quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Samba, Afoxé, religião e negritude

Sempre me chamou a atenção nos trabalhos de sambistas um ritmo chamado Afoxé, quer dizer pelo menos era por essa nomenclatura que eu conhecia nas rodas de samba. Sem contar que afoxé é também um instrumento usado para tocar o samba. Na maioria das vezes era uma faixazinha ali escondida no lado B. Essas gravações foram rareando, mas alguns sambistas deixaram seu registro. 

No começo da década de 90 alguns grupos do chamado pagode, tiveram o bom gosto de incluir em seus trabalhos. Os temas eram a maioria ligada à espiritualidade e religião ou a negritude brasileiro-africana. Nessa coletânea que o blog dimiliduques fez, tem Arlindo Cruz, Fundo de Quintal, Grupo Arte Final, Grupo Chora Menino, Grupo Exaltasamba, Nei Lopes, Grupo Raça,  Leci Brandão e mais. 

Outros exemplos: tem uma gravação da rede Globo de 1987  que fez  como o “We Are The World” e reuniu várias personalidades negras para festejarem o centenário de 100 anos da abolição com um afoxé, Axé Pra Todo Mundo. Outra versão interessante remonta aos primórdios da axé music em 1990, do compositor baiano Gerônimo, a música D’ Oxum, que também foi gravada por Gal Costa, Daniela Mercury, Jauperi, Maria Bethânia, Margareth Menezes e outros.

Gosto muito do ritmo, é uma pegada diferente com influências diversas como maracatu, candomblé, maxixe, samba, musica caribenha, cubana... ou seja é uma miscigenação de sons. Foquei-me mais nas gravações feitas por sambistas e grupos de pagode, mas coloquei duas faixas bônus (as citadas rede Globo e Gerônimo).



Clique na capa, escute e relaxe, axé.






Clique abaixo para visualizar a lista de músicas.



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