quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Rap brasileiro sem complexo de inferioridade mano!



Uma coletânea do bom rap feito no Brasil. Coloco algumas músicas as quais me marcaram e outras pra fazer o pessoal relembrar.  Coloquei os manos do Alvos da Lei, Dimenó, Cicatriz e Dj Ró e Gilmar (que  Deus o tenha!) com a paulada Fora de Controle. O SNJ surpreendeu muita gente com a levada maluca de Mundo da Lua. Depois vem o Menteaberta com uma letra que fiz parceria, Terror Urbano, esse refrão era forte e todo mundo vociferava nas apresentações.

Voz Ativa do Racionais é um  clássicão já, base de JB’s, letra sobre o racismo, produção do KL Jay bem crua e objetiva. Em Mandando Bronca o Pavilhão 9, já sem o rapper Piveti, inova e mistura rock pesado e rap, fizeram bastante sucesso. Sistema Negro, pra mim um dos melhores do estilo gangsta brasileiro, Bem Vindos Ao Inferno é só uma mostra do que os caras fizeram. Outra do Menteaberta, agora pegando a onda de misturar rock/rap inspirados pela tabelinha Anthrax e Public Enemy, fizemos a Rebeldia.

Esse de um grupo carioca pouco divulgado, o Esquadrão Zona Norte, os caras eram bons na levada, se liga na paulada que é a música Clã dos Magos da Norte. Na sequência, Edi Rock com sua voz grave, manda muito bem com a participação de SNJ em Não Seja Mais Um Pilantra. O grupo Blacks N’ The Hood era da zona leste de SP, bons rappers e mandam nessa letra um assunto corriqueiro, quem nunca passou por isso, sua mina perguntando: Aonde Você Vai?.

Outra pancada, agora do De Menos Crime, o clip dessa música (Policiais) na época rolou no Yo MTV Raps. Armagedon do grupo de mesmo nome, acho que eles são do ABC paulista, não fizeram muito sucesso de mídia, mas qual rapper sério quer o sucesso banal? O importante era ser reconhecido por quem realmente nos entendia e dava valor.

Ipi Yei da rapaziada do Da Guedes diretamente do Rio Grande do Sul, conheci eles num salão próximo a Praça Roosevelt (acho que se chamava Cais...sei lá) e ganhei a fita K7 que tinha essa música. Piveti quando lançou seu solo, veio todo cheio de gás e de umas gírias e levadas próprias, Mente Forte foi uma delas, muito bem produzida.

O MRN apareceu primeiro na coletânea Consciência Black vol. 2 e lançou seu trampo solo também, o rap Noite de Insônia sampler da maravilhosa I Think My Heart Is Telling de Evelyn Champgne rolou nas programações das rádios. E pra fechar, dois raps de um dos caras mais fodas do hip hop brasileiro e que infelizmente se foi de forma violenta, o Sabota ou Sabotage. Pra ele o Rap é Compromisso, tinha um dos flows/levadas mais criativas e suas rimas eram rápidas e malandras, que esteja em Um Bom Lugar.

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

As Preferidas do Pagode volume 6



Voltamos a nossa viagem pagodeira, agora no sexto volume (espero chegar ao décimo!).  Logo de entrada um Beijo Doce do grupo Pixote, boa melodia, letra idem, também composição de Carica, Picolé e Prateado, quer mais o quê? Belo vem com a formosa  Abrigo, já com a carreira sólida, apesar dos deslizes. O grupo carioca Kiloucura, com a “pra frente” Conversa Fiada, show.

O Katinguelê, quando gravou seu 8º CD já estava sem o integrante Salgadinho que seguiria mais para o pagode gospel, mas o irmão de Péricles (do Exaltasamba), o Breno, segurou o vocal na música O Show Vai Começar.  Chrigor em carreira solo, deu seguimento ao seu sonho, Tá vendo Só é uma das mais legais do seu CD solo. 

O Revelação atualmente é o melhor grupo de samba/pagode do Brasil, a música Desengano saiu no CD Novos Tempos de 2003, bem a cara deles, com percussão a frente (preste atenção do tantanzinho) e simples, mas belos arranjos. Reinaldo, cantando Desejo Demais (regravada depois pelo Toke Divinal), música bem conceituada no meio dos pagodeiros, legal a referência incidental que se faz a  Pronúncia no Olhar do Só Preto.  

De Jorges  a música esta bem servida, Jorge Ben, Seu Jorge, Jorginho do Império e eis aqui Jorge Aragão, linda melodia, Reflexão total. Do 1º LP do Exaltasamba, uma das mais lindas composições de Péricles, Eterno Amanhecer com imagens bem bucólicas. Depois vem a canção Caminhos já foi gravada pelo grupo Refla, mas Leandro Lehart em sua versão deu uma roupagem totalmente nova e ficou muito legal a pegada. 

Falando neles , no Refla, o primeiro dos caras é bem legal, e canção Mais e Mais é uma daquelas faixas que ficaram lá para o final, mas tinha potencial. Do Fundo de Quintal entrou a belíssima Rio Sem Água, poesia pura de Mario Sérgio, e boa musicalidade. O grupo Casa Nossa da zona norte de São Paulo, lançou em 2000 o CD Sou Do Samba, essa não rolou muito nas rádios, mas escute, é uma bela música, Luz Que Reluz.  Sensação sempre com belos pagodes, mais um né, Esse Grande Amor. E fechando com o grupo Soweto, auge total com a singela canção, Imaginação

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Embaixo da tamarindeira o fundo de quintal brotou



O LP do post de hoje é do grande Fundo de Quintal! Um dos meus grupos de samba preferidos. Lembro muito dos tempos de batucada com meus amigos Tiza, Ari, Marquinhos Filô, Angu, Jhonny, Dé (in memorian), Fernando do Pandeiro, Dorival Savioli, Josa, Laskinha, Djalma, Clayton enfim uma rapaziada firmeza. Ainda adolescentes ouvíamos esse LP, o primeiro do grupo de 1980, Samba é No Fundo de Quintal. E de lá tirávamos o toque do repique de mão, do tantã, do pandeiro  e do banjo.  

A história do grupo vem do bloco carnavalesco Cacique de Ramos no Rio de Janeiro. Foi lá embaixo do pé da tamarindeira, que vários compositores e sambistas passaram, surgiram e foram consagrados. Na quarta sagrada frequentaram o cacique gente do naipe de Zeca Pagodinho, Pedrinho da Flor, Dida, Mauro Diniz, Jovelina Pérola Negra, Mussum entre outros.  Beth Carvalho foi num desses pagodes e se apaixonou pelo batuque da rapaziada, os convidando para tocar em seu disco de 1978, chamado Pé no Chão com produção de Rildo Hora. 

No começo e no LP de estreia a formação do grupo era, Almir Guineto (introdutor do banjo com braço de cavaquinho), Sereno (introdutor do tantã, até então usado em boleros), Ubirany (introdutor do repique de mão, adaptação do repinique), Bira Presidente (Pandeiro), Neoci ( Prato e tamborim), Sombrinha (Violão de 7 cordas) e Jorge Aragão (Violão). Depois uns saíram e outros entraram, dando continuidade na linhagem do pagode autêntico: Walter 7 cordas, Arlindo Cruz, Cléber Augusto, Mario Sérgio, Ademir Batera, Ronaldinho... Sem contar a fase em que Arlindo Cruz e Sombrinha foram os cantores do grupo, consideradas por muitos uma das melhores e mais férteis fases do grupo.

Nesse primeiro LP o samba é bem cru e se ouve bem a característica que iria marcar o FDQ ao longo da carreira, a batucada bem feita. Se ouve bem o banjo, a caixa de fósforo, o violão de 7, a cuíca, o repique enfim uma harmonia de instrumentos para desaguar num perfeito pagode.   Destaque para as músicas, Gamação danada, Você Quer Voltar, Prazer da Serrinha, Bar da Esquina e tem outras.

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Românticas Nacionais Volume 2



O Volume 2 da coletânea de românticas nacionais “tá na área!”. Misturando boas doses de MPB de qualidade. Dessa coletânea destaco uma música pouco divulgada dos Los Hermanos, principalmente para quem curte mais black music, essa música passaria longe da nossa coleção. Mas abri uma exceção pela qualidade, parecendo uma lenta dos anos 50/60 meio rockabilly romântico (se é que isso existe). Outro também que entrou na lista é atual. Marcelo Jeneci, com a Dar Te-ei, uma levada meio brega, meio Paulo Diniz e letra interessante. 

Já Leandro Lehart, lançou um CD solo bem legal, dentre os samba-rocks que gravou e regravou tem essa romântica com participação de Luciana Mello,” Amanhã”. Bem bonita e interpretada é a versão para At Your Best (You Are Love) de Isley Brothers que o Lino Crizz e Gueto Jam fez com o título de Terminou. Na mesma pegada tem uma do Tim Maia, de título longo e qualidade nota 1000, Deixar As Coisas Tristes Pra Depois. Tem muita gente boa no pedaço, Seu Jorge, Paula Lima, Thalma de Freitas, Pedro Mariano e outros mais.

Tudo é Bem Simples clique na capa


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