terça-feira, 2 de agosto de 2016

Repost: Prato musical do dia: Macarrão do Banjo

O chamado pagode paulista invadiu as ondas dos rádios e as rodas de samba do Brasil em meados dos anos 90. Não é novidade que muitos grupos surgiram e quando a onda arrefeceu muitos também ficaram em alto mar à deriva. Mas teve a sua importância nas vidas das pessoas e movimentou o mercado musical (shows, discos, músicos, compositores, arranjadores, instrumentos, estúdios etc...). Hoje olhando pelo retrovisor um sem número de grupos e cantores passaram por essa vertente. Muita gente boa  surgiu, iniciou-se nas rodas de pagode, formou-se musico e depois seguiu seu caminho até para outros gêneros musicais.

 Tiveram seu espaço, gravaram suas composições e alguns até fizeram o seu o pé de meia. Porém para um músico de verdade não importa muito o dinheiro e sim em primeiro lugar a sua música. Alguns acusam os grupos de pagode (rótulo esse criado pela imprensa) de oportunistas. Outros de um movimento circunstancial. Mas de uma coisa ninguém pode discordar, teve a sua identidade. O romantismo piegas muitas vezes era a palavra chave e marca registrada dos pagodes, era amor rimando com flor... Comparando, mas tirando as devidas proporções e importância,  Cartola também falou de amor. 

O blog dimiliduques sempre irá postar alguns desses LPs e CDs de pagode e hoje é o dia do álbum Lição de Amor de Macarrão do Banjo. Gravado em 1989 saiu pelo selo Choppapo. Para quem não conhece o Choppapo era um bar/salão onde rolavam altos pagodes no ABC paulista. Lá passou gente de grupos como Katinguelê e Pé de Moleque. Uma curiosidade é que o disco foi relançado tempos depois já com o nome de Israel do Carmo.

O disco teve arranjos de Rick Batera e Prateado com participação de músicos como Belôba no tantan e complementos de ritmo, Marcelinho no repique de mão e tantan,   Royce no cavaco, Edmilson violão de 7, Celso violão de 6, Luizinho e Paulinho no cavaco e banjo, François no trombone, Prateado no baixo e complementos de ritmo, Clovão teclados, Rick na batera e complementos de ritmo, Tinho no surdo, Paulinho Pires pandeiro, coral: Cecilia, Claudia, Mônica, Marcelo, Vilma , Fatima, Pinha, Tiziu, Teo,  Xavier, Beiço, Bi do Pandeiro, Deolindo, Luizinho, Vagner Cabeça e Paulinho Pires . Várias composições do próprio Macarrão e nomes como Carica, Prateado, Almir Guineto e outros. Os arranjos, mesmo simples, dão um charme especial as músicas e é bem a cara do início dos anos 90, com solos de teclados em algumas introduções e a formação básica de pandeiro, repique, surdo, tantan ,bateria,  baixo, cavaco, banjo e violão de 6 e 7 cordas.  Destaque para as músicas Frutos da Tamarindeira (Vaguinho/Preto Jóia/Ronaldo), Paira no Ar (Alexandre), Maldade Inocente (Macarrão/Prateado) e Sambeiro (miguel/Ademir). Macarrão do Banjo depois mudou o nome artístico para Israel do Carmo gravando uma faixa na coletânea da Choppapo e trabalhos solos pelas gravadoras RGE, JWC, Sony Music e Premyer.

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