o sampler dela em Povo da Periferia do Ndee Naldinho e me lembrou também muito um trecho da musica Revanche de Léo Maia).
A banda teve algumas musicas regravadas por artistas como Mary J. Blige, Madonna, Joe Cocker, Seal, En Vogue, Christina Aguilera e outros.
  
Lançaram quatro álbuns na carreira, que durou até 1980: Car Wash (1976- MCA), Rose Royce II: In Full Bloom (1977 - Whitfield Records), Rose Royce III: Strikes Again (1978 - Whitfield Records) e Rose Royce IV: Rainbow Connection (1979 - Whitfield Records).

Passa a esponja do mouse aí na capa e lave a alma;

http://www.mediafire.com/download/sk7hu9bmdkhths3/Soundtrack+-+Car+Wash+-+1976+by+tchelo.rar


terça-feira, 29 de março de 2016

Trilha sonora da novela Os Ossos do Barão

Trilhas sempre me envolveram, primeiro penso na pessoa responsável pela escolha do repertório e que responsa!  como é feita essa escolha? quais os critérios? etc. Mas enfim, são apenas divagações, só sei que dentre os muitos produtores dessas trilhas os que eu me lembro mais são; Nelson Motta, Guto Graça Mello e Mariozinho Rocha, música de qualidade que caia nas mãos desses, agradasse, se encaixasse com o tema da novela e com algum personagem, ia para a trilha...seria assim?. Creio que a maioria das músicas sim, outras sempre tem aqueles apadrinhamentos e jeitinhos que todo mundo sabe né, mas é normal nesse mundo do entretenimento. Ter uma música numa novela global é sinônimo de orgulho para o artista e para o compositor. Além de entrar uma graninha indiretamente, com os direitos autorais e shows que virão dessa exposição da música para milhões de pessoas diariamente. Para se ter uma ideia as trilhas de Dancin' Days e Roque Santeiro venderam juntas mais de dois milhões de discos.

O blog dimiliduques coloca a disposição os temas de uma novela dos anos 70,  Ossos do Barão que saiu pela gravadora especialista na área, Som Livre. A novela foi escrita por Jorge Andrade e dirigida por Regis Cardoso e Gonzaga Blota  com supervisão de Daniel Filho. Foi exibida mais precisamente de 10 de outubro de 1973 a 31 de março de 1974, período que durou os seus 150 capítulos.  Pelo que li, o elenco continha grandes atores como Dina Sfat, Lima Duarte, José Wilker, Grande Otelo, Paulo Gracindo, Renata Sorrah... Não assisti a novela original, pois nem era nascido, e nem recentemente quando ela teve uma repaginação pelo SBT em 1997.

Mas vamos para trilha Internacional! mas antes contarei sobre a minha sensação quando este LP caiu em minhas mãos. Logo de cara li: Kool and The Gang e Steve Wonder, fiquei entusiasmado. Pois minhas dúvidas caíram por terra quando botei o vinil na agulha. Kool and The Gang com Jungle Boogie, Barry White/ Love Unlimited Orchestra  com Love´s Theme e The Stylistics com You Me Make me Feel Brand New, já valeriam a audição do disco. Só que tinha mais, as (pelo menos para mim), desconhecidas New Bell Hard Pulsation de Manu Dibango e a instrumental  Forgotten Tears da Free Sound Oschestra fariam a cabeça de qualquer DJ antenado. Destaque também para Reuben Howell e a inspirada versão de  When a Man Loves a Woman. Realmente a produção musical de Eustáquio Sena foi de primeira qualidade e lembrando que saiu outro LP da mesma “franquia” com a trilha nacional.


Agradecimentos ao blog http://bugrim.blogspot.com.br/ onde tem várias trilhas de novelas.

Mude o canal e sintonize na capa abaixo para baixar.






quinta-feira, 24 de março de 2016

Ah Se Não Fosse o Samba...se não fosse o Bezerra



O ano 1989, eu era molequinho, mas já tinha ouvidos atentos para os vinis que rolavam por aí, um deles é esse do sambista Bezerra da Silva. Se Não Fosse o Samba... eis o título do LP que saiu pela gravadora BMG/RCA. Um finado primo distante foi quem me emprestou o disco, ele acabou morrendo em meados de 95/96 numa briga de bar e levou umas facadas, que descanse em paz Hernanes. 

Esse disco me marcou muito, começando pela capa, malandragem pura, isso era o deleite para a rapaziada da favela. E Bezerra era meio que um porta voz da bandidagem, rótulo que ele renegava, dizendo simplesmente cantar a realidade dos morros e favelas.  Quem quiser entrar um pouco nesse universo Bezerra de ser, sugiro os ótimos documentários Onde a Coruja Dorme e O dia em que o Bambu Quebrou no Meio. 

Não tenho muito o que falar do Bezerra da Silva, já que sou fã, ele sempre fez um tipo de som inigualável. Ninguém conseguiu cantar as letras que ele cantou com tanta propriedade e legitimidade. O instrumental também era algo que chamava a atenção por sua simplicidade, sem muita firula, mas aberto a experiências vide a música Apolo do Samba gravada em 1979 que tem uma voz robótica "imitando" um marciano. Li até um livro sobre sua pessoa – Produto do Morro (aqui)  muito bom por sinal, que conta seu inicio sofrido de carreira, a treta com seu pai e outros detalhes de sua vida. 

O cantor tem admiradores nas mais distintas esferas, cadeeiros, delegados, antropófagos, psicólogos, maconheiros, universitários, traficantes, playboys e outros mais. Desse disco dificilmente conseguirei destacar só uma música, mas sempre tenho as minhas preferidas e as que fizeram mais sucesso, começando pela faixa título, Se Não Fosse o Samba (Carlinhos Russo/ Zezinho do Valle)  que fala da opção do jogo do bicho, É o Bicho É o Bicho (Simões PQD/Adelzonilton) virou até bordão da malandragem, Língua de Metrô (Bicalho, Capri e Silvio Modesto) um esculacho só e a criativa As 40 DP’s (Gil de Carvalho). Poxa tem muito samba maneiro aqui, dá pra deixar a carne assar, a cerva gelar e as músicas rolarem de ponta a ponta. 

http://www.mediafire.com/download/faaw5xbbfi52ca2/Bezerra+Da+silva+-+%281989%29+Se+n%C3%A3o+fosse+o+samba+by+tchelo.rar


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Repost: Xangô da Mangueira grande partideiro do mundo do samba

Sr. Olivério Ferreira, mais conhecido como Xangô da Mangueira, nascido em 19 de Janeiro 1923 no bairro do Estácio, Rio de Janeiro, foi um célebre partideiro. Começou seus passos na extinta escola de samba União de Rocha Miranda, depois foi para a Portela e ficou próximo de Paulo da Portela. Quando Paulo foi para Lira do Amor ele o acompanhou, mas tempo depois pediu permissão ao mestre para entrar na Mangueira. Paulo da Portela que tinha muita amizade na verde e rosa o indicou para a diretoria.

Xangô então começou a crescer dentro do samba tornando-se antecessor de Jamelão como intérprete da escola na avenida e depois integrou a ala de compositores, bateria e por anos foi diretor de harmonia. Lançou quatro LPs na década de 70. Faleceu aos 85 anos em  7 de Janeiro de 2009 por problemas no coração. Deixou vários sambas compostos e gravados por gente como Clara Nunes, Clementina de Jesus, Martinho da Vila e Roberto Ribeiro. Seguiu carreira artística no samba se apresentando por todo o Brasil, uma das últimas vezes que o vi, estava acompanhado pelo grupo Quinteto em Branco e Preto na TV Cultura em novembro de 2002. Uma curiosidade é que Xangô da Mangueira apesar de carregar nome de orixá no nome artístico, no final de sua vida foi budista.

O blog dimiliduques na postagem de hoje coloca o LP gravado em 1972 pela Copacabana, intitulado O Rei do Partido Alto. Sonoridade bem crua como pedia os bons sambistas e partideiros. Sem muita enrolação, cavaco, tamborim, surdo, prato, cuíca, viola, pandeiro e a voz experiente e malandra de Xangô. Uma constante nos sambas de Xangô é a referência interiorana, a composição, Quando Vim de Minas é só um exemplo disso. Mas Xangô não era de Minas e sim sua mãe, nascida em Ubá, já seu pai era paulista de Campinas. Nesse LP destaque para Moro na Roça, recentemente Zeca Pagodinho versou em cima dela no seu DVD Acústico MTV de 2003.

Se o Pagode é Partido tem um clima descontraído e rimas bem versadas. Tem também Olha o Partido com sincopado na voz/melodia e cavaco solo muito bem executados. Mas todas as faixas tem seu clima de partido e samba de terreiro, para quem escuta, parece fácil para Xangô cantar e versar.

Só pra rimar igual partideiro, clique na capa e baixe por inteiro






quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Mais um carnaval



Onde esta a magia de um samba enredo? na minha opinião são vários fatores que me fazem gostar de um samba nesse estilo. Lógico que primeiramente a letra e depois a melodia. E nesse quesito existem realmente aqueles que eu daria nota 10. Não sou expert no assunto, por isso os sambas enredo aqui reunidos são puramente de cunho pessoal, nada de análises mais históricas. Nessa coletânea tem coisas óbvias como Salgueiro de 93, Mocidade Independente 91, Mangueira 94 e outros como Unidos do Cabuçu de 1988 e Estácio de Sá de 1987 que são  lembranças de infância. 

Para quem já sentiu de perto uma bateria sabe bem a emoção que é.  Apesar dos enredos aqui reunidos na coletânea do blog dimiliduques serem a maioria do Rio de Janeiro tenho o maior respeito as escolas da terra da garoa. Eu que sou paulistano e são paulino de coração já fui até na quadra da gaviões! a bateria deles é de responsa é a famosa ritimão. Tem a Vai-Vai numa pegada de macaco profissa, sem contar a Vila Maria reduto do samba chamada cadência da vila, Peruche com seu rolo compressor, a camisa Verde e Branco chamada de A Furiosa, a Nenê que é de bamba... Olha pra falar a verdade até a rapaziada se reunindo num jogo ou num bar para batucar com surdos, tamborins, caixas , chocalhos  e repiniques já tiram a maior onda e alegram o ambiente.

Clique na capa e ponha o bloco na rua!


 
http://www.4shared.com/rar/eoHdkVByba/Coletneas_de_Sambas_enredo_sel.html

O la la ô...Marchinhas para animar


É tempo de carnaval! Vocês sabiam que a origem dos carnavais se deu pela Europa, nos idos de 600 A.C. na Grécia? Depois a igreja católica em 560 D.C. também fez o seu festejo onde comemoravam o carnaval que deriva do latim “carnevale”.  

Na Europa no período vitoriano (metade do séc. XIX) as pessoas se fantasiavam e iam foliar nas ruas principalmente Paris. As máscaras faziam sucesso e naquela semana o “pecado” era permitido. Por isso que o carnaval já foi chamado de festa profana e outras coisas.

No Brasil essa tradição dos desfiles foi trazida pela corte portuguesa e imigrantes europeus, em meados do século XVIII, na figura do entrudo. Já no final do séc. XIX os desfiles se davam nas ruas e uma das “folias” era passar jogando água de cheiro , confetes e serpentinas nos foliões que se aglomeravam. Era uma coisa mais aristocrata e o povo era mero coadjuvante (de lá pra cá mudou um pouco). Os protagonistas eram a alta sociedade em seus carros abertos, fantasiados. E a coisa evoluiu e se adaptou em cada estado,  tivemos e temos os cordões, os blocos,  os salões,  as escolas de samba, sambódromos, trios elétricos...

No carnaval das décadas de 20 até 60 as marchinhas ditavam o ritmo. Muitas vezes eram compostas usando como tema os acontecimentos políticos e sociais do ano que se passou. Mas também abusavam da galhardia e do humor.

Essa coletânea aqui postada traz as marchinhas que fizeram bastante sucesso e até hoje são cantadas nos Carnavais de rua. Entre elas: Me Dá Um Dinheiro Aí, Cabeleira do Zezé, Bota a Camisinha, Nós os Carecas, A Jardineira, O Abre Alas, Índio Quer Apito, Pierrô Apaixonado e outras. Uma pena que peguei essa compilação na internet e não veio informação nenhuma, das bandas que estão a tocar. Mas enfim vale a intenção. Na hora da orgia e da folia o povo quer mesmo é pular, dançar e cantar.

Clique na capa e caia na folia

http://www.4shared.com/rar/PI_SHbg-ba/Marchinhas_De_Carnaval_2013.html