quinta-feira, 22 de maio de 2014

O pagode é arte, é popular



O grupo Art Popular foi formado pelos irmãos Leandro Lehart e Evandro em 1985 na Parada Inglesa, bairro da Zona Norte de São Paulo. No início o nome era Coisa de Pele em razão de uma música homônima do sambista Jorge Aragão. Mas como uma premonição Lehart quis o nome Art Popular pela pluralidade que o nome guardava, já que poderiam misturar outros ritmos. Mas se repararem a expressão "arte popular no nosso chão" é citada na mesma música de Aragão.

O grupo gravou pela primeira vez na coletânea (da antiga choperia) Só Pra Contrariar e seus convidados em 1988 pela gravadora JWC.  A faixa era uma composição de Sombrinha/Luiz Grande/Adilson Victor chamada Filho Mais Novo. 

Já em 1993 o grupo resolveu juntar suas economias e bancar o primeiro trabalho, intitulado Canto da Razão.  O estúdio foi o Citara em Moema e a gravadora foi a Kaskatas/Ritmo Quente. Esse LP é muito bom, para se ter uma ideia ele tem dez  faixas e oito estouraram. Foram vendidas 170 mil cópias.  

Nos arranjos se ouve um balanço diferenciado, a assinatura de Lehart já estava sendo impressa a partir dali. Escute a faixa Beco, uma mistura de soul/MPB e pagode. Tem também as composições dos componentes do grupo que prevaleceram nesse quesito.  E outras musicas compostas por Leci Brandão (regravação de Zé do Caroço), Ademir Fogaça, Jorge Portugal e Roberto Mendes. Os músicos convidados foram Paulão no baixo, Mauro Bastos nos teclados, Marcelinho Batera na bateria, Rick tocou bateria, surdo e congas, Dunga no trompete e Marcão no sax. 

A formação inicial era Leandro Lehart no cavaco/vocal, Marcio Art vocalista e reco-reco, Denilson Pimpolho tantã, Tcharlinho no pandeiro, Evandro no repique e Malli percussão geral.

Em 2001 Leandro Lehart saiu do grupo para se lançar na carreira solo (voltou em 2003 e saiu novamente em 2005). Pelezinho ex-Toke Divinal entrou para o grupo em 2006 e saiu em 2008. Em 2008 Pedrinho Black que foi finalista do programa Ídolos do SBT entrou para o grupo. Em 2012 Marcio Art saiu do grupo e entrou Ricardo Lima. Mas o Art Popular continua nas paradas e em sua discografia tem 13 álbuns gravados e 8 milhões de cópias vendidas.

Sem Utopia clique na capa

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