quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A dignidade é Leci

Fazia tempo que queria falar sobre Leci Brandão, pagodeira nata e compositora de mão cheia. Tive a oportunidade de tocar no mesmo dia em que ela tocou, e nos bastidores se mostrou uma pessoa amável, mas firme, pois já estavam atrasando sua apresentação e ela já explicou a real para o contratante. Mas correu tudo dentro do normal e a banda (Sampagode) representando como sempre e a Leci cantando bem e dominando o palco e o público.

Leci Brandão da Silva nasceu em 1944 e fez aniversário agora em 12 de setembro. É do bairro de Madureira mas foi criada em Vila Isabel. Lembro-me de ter visto algumas cenas da novela Chica da Silva na extinta Rede Manchete onde ela atuou como atriz. Porém foi no samba e no pagode que a artista me chamou a atenção. Não vou me estender muito sobre sua vida e carreira, pois na internet tem bastante coisa a seu respeito (aqui).

O blog dimiliduques coloca a disposição o LP Dignidade, lançado em 1987 pela gravadora Copacabana. Nesse disco tem o clássico Fogueira de Uma Paixão (Acyr Marques/Arlindo Cruz e Luiz Carlos da Vila), tão festejado e cantado nas rodas de samba por aí, posso afirmar que essa é uma das mais belas composições melódicas e poéticas do samba. Mas traz também outro samba bom parceria dela com Reinaldo o príncipe do pagode, é a Me Perdoa Poeta, que foi feito em cima de uma frase atribuída ao poeta Vinícius de Morais, onde dizia que São Paulo era o túmulo do samba (aqui). Outra que também foi destaque no disco é a singela Eu Só Quero Te Namorar (Leci Brandão) e uma outra que destaco por ser muito bonita é a Nova Manhã (Leci Brandão).  O repertório é bem legal, com uma característica que era própria da artista, como músicas com temas políticos e outras com dialetos africanas. Um exemplo é a faixa Talento de Verdade (Alceu Maia/Leci Brandão), que poderia se encaixar no movimento feminista. No disco tem também uma faixa de forrógode, a Sanfoneiro Bom (Jorge Silva do Recife, Petrúcio Amorim e Ronaldo Café).   Teve a produção de Alceu Maia que também trabalhou nos arranjos de algumas faixas. Gravado nos estúdios Transamérica e como o arranjador principal o Maestro Ivan Paulo.  


Leci Brandão tem uma ligação bem forte com os paulistas, já foi até tema de samba enredo pela  Acadêmicos do Tatuapé. Hoje divide sua vida como Deputada Estadual (PC do B) por São Paulo e defende a inclusão do samba nas politicas culturais do estado e também trabalha contra o racismo. Até 2013 ela havia lançado quatro compactos e 22 LP/Cds, sendo dois desses também lançados em DVD, e um DVD do programa Ensaio junto com Cartola. 

clique na capa e baixe um som de dignidade, digo qualidade...





terça-feira, 22 de setembro de 2015

Regravações do samba e do pagode volume 11



Regravações volume onze, onze de cada lado, onze chances , onze olhares....tudo isso em 14 músicas e suas versões.  Muita coisa interessante nesse volume, por exemplo a regravação de samba de Ninar pelo grupo Samba de Rainha. As mulheres se fizeram presente também com a música Teimosia, em três versões femininas, com a cantora Solange e os grupos Fora de Série e Som Mulheres. E tem também músicas em que as duas versões ficaram muitos boas.  Fora de Ocasião com Alcione e Royce do Cavaco e Ponta de Dor com Jorge Aragão e grupo Só Preto. O filho de Roberto Ribeiro, Alex Ribeiro, mandou bem cantando o sucesso Todo Menino é um Rei. E uma rara, Me Faz Um Dengo com Martinho da Vila e grupo Sensação, na época só havia saído no CD do grupo, tinha muito disso pois o Compact Disc cabia mais faixas que um LP.Outra também que é pouca conhecida do grande público, mas quem foi do pagode ouvia-a muito nas rodas de samba da década de 90, Paira no Ar nas versões de Macarrão do Banjo (depois Israel do Carmo) e na mais recente roupagem de Sandro Ferraz.  E como sempre tem outras surpresinhas, basta baixar, escutar e tentar entrar no jogo. 

http://www.4shared.com/rar/aUNP7UXxba/Pagode_e_Samba_Regravaes_volum.html

                                          Clique abaixo para ver o repertório

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Nos tempos dos FUNÇÃO




Som modelo três em um
Lembro-me dos meus nove anos de idade e meu tio João Galo, mais conhecido como "função", rolava na vitrola (daquelas 3 em 1...) os vinis e as suas fitas cassetes com sequências de alguns Dj´s, entre eles: Chilão , Todynho, Gran Master Duda, Claudinho e outros menos conhecidos mas tão bons quanto. A maioria das fitas era de balanço (hoje rap): Kurtis Blow, Whodini, Kool Moe Dee, Mc Kooley C. Biz Markie , mas tinha algumas com rasteirinhas (samba-rock): Franco, Sônia Santos, Jorge Ben, Samba 6 e Bebeto, melodias (que são as românticas) e os floreados com Freddie Jackson, Ted Pendergrass, Barkays, Betty Wright, Zapp e funk (Funk com maiúscula mesmo!): Earth, Wind and Fire, James Brown, The Gap Band, Kool and the gang, KC and The Sunshine Band, etc. 


Eram famosos na época os bailes no Palmeiras, Xereta de Diadema, Cobras Eixos em Osasco, Clube da Cidade no centro, Club Holmes, Club House em Santo André, Asa de Santo Amaro, Santana Samba, Tio Sam Club, Roller Super Star, Damachoc, Peruche e os programas dominicais na Band FM. As JBL (caixas acústicas) falavam alto nos bailes e as equipes Black Mad, Dinamite, Chic Show, Zimbabwe, Circuit Power, Kaskatas, Os Carlos, Mistura Fina, Bossa Um, Musicália, entre outras, faziam a trilha sonora.

 O tempo passou, meu tio se foi e me deixou o gosto por boa música e o exemplo da humildade e malandragem (no bom sentido). E esse post é uma pequena homenagem a ele e a todos os "funções" da década de 80/90. Para quem não sabe "função" era um modo peculiar de se vestir, falar e viver, seria hoje mais um "vida loka". O meu tio foi um dos primeiros a usar o termo aqui na vila (Pedreira zona sul de São Paulo) por isso seu apelido. 

Chineizinho clássico
Adidas marathon
Me lembro dos tênis (verdadeira fascinação dos funções) marcas como Leqcoq, Adidas (Marathon), Malac, Reebok, Nike, Fila, Rainha (iate), Redley, Dockside Samello,775, Johnson Leopardo (sapatilha), London Fog, Free London, Canadian, Tiger (Asics), Montreal, M2000, New Balance, Fire White, Chineizinhos, Puma, All Star, KiChute, Bamba, Conga, Pony e Le Cheval.


As calças além das de camurça e veludo podia ser as jeans da Ravage, Versatti, Delhi, Startup, Fiorucci, Wrangler, Fim do Mundo, Bruno Minelli, X-Ray, 2020, Benetton, Zoomp e Forum com o detalhe de quiçá serem colocadas nas barras um "corinho", podia ser do banco do busão ou de um sofá velho, fazendo assim uma boca de sino adaptada.




Camisetas podiam ser de marcas de surf tais como Lightning Bolt, Hang Loose, Quicksilver, Stanley, Town and Country, Billabong, Hands Off, Body Glove, Rato de Praia, Surf More, HD (Hawaiian Dreams), Pakalolo, Company,  ou camisões dessas mesmas marcas, exceções para camisetas de times (de vôlei ou de times de futebol de várzea).



Poderia não ter grana dentro, só ser recheada de papel para fazer volume e colocar no bolso de trás da calça, mas uma carteira emborrachada ou de camurça, com o famoso "crec" (velcro) das marcas Cairê, Fico e OP, eram consideradas. Havia umas carteiras com desenhos de dragão, personagens de desenho e de filme usadas pelos adolescentes, função dificilmente usava essas.

Os bonés também eram um caso a parte, alguns deles bordados na galeria 24 de maio no centro de São Paulo. Tinham um modo todo peculiar de uso, com a aba quase que no meio na parte superior da cabeça, o boné ficava com bico para o alto. Mas como a grana era curta, os bonés promocionais eram bastante usados também, mas raramente eram usados em festas, mais num rolê na quebrada. Como os do extinto Banco Nacional, Jhon Player Special, Pirelli, VASP, Brahma....  Só depois na década de 90 que começou a moda dos bonés de times de basquete e futebol americano.

As jaquetas eram muito usadas principalmente no inverno e garoa de Sampa, por ser um boêmio por natureza o "função" costumava levar para as noitadas sua jaqueta da Califórnia Race (mais conhecido como "bombo jaco") ou "jaco" de couro liso marrom, preto ou jeans, serviam também para guardar quando necessário um baseado ou papelote de coca, o "três oitão" ou as pistolas 635 e 765. Naquela época já se usava as jaquetas college (muitas encomendadas pelas equipes de baile black lá galeria 24 de Maio). Os mais cobiçados agasalhos eram das marcas Adidas, Chimpa (que o logo era um macaquinho), S.Tachini e Fila (pra vocês verem, a Nike não era tão idolatrada como hoje).


O corte de cabelo mais usado era o escovinha, que era um corte na máquina um ou dois e faziam com a navalha um risco como se dividissem o penteado ou o corte "reco", mas esse era menos usado porque lembrava o corte usado pelos policiais. E os óculos podia ser os estilos caçador ou aviador da Ray Ban e da Bausch & Lomb.

Os funções não eram muito ligados aos jogos de azar, gostavam mais de bater uma bola na várzea e depois do jogo rolava aquela roda de samba regada a muita cerveja, bombeirinho, rabo de galo, maria mole, conhaque e um "cabeça de nego" aceso para fazer a mente. 


Os modos de falar eram as gírias das ruas periféricas, por exemplo naquela época idos de final dos anos 80 boné era bombeta, calça era beca, ônibus era busão, trabalho era trampo, polícia era coxinha ou gambé, arma era ferro ou cano, cigarro de maconha era baseado, bagulho ou fininho,  cocaína era farinha, présa era fazer uma presença ou inteirar algo e algumas bem estranhas, por exemplo para perguntar o nome da pessoa falavam; qual a sua graça? namorar com alguém era "jogar" com alguém; "Tô jogando com aquela mina lá" e ter proceder era ser fiel a um principio ou ter uma ideia para trocar. A ginga era mais uma das peculiaridades do "função" parecia que era algo que vinha sem que ele a controlasse, quando via já estava andando com ginga, isso era um prato cheio para a polícia que conhecia esses detalhes e julgava à revelia. Algumas tatuagens eram verdadeiros testamentos, três pingos na mão era assaltante (ou 157), uma caveira tinha o significado de matador de polícia e o famoso "amor só de mãe" quase sempre feito artesanalmente dentro da cadeia com tinta nanquim e agulha de costura.

Uma parte dos "função" era do mundo do crime ou ligados a ele, a ROTA e os "pés de patos" (justiceiros) mataram muitos deles, tem um verso da música Fórmula Mágica da Paz do Racionais Mc´s que diz "...o que melhorou da função quem sobrou? sei lá, muito velório rolou de lá pra cá..." . A verdade é que o função era um jovem rebelde, romântico, boêmio, que queria seu pedaço do bolo na sociedade, curtir, ter coisas boas e viver.

Mas era um desafio conseguir isso crescendo no meio dos malandros mais velhos, ouvindo e vivendo histórias do crime, vendo e sentindo na pele a injustiça policial e a desigualdade social. O espelho que tinham naquelas circunstâncias era a bandidagem e assim é até hoje. Eu ficava só observando, caçava lata e plástico para vender no ferro velho, Depois ia jogar com a bola de capotão no campinho de terra, valendo tubaína e e pão com "mortandela". Mudaram a moda, as gírias, as músicas, o mundo muda e o "função" como um camaleão malandro, se adapta de outras formas, desde o bicho grilo, maluco beleza, ladrão, malandro ao vida loka.

Abaixo uma coletânea com músicas dos artistas aqui citados, clique na fita K7 e baixe...

http://www.mediafire.com/download/g7outcao6gmaiif/Colet%C3%A2nea+nos+Tempos+da+Fun%C3%A7%C3%A3o+By+Tchelo.rar

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Direto da década de 90 o peso pesado do rapmetal



Muitas vezes uma coisa leva a outra! e  é bem essa explicação para a postagem de hoje. A primeira vez que ouvi Boo-yaa T.R.I.B.E. foi na trilha do filme Judgement Night (que saiu por aqui com chinfrim titulo - Uma Jogada do Destino). Dizem as más línguas, que a soundtrack é muito superior a própria película. Mas enfim... tinha uma música pesadíssima ali (Another Body Murdered) do grupo com a participação de Mike Patton,  vocal do Faith No More. E depois assisti ao clipe em VHS, na casa do meu amigo P.E.S.O.. Nossa o bagulho era realmente tonelada!  Vale a pena dá uma conferida na trilha, que tem outras dobradinhas rap/rock como Cypress Hill, Ice T. , Biohazard , Slayer e outros. 

Mas voltando...aí fui atrás para conhecer um pouco mais do som dos “samoanos da Califórnia”. Só o visual dos malucos já dava medo, uns caras bem fortes, alguns gordos,  tatuados e vestidos estilo gangstas chicanos. Aí consegui o CD deles de 1997 chamado Angry Samoans, pô, o ano de 97 se pensarmos bem já se passaram 18 anos até 2015!. O trampo  tem a pegada da música citada a poucas linhas acima. O clima é uma mistura pesada  de guitarras e batidas.  O começo do grupo remonta o ano de 1987 e era de dança, tinha o nome de The Blue City Crew. Depois que o irmão mais novo foi morto numa briga de gangues no bairro do South Bay, eles foram para o Japão. Então depois de algumas apresentações dançando e cantando em terras nipônicas, decidiram voltar para L.A. e levar a música a sério. Os irmãos eram Ted Devoux (Samoan Godfather), Paul F. Devoux (Ganxsta Ridd)Danny V. Devoux (Monsta O), Donald M. Devoux (Kobra Konvict), Vincent Rook Devoux (King Folsom - Gawtti). O nome faz uma referência a o barulho de uma arma que é “Boo Yaa” e Tribe é império ou tribo. Os caras eram bem considerados em Los Angeles e depois escreveram seus nomes na história do hip hop americano, o estilo era o rap metal. Gravaram oito álbuns por diversas gravadoras, entre elas Bullet Proof Records e  Island Records / 4th e B’way Records.  Curta o som dos caras, hoje soa meio datado até, pois houve uma época no começo da década de 90, que essa mistura rap/metal/rock virou lugar comum. Vide as parcerias que ocorreram entre Public Enemy / Anthrax ,  Onyx / Biohazard e a clássica e pioneira RUN DMC / Aerosmith que lançaram a parceria musical em 1986. Não podemos esquecer do Body Count do ICE T e o ótimo Rage Against The Machine.

grrrrrr clique abaiXOOOOO!!!! (imitando o rap metal rsrs)

http://uploaded.net/file/axbmzzjs






sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O Melhor de Zeca Pagodinho volume 1

A pedidos sem muito o que falar...pois como dizemos por aí nas conversas sobre samba, Zeca é Zeca!

http://www.mediafire.com/download/h9q13bc1f74oyh7/Zeca+pagodinho+o+melhor+de+vol.+1+1990.rar

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O Melhor de Zeca Pagodinho volume 2

Bom...começar um texto com essa palavrinha já é um BOM sinal. Como a maioria das postagens aqui do blog, são de cunho pessoal/sentimental. E esse não poderia ficar de fora, um CD do Zeca Pagodinho! Mas a história por trás desse CD é legal também, pelo menos para a minha pessoa. Eu ganhei da minha namorada e hoje esposa Adriana! Era dia dos namorados, só não lembro exatamente o ano, mas calculo que foi em 1998. Aí me chega ela com um presente toda tímida e quando abri qual minha surpresa, um CD do Zeca! sou fã. Só que aquele trabalho eu não conhecia...era uma capa diferente, mas vi melhor e era uma coletânea. Coloquei para escutar e só tinha musica boa. Mas fazer uma coletânea das melhores do Zeca Pagodinho é complicado. Só que acertaram, e muito, nessa coletânea; O Melhor de Zeca Pagodinho - volume 2 de 1994. Tem uns sucessos , mas quem fez a escolha, conseguiu infiltrar umas músicas meio obscuras, mas um tanto boas. É o caso de Colher de Pau e o Pout Porri Que Mulher (Nega Danada)  ambas saíram no LP Patota de Cosme e os partidos A Vaca e Garrafeiro que eu não conhecia e tinham saído na coletânea Raça Brasileira Volume 1 de 1985. Então é isso...coletânea pesada do mestre de Xerém.

http://www.mediafire.com/download/ftc40fb73cwbfyg/ZECA+PAGODINHO+-+O+Melhor+de+Zeca+Pagodinho+%5B1994%5D+Tchelo.rar


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Marquinhos Satã, o anjo do pagode

Marquinhos Satã eis um nome de respeito, menos para os evangélicos. Lembro de um amigo que era crente comentando, “esse cara só fez sucesso porque tinha parte com o sete dedo, ó o nome dele Marquinho Satã! satã! cara coisa de louco”. Poxa atualmente ele mudou para Marquinhos Santanna, e se fosse para ter um título que fosse o de Anjo do Pagode. Antes disso tentou mudar para Sathan e não adiantou muito, seu nome ficou ligado ao demo. Mas deixando de lado essa história que já é praticamente uma lenda. O sambista e compositor Marcos Antonio Costa Santos nasce em 1956 no Morro do Salgueiro no Rio de Janeiro. Começou participando, em 1985, da coletânea “Clube do Samba vol. 3” da gravadora RCA, onde interpretou um dos seus maiores sucessos “Me Engana Que Eu Gosto”. Até hoje é possível ouvir a frase que virou jargão na boca do povo, “me engana que eu gosto!”.  No ano seguinte lançou o seu LP solo “Marquinhos Satã” pela RCA/Ariola. O disco  que continha o sucesso Falsa Consideração (Marquinhos Satã/Eros/Liebert). Tocou em todas as rádios, o levou para a televisão e até hoje é tocada nas rodas de samba.

O disco teve os arranjos de Ivan Paulo e continha compositores de peso como Arlindo Cruz, Nei Lopes, Aluísio Machado, Cleber Augusto, Dedé da Portela, Beto Sem Braço, Camunguelo, Serginho Meriti, Sereno e outros...Marquinhos Satã teve carreira sólida no samba e chegou a ganhar o prêmio Sharp em 1991 como melhor interprete de samba. Tem em sua caminhada, entre participações e discos solos, mais de 26 trabalhos. 

(1985) Clube do Samba Volume 3 • RCA Victor • LP, (1987) Falsa Consideração • RCA/Ariola • LP, (1987) Marquinhos Satã • RCA/Ariola • LP, (1989) Pura semente • RCA • LP (1991) Graça divina • PolyGran/Zappelli • CD, (1993) Meu dia a dia • PolyGran • CD, (1995) Simplesmente • Zappelli/PolyGran • CD, (1995) Simplesmente Marquinho • Selo Zappelli/PolyGran • CD, (1997) Luz • Selo Spot Light Records • CD, (1999) O Melhor de Marquinho Sathan • CD, (1999) Os melhores do ano Volume I • Warner Music • CD, (1999) Reinaldo e amigos - Ao Vivo • Warner Continental • CD, (2000) Os melhores do ano Volume II • Abril Music • CD, (2000) Transcontinental 18 anos (Ao Vivo) • Indie Records • CD, (2001) Nosso show • Independente • CD, (2001) Os melhores do ano Volume III • Abril Music • CD, (2002) O melhor de Marquinho Sathan • BMG • CD, (2002) Os melhores do ano Volume IV • Abril Music • CD, (2003) Nosso show • Gravadora Transcontinental • CD, (2003) Os melhores do ano Volume V • Indie Records • CD, (2004) Os melhores do ano Volume VI • Indie Records • CD, (2005) Renascença Samba Clube • Lua Music , (2006) Mais feliz • CID • CD, (2006) Os melhores do ano Volume VII • Indie Records • CD, (2009) Perfil • Gravadora L. Bastos • CD e (2009) Reinaldo e Convidados (participação) • Independente • CD.

Clique na capa e exorcize o baticumdum





terça-feira, 14 de julho de 2015

Hip hop jazz volume 1

Demorou mas chegou..eis aqui o chapter one do Hip Hop Jazz Mix Tape...coisas legais também hein... tipo Jovanotti, Quince Jones, The Roots , Herbie Hancock...

Clique na capa e viaje bem



http://uploaded.net/file/pdeex5ej 


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Você conhece o Dibirou rou tchabiri?



O rapper americano Kool Moe Dee (seu nome verdadeiro é Mohandas Dawese), nasceu  em 08 de Agosto de 1962 na cidade de  Manhattan, Nova Iorque. A primeira vez que eu vi um LP desse mano eu fiquei doido, acho que foi na casa do saudoso Gerson Burguês.  Fiquei mais doido ainda ao som de Goo See The Doctor e Do You Know What Time Is It?.  A capa com a cara do negão com um óculos estiloso e uma boina preta de couro...lembro de uns detalhes beges e marrons...mas olhando hoje é só no nome. Ah! e o nome Kool MOE DEE...era (é) diferente de tudo que eu tinha ouvido em nome de artista, só empata em excentricidade  com L.L.Cool  J. , KRS One e Terminator X.  

Outra história pessoal interessante dessa época foi uma vez, em que tinha um menino que era o conhecido na área como um trombadinha, ele era irmão mais novo de um ladrão considerado aqui no bairro em que eu morava na Zona Sul de São Paulo. Estava no campinho e perguntei uma vez seu nome ele respondeu todo na gíria: Me chamam de Dudinha só que o pessoal me conhece mesmo é como "dibirou rou tchabiri". Lembro disso e dou muita risada, na verdade "dibirou rou tchabiri" é o refrão de uma música do Kool Moe Dee, o famoso balanço, Do You Know What Time Is It?.

Mas vamos falar um pouco do rapper que desde o final dos anos 70 mandava suas rimas. E  junto com o Dj Easy Lee, Special K e L.A. Sunshine formou o grupo Treacherous Three.  Mas Kool se apresentava sozinho nas batalhas de rap e quando conseguiu “assar” e ganhar de um dos melhores rimadores da época, o Busy Bee Starski (que participou do filme Wild Style em 1983) , sua fama cresceu. Isso foi no evento Harlem World em 1981, onde consta que foi a primeira batalha de rimas documentada da história.  Só para se ter uma ideia da façanha, o cara que ele venceu, “só andava” com pessoas tipo Africa Bambaata, Marley Marl, KRS ONE e por aí vai...

E assim o grupo T. Three  acabou gravando alguns singles e a fazer apresentações e ter uma das faixas (Santas Rap com Doug E. Fresh) na trilha do filme Beat Street em 1984.  Mas um ano depois o grupo acabou e a gravação de um disco solo para Kool  foi questão de tempo, e esse tempo veio em 1986 para 1987 pela Jive Records.  Um clássico do hip hop, muitos críticos da época disseram que o disco já nasceu velho, pelo estilo de cantar dele. Entretanto provou que tinha rima afiada e conseguiu ser um sucesso, tanto é que foi um dos primeiros rappers a fazer show no Brasil (16  de Janeiro de 1988 - Ginásio do Palmeiras pela equipe de som Chic Show).

Nesse álbum um dos destaques é a Goo See The Doctor ou algo como Vá Ver um Doutor, e a letra falava de doença venérea mais precisamente uma gonorreia que ele pegou de uma “doce dama” que conheceu na rua, conhecida também pelo apelido quente de “Microondas”. A outra que fez um grande alvoroço foi a Do You Know What Time Is It? ou Você Sabe que Horas são?  uma letra considerada machista que fala de pegar mulheres fáceis e materialistas, conquistas baratas e se dizendo o garanhão. Mas há também a Little John  uma reflexão sobre um criminoso adolescente do centro de Nova Iorque e Monster Crack sobre os problemas causados pelas drogas. 

Nesse trabalho o Kool Moe Dee esta com a voz no auge da forma e a produção certeira de LaVaba Mallison (já fez trabalhos com Ice-T, MC Lyte, Brick Citi e outros) e Teddy Riley. Este último considerado um dos inovadores no ritmo New Jack Swing , fez parte do grupo Blackstreet e já trampou com Usher, Michael Jackson , Bobby Brown, Heavy D, Doctor Dre, Mary J. Blige e outros.

Kool Moe Dee lançou também outros trabalhos;  How Like Me Now (1987/Jive/Rooftop Records)  , Knowledge is King (1989/Jive) , Funke, Funke, Wisdow (1991/Jive)  e Interlude (1994/Wrap Records).

No balanço, clique na capa


http://www.mediafire.com/download/evp6veffyzzgdtu/7_Leandro_D'_Menor_2004_Fruto_da_nossa_raiz_-_Tchelo.rar