sexta-feira, 8 de abril de 2016

Temas Instrumentais artistas nacionais



Instrumental é que há em matéria de reflexão e relaxamento. Seja numa hidro, seja observando a paisagem duma janela. Aqui o blog dimiliduques reuniu alguns artistas brasileiros de peso (exceção feita ao Virgilio Hugo Exposito que era argentino que viveu e gravou durante oito anos aqui no Brasil). A musica instrumental brasileira tem muito conceito no mundo todo e é referencia quando o assunto é choro. No caso dessa coletânea não tem chorinho, mas tem mais uma levada jazz/bossa/samba/soul. Nos anos 60 principalmente foi onde o sambalanço e o sambajazz virou uma febre e os brasileiros viajaram no estilo. Na coletânea você vai encontrar coisas antigas e alguns poucos mais recentes que é o caso de Vinicio “Bina” Coquet. Entre outros estandartes estão Tom Jobim, Luiz Carlos Vinhas, Caçulinha, Cesar Camargo Mariano, Erlon Chaves. Não poderiam faltar os conjuntos e trios como Milton Banana, Som Três,  Azimuth, Os Cobras, Cinco no Balanço... Enfim músicos inspirados, que fizeram da criatividade sua marca, é botar pra tocar e viajar mesmo. 

Imagem da capa copiada do site/fotolog :   http://myfotolog.tumblr.com/post/60666018034  


http://www.mediafire.com/download/84uyri53mwx3r6i/Temas+Instrumentais+-+nacional+dimiliduques.rar

Clique para ver a Playlist abaixo:




quinta-feira, 7 de abril de 2016

Black's N' The Hood , radicalmente rap nacional



O grupo Black’s n’ The Hood’s é oriundo do lado Leste de São Paulo, do bairro da Vila Matilde. Formado pelos manos Careca (KGL), Márcio (Hood Lee) e DJ W-Hood. O nome do grupo me soava estranho por ser americanizado demais,  sempre me remeteu ao filme Boyz N’ The Hood, e deve ser inspirado nele mesmo, já que é um filme de 1991 e de trilha sonora rap, com uma das primeiras aparições cinematográficas do Ice Cube integrante do NWA. Olhando hoje, o nome era da hora, eu que na época era muito "radical" também. 

A primeira gravação do grupo foi na coletânea Vozes de Rua Vol. I de 1992, pela Kaskata's Records com a pesada, Quem É o Culpado, com participação dos Doctor’s MC’s. Dois anos depois gravaram o LP solo; Os Piores Venenos Estão nas Menores Cobras pela M.A. Records/TNT Records com produção de Mad Zoo e gravação/mixagem de DJ Raffa. Falando do trampo, é bem louco, maioria de raps mais acelerados, estilo que teve seu auge em 1992 com o rapper americano Mr Tung Twista. Mas para quem curtiu o movimento rap em São Paulo na década de 90, era chamado de rap radical que depois também ganhou o nome de bate cabeça. As produções bem ao estilo que todos os rappers paulistas sonhavam, refrões pesados, G-funk rasteiro e com colagens de soul e jazz.  Os vocais bem entrosados, levadas e flows adequados. As letras eram o que mais se distanciavam dos “radicais” da época, equilibraram um  discurso social/político com um pouco (só um pouco) de humor despretensioso. 

O blog dimiliduques deixa para vocês esse clássico, ele fez muito barulho dentro do movimento rap, não chegou a fazer um “sucesso” estrondoso, rolou mais nas rádios de programas blacks como o Projeto Rap do Armando Martins (da equipe Circuit Power), mas ficou marcado nos corações de quem tinha o rap na veia. Eu gosto muito da levada e instrumental de Donos da Razão (Marcelo dos Santos/Márcio Martins Bonifacio). Vou dizer uma curiosidade e deixar uma dúvida aqui, o compositor é Marcelo dos Santos, que eu saiba esse é o nome verdadeiro do Xis que também é da Leste, seria ele mesmo?...  Aliás eu tenho uma composição com o Xis chamada Lunático (gravada pelo rapper Jamal). E meu nome? Marcelo Santos Costa! muito engraçada a coincidência quando fui assinar a liberação na Atração Fonográfica e constava outro Marcelo e com sobrenome Santos ainda. 

 Outras que eu gosto são; Que Pais É Esse (Márcio Martins Bonifacio/Jeferson Mendes) repare no finalzinho dela que groove! E a rápida e empolgante Onde Você Vai? (Jeferson Mendes) a que mais rolou nas pistas e rádios, com um sampler de um sintetizador ou órgão setentista, fazendo o compasso para os vocais arrebentarem. A entrada de Para Aquele Pilantra (Marcelo dos Santos) sampler de Loves Theme da Love Unlimited Oschestra e Barry White com um discurso falado por cima e para em seguida entrar um instrumental pesado totalmente oposto a introdução, simplesmente loucura musical. A faixa Desigualdade (Márcio Martins Bonifacio/Andre) é um mosaico, com um pinguinho de Run DMC, mudanças de batidas (de bases), scratchs, breques, montagens, participação de Ugly MC do Filosofia de Rua e um efeito eletrônico que nas caixas JBL tremiam o chão. Teoria (Márcio Martins Bonifacio) é a base mais festa e g-funk das antigas, é uma leve resposta a música Mulheres Vulgares dos Racionais MC’s. Apesar que a musica Dama da Noite do Comando DMC é mais escancarada como resposta a Mulheres Vulgares.

Lembro de uma apresentação quando eu ainda cantava rap com a banca do Organização Brutal, da  zona Sul e cantamos no mesmo palco que eles. Foi no Love Story da Vila Carrão, com o Dj Todynho. Tirando o lado que não deixaram nosso DJ M Jay (Marcelo) arranhar os vinis para fazer scratchs, foi legal. O Boca Mc da nossa banca cantou com uma meia calça no rosto, doideira. Os caras do Black’s tinham um puta domínio de palco e até o DJ ia na frente com dois vinis na mão dançar o estilo “smurf dance”. Bons tempos em que o rap era a voz de toda uma geração politizada e que procurava ler e se informar para não se entregar ao sistema.

Onde você vai? Clique na capa e baixe

http://download1951.mediafire.com/5sc6brdidm1g/rq17l3snjdwq5ji/Black%5C%27s+N%5C%27+The+Hood%5C%27s+-+Os+piores+venenos+est%C3%A3o+nas+menores+cobras+%281994%29+by+tchelo.rar



terça-feira, 5 de abril de 2016

Cabô de Zé Renato



Esse é mais para quem quer um samba mais lúcido ora mais malandro, ora  mais suave. Zé Renato e o seu CD intitulado Cabô de 1999, que saiu pela Indie Records, coisa fina. Não podemos rotular como um disco de samba propriamente dito, mas digamos que é 99%. Bem arregimentado e tocado , o trabalho tem participação de estúdio por exemplo de Ovídio, Marçal, Zero e Marcelinho Moreira na percussão, Pedro Amorim no cavaco e bandolim e Carlinhos 7 Cordas no violão de 7. Nas composições gente distinta que musicalmente se encontra nas diferenças; Nei Lopes, Paulinho Moska, Elton Medeiros, Arnaldo Antunes, Abel Silva, Pedro Luís , Lenine, Sergio Fonseca e outros. 

Eu destacaria a faixa titulo Cabô (Pedro Luís / Zé Renato), o forró Como Tem Zé na Paraíba (Catulo de Paula/Manezinho Araujo), Olhos Puros (Elton Medeiros/Zé Renato), Recente Viuvez (Sergio Fonseca/Zé Renato), Um Novo Amor Chegou (Wilson das Neves/Paulo Cesar Pinheiro) e a aulinha de samba chamada Pandeiro (Nei Lopes/ Zé Renato). Trabalho para ser escutado curtindo uma cervejinha artesanal e com um bom som de graves. 

Zé Renato já havia se enveredado pelo samba, paralelamente ao seu trabalho com o grupo vocal Boca Livre. Como em 1995 no CD Natural do Rio de Janeiro sobre os sambas de Zé Keti (esse também muito bom!). Filosofia de 2001 com musicas de Chico Buarque e Noel Rosa. Minha Praia de 2003 apesar de mais “bosseado” tem uma pitada samba também. 

Entre projetos e solos foram 15 trabalhos desde 1982, um cantor de talento que não é “grande mídia”, dificilmente se vê sapecando em programas dominicais, ainda bem. 

Clique na capa que cabô não! apenas começou!

http://www117.zippyshare.com/v/nmffwHUk/file.html


 

quinta-feira, 31 de março de 2016

Lava Jato musical



Nesses tempos de Lava Jato eis uma trilha nominalmente perfeita, do filme Car Wash uma comédia de 1976. A trilha foi composta pelo grupo Rose Royce, sim parece uma artista solo, mas é um grupo de Los Angeles. Na verdade a banda se chamava Total Unlimited e depois que saiu da Motown sobre a tutela de Norman Whitfield que os levou para gravar em sua empresa Whitfield Records  e mudou nome da banda para Magic Wand. 

Só que nesse ínterim Norman conheceu o diretor Michel Schultz que queria uma banda para compor e gravar a trilha sonora do seu filme Lava Jato (Car Wash). A banda entrou de cabeça no projeto, lendo o roteiro para compor as canções e visitando o set de filmagem para se inspirar e se ambientar nos cenários. Foi aí com essa convivência com automóveis que mudaram o nome da banda para Rose Royce, fazendo uma brincadeira com a sonoridade da marca de carro Rolls Royce. 

O álbum é bem funkeado, com disco music e soul de primeira, bem gravado e arregimentado. Só um aviso; a coletânea que o dimiliduques esta colocando é o “The Best”, tem um LP que é a trilha inteira, esse aqui postado só contém o créme de la créme. A trilha foi tão bem aceita que ficou em primeiro lugar nas paradas Billboard, levando de carona o grupo para o sucesso.

A banda era formada pela vocalista  Gwen Dickey (aka Rose Norwalt) , Kenny Copeland (trompete, vocal),  ,Kenji Brown (guitarra e vocais), Lequeint "Duke" Jobe (baixo) , Victor Nix (teclados) , Henry Garner (bateria) ,Freddie Dunn (trompete) ,Michael Moore (saxofone) ,Terry Santiel (congas) e Michael Nash (teclados). 

Destaco as músicas: Car Wash, Zig Zag, You Gotta Believe, Yo Yo, Put Your Money Where Your Mouths Is e I Wanna Get Next To You (se não me engano essa ultima foi usada o sampler dela em Povo da Periferia do Ndee Naldinho e me lembrou também muito um trecho da musica Revanche de Léo Maia).
A banda teve algumas musicas regravadas por artistas como Mary J. Blige, Madonna, Joe Cocker, Seal, En Vogue, Christina Aguilera e outros.
  
Lançaram quatro álbuns na carreira, que durou até 1980: Car Wash (1976- MCA), Rose Royce II: In Full Bloom (1977 - Whitfield Records), Rose Royce III: Strikes Again (1978 - Whitfield Records) e Rose Royce IV: Rainbow Connection (1979 - Whitfield Records).

Passa a esponja do mouse aí na capa e lave a alma;

http://www.mediafire.com/download/sk7hu9bmdkhths3/Soundtrack+-+Car+Wash+-+1976+by+tchelo.rar


terça-feira, 29 de março de 2016

Trilha sonora da novela Os Ossos do Barão

Trilhas sempre me envolveram, primeiro penso na pessoa responsável pela escolha do repertório e que responsa!  como é feita essa escolha? quais os critérios? etc. Mas enfim, são apenas divagações, só sei que dentre os muitos produtores dessas trilhas os que eu me lembro mais são; Nelson Motta, Guto Graça Mello e Mariozinho Rocha, música de qualidade que caia nas mãos desses, agradasse, se encaixasse com o tema da novela e com algum personagem, ia para a trilha...seria assim?. Creio que a maioria das músicas sim, outras sempre tem aqueles apadrinhamentos e jeitinhos que todo mundo sabe né, mas é normal nesse mundo do entretenimento. Ter uma música numa novela global é sinônimo de orgulho para o artista e para o compositor. Além de entrar uma graninha indiretamente, com os direitos autorais e shows que virão dessa exposição da música para milhões de pessoas diariamente. Para se ter uma ideia as trilhas de Dancin' Days e Roque Santeiro venderam juntas mais de dois milhões de discos.

O blog dimiliduques coloca a disposição os temas de uma novela dos anos 70,  Ossos do Barão que saiu pela gravadora especialista na área, Som Livre. A novela foi escrita por Jorge Andrade e dirigida por Regis Cardoso e Gonzaga Blota  com supervisão de Daniel Filho. Foi exibida mais precisamente de 10 de outubro de 1973 a 31 de março de 1974, período que durou os seus 150 capítulos.  Pelo que li, o elenco continha grandes atores como Dina Sfat, Lima Duarte, José Wilker, Grande Otelo, Paulo Gracindo, Renata Sorrah... Não assisti a novela original, pois nem era nascido, e nem recentemente quando ela teve uma repaginação pelo SBT em 1997.

Mas vamos para trilha Internacional! mas antes contarei sobre a minha sensação quando este LP caiu em minhas mãos. Logo de cara li: Kool and The Gang e Steve Wonder, fiquei entusiasmado. Pois minhas dúvidas caíram por terra quando botei o vinil na agulha. Kool and The Gang com Jungle Boogie, Barry White/ Love Unlimited Orchestra  com Love´s Theme e The Stylistics com You Me Make me Feel Brand New, já valeriam a audição do disco. Só que tinha mais, as (pelo menos para mim), desconhecidas New Bell Hard Pulsation de Manu Dibango e a instrumental  Forgotten Tears da Free Sound Oschestra fariam a cabeça de qualquer DJ antenado. Destaque também para Reuben Howell e a inspirada versão de  When a Man Loves a Woman. Realmente a produção musical de Eustáquio Sena foi de primeira qualidade e lembrando que saiu outro LP da mesma “franquia” com a trilha nacional.


Agradecimentos ao blog http://bugrim.blogspot.com.br/ onde tem várias trilhas de novelas.

Mude o canal e sintonize na capa abaixo para baixar.






quinta-feira, 24 de março de 2016

Ah Se Não Fosse o Samba...se não fosse o Bezerra



O ano 1989, eu era molequinho, mas já tinha ouvidos atentos para os vinis que rolavam por aí, um deles é esse do sambista Bezerra da Silva. Se Não Fosse o Samba... eis o título do LP que saiu pela gravadora BMG/RCA. Um finado primo distante foi quem me emprestou o disco, ele acabou morrendo em meados de 95/96 numa briga de bar e levou umas facadas, que descanse em paz Hernanes. 

Esse disco me marcou muito, começando pela capa, malandragem pura, isso era o deleite para a rapaziada da favela. E Bezerra era meio que um porta voz da bandidagem, rótulo que ele renegava, dizendo simplesmente cantar a realidade dos morros e favelas.  Quem quiser entrar um pouco nesse universo Bezerra de ser, sugiro os ótimos documentários Onde a Coruja Dorme e O dia em que o Bambu Quebrou no Meio. 

Não tenho muito o que falar do Bezerra da Silva, já que sou fã, ele sempre fez um tipo de som inigualável. Ninguém conseguiu cantar as letras que ele cantou com tanta propriedade e legitimidade. O instrumental também era algo que chamava a atenção por sua simplicidade, sem muita firula, mas aberto a experiências vide a música Apolo do Samba gravada em 1979 que tem uma voz robótica "imitando" um marciano. Li até um livro sobre sua pessoa – Produto do Morro (aqui)  muito bom por sinal, que conta seu inicio sofrido de carreira, a treta com seu pai e outros detalhes de sua vida. 

O cantor tem admiradores nas mais distintas esferas, cadeeiros, delegados, antropófagos, psicólogos, maconheiros, universitários, traficantes, playboys e outros mais. Desse disco dificilmente conseguirei destacar só uma música, mas sempre tenho as minhas preferidas e as que fizeram mais sucesso, começando pela faixa título, Se Não Fosse o Samba (Carlinhos Russo/ Zezinho do Valle)  que fala da opção do jogo do bicho, É o Bicho É o Bicho (Simões PQD/Adelzonilton) virou até bordão da malandragem, Língua de Metrô (Bicalho, Capri e Silvio Modesto) um esculacho só e a criativa As 40 DP’s (Gil de Carvalho). Poxa tem muito samba maneiro aqui, dá pra deixar a carne assar, a cerva gelar e as músicas rolarem de ponta a ponta. 

http://www.mediafire.com/download/faaw5xbbfi52ca2/Bezerra+Da+silva+-+%281989%29+Se+n%C3%A3o+fosse+o+samba+by+tchelo.rar