sábado, 7 de março de 2015

Compacto do Branca Di Neve

Em 1981 ele já estava gravando o seu primeiro trabalho pela gravadora independente Mauricris com o título de Branca Mete...Bronca – Pobre Moleque. Ele ainda grafava  Branca “de” Neve e não “di Neve” como depois ficou conhecido. Era um compacto que já mostrava o caminho que iria trilhar, o “balansamba”, incluía as músicas Salgueiro Raiz (Luiz Carlos Xuxu/Branca de Neve) e Pobre Moleque (Valdir da Fonseca). Curiosidade que a música Salgueiro Raiz saiu depois no seu primeiro LP com umas pequenas modificações: no nome do autor Luiz Carlos tiraram o “Xuxu” e no título acrescentaram: Salgueiro “É Uma” Raiz, mas se trata da mesma música. 

Aqui tem um pouco mais sobre esse bamba do swing e samba rock (l i n k)

Clique na capa e baixe essa mosca branca, de neve!




sexta-feira, 6 de março de 2015

Se Soul é alma em inglês, esse tem a do Tim Maia

O pernambucano Carlos José da Silva nasceu em 1958 e veio para São Paulo no início da década de 70. Ainda não cantava e em suas lembranças a dica do destino, um primeiro contato com um LP do Tim Maia na casa do seu irmão. Nessa época já havia a semelhança física, o corpanzil e o cabelo black power. A admiração começou e cresceu conforme o passar dos anos. Mas foi em 1998 com morte do ídolo que Carlos se converteu a Charles Maia, o mais requisitado e ativo cover do cantor Tim Maia. No começo ele apenas dublava e nesse ano venceu um concurso de sósias de celebridades num programa do Celso Portiolli no SBT. 

Depois decidiu que iria aprender a cantar ou no mínimo imitar o timbre de Tim Maia. E deu tão certo que ele abandonou o boteco que mantinha para seguir essa carreira. Carlos que já foi office-boy, ajudante de serralheiro, ajudante de cozinha, hoje tem a profissão, com muito orgulho, de cantor. Em meados dos anos 2000 as coisas começaram a andar e as apresentações em vários programas de TV eram uma constante. Foi marcante sua apresentação no programa Domingão do Faustão, da rede Globo, em 2003, tanto foi que o apresentador o deixou muitos minutos no ar. Em 2007 mais uma oportunidade global, ao interpretar o ídolo na série musical Por Toda Minha Vida.

E hoje em dia ele é convidado para vários eventos e cantar os sucessos de Tim Maia. E faz isso com muita propriedade, já que além de parecer fisicamente com Tim Maia, ele pegou a maneira de cantar e os trejeitos de palco dele. Isso foi fruto, segundo ele próprio, de um laboratório, onde leu revistas, entrevistas, assistiu vídeos e tudo que relacionava ao síndico (alcunha a qual Tim  também era conhecido,  apelidado pelo amigo Jorge Ben) . E em 2011 chegou a fazer um show em Manaus com a própria banda que acompanhou seu ídolo, a Vitória Regia.

A carreira progrediu e ele gravou um CD de inéditas com algumas regravações. E a ironia é que em nenhuma faixa é regravação do ídolo Tim Maia, isso se deu por várias razões. Desde liberação das músicas até o fato de tentar fazer um trabalho ético e diferente,  destoando de críticas do tipo “mais um imitador ou aproveitador”.  As únicas “homenagens” percebidas além do sobrenome Maia, se deram nas faixas Tião Carioca (Nenê da Timba/Junior)  e a faixa título do CD, a Não Dei Motivo (Dom Mita/Leo Machado)que tem incidência em Me Dê Motivo. De resto tem o timbre de voz e os arranjos que ficaram mais para o Tim  romântico da década de oitenta, quando emplacou os megassucessos da dupla de compositores Michael Sulivan e  Paulo Massadas. 

O trabalho saiu em meados de 2003 pela Warlock Records / TNT Records. Traz no repertório pérolas como A Cruz do músico/cantor Carlos Dafé , que foi tecladista do Tim Maia por um tempo. Tem também a bela Nesse Inverno sucesso setentista na voz de Tony Bizarro.  E a regravação de Nada Mais, sucesso do conjunto Golden Boys. Já a música Eu e Ela (adaptação de Ndee Naldinho) não é aquela do Dudu França e sim uma versão abrasileirada de Tell Me If You Still Care da americana The SOS Band e conta com a participação do próprio rapper. Mas tem muitas faixas legais como por exemplo a Olhe Pro Céu  (composição de Wagner Russo, essa também conheço uma versão com o grupo Juventude S/A). Outro detalhe é que boa parte das músicas traz como compositores a dupla Nene da Timba e Junior, integrantes do Grupo Cravo e Canela.


Outros covers conhecidos são Ricardo Maia (este bem parecido fisicamente) e o cantor Luiz Camilo, que se apresentam calcados no repertório Maia. Recentemente quem fez esse papel “cover”, foram os atores Thiago Abravanel e Babu Santana, que cantaram e interpretaram, respectivamente no teatro e cinema. É isso, o blog dimiliduques deixa pra vocês um trabalho simples, de um batalhador da música, Charles Maia. 

Agradecimentos ao Black Farias que cedeu essa pérola.

Dê um motivo e clique na capa pra baixar




quinta-feira, 5 de março de 2015

Álvaro e seu balanço verdadeiro




Álvaro nasceu em 20/01/1954 em São Paulo e começou seu envolvimento com música ainda cedo, aos 8 anos de idade já tocava pandeiro no conjunto de choro de seu pai. Aos 17 anos integrou alguns grupos de samba tocando percussão e compondo. Depois disso estudou guitarra com Luiz Wagner e adentrou de vez ao mundo da música, caindo na noite para tocar. 

Em 1983 tocou ao lado de Bebeto, David Santana, Wando e grupo Acanã na noite paulistana. Aliás com Bebeto era músico de estúdio, gravando varias músicas. Três anos depois já fazia free lance com Reinaldo, Luiz Camilo, Banca di Neve e outros. Também no começo dos anos 90 transferiu-se para o Rio de Janeiro para tocar com vários conjuntos tais como Copa 7, Os Devaneios, Brasil Show e Pique Total. Fez também uma turnê pelo Japão com a pianista Tânia Maria.

Já interpretaram suas composições artistas como Grupo Apoteose, Serginho Meriti, Banda Raça Negra, Carlos Dafé entre outros.

O blog dimiliduques coloca pra vocês o disco Balanço de Verdade, que saiu em 1993 pela Zimbabwe Records. Um trabalho bem swingado onde se percebe nos arranjos o violão a frente, com os teclados em destaque. Álvaro possui uma voz bem afinada  que lembra um pouco a maneira de cantar de Bebeto. O disco tem algumas faixas regravadas como; Volta da Banda Raça Negra e Pedindo Amor que já foi sucesso nas vozes de Eduardo Costa e Leandro e Leonardo.  Outro destaque é a faixa Balanço de Verdade, meio Branca Di Neve, bem legal e introdução matadora. Já a faixa Chega Ae é um belo swing, tem uma introdução que remete a clássica Água Marinha de Bebeto.

Além do Balanço de Verdade, Álvaro tem mais quatro álbuns gravados; Povo Novo (1987/Artezanal Record Tape), Dama Maravilhosa (1989/Panela Discos), Só Pra Swingar (1991/JWC Discos) e Álvaro (1994/Selo Mauricio Produções). 


Clique na capa e balance de verdade.


http://www.mediafire.com/download/0c270b2dbpk3cv8/Alvaro+1993+balanco+de+verdade+-+tchelo.rar





quarta-feira, 4 de março de 2015

Baptista Junior meteu bronka na música



Baptista Júnior, é paulistano crescido em Osasco. Músico formado na noite onde tocou com Roberto Luna Jr.,João Só, Pedro Miguel e outros. Seu inicio de carreira se deu nos anos 70, nas melhores casas noturnas da época (igrejinha, teleco-teco, boca da noite etc.). Ainda nessa década, participou de vários projetos culturais por todo o interior e periferia de São Paulo com apoio das secretarias de cultura municipal e estadual.

Foi fundador da Praça do Samba de Osasco, onde acontecia aos domingos o famoso Encontro dos Amigos do Samba com o apoio da USP FM. Nessa mesma época monta a Banda Bronka e grava o 1º disco, em 1983, num total de 13 discos, os destaques são Rock do Chá (1986), Alma Negra (1988), Zamba Ben (1990) e mais recente ‘Soul Samba Rock’, gravado com nova banda o Clube Amigos do Samba. Teve dois bares num dos pontos mais badalados de São Paulo, Av. Brigadeiro Faria Lima, o Sobradinho Bar e Muito Bar.

Trabalhou como apresentador e entrevistador do programa De Conversa em Conversa pela Osasco/NET. Batista Júnior teve por duas vezes programa na rádio Difusora Oeste em Osasco, apresentou o programa Festa Brasil na rádio Clube de Santos, dirigiu e apresentou o Sampa Samba na Metropolitana 98,5 FM.
O blog dimiliduques coloca a disposição o LP de 1990 gravado com a Banda Bronka. Saiu sem titulo, mas ficou conhecido como Zamba Ben , lançado pela Acervo discos/Som de Valente.   


http://www.mediafire.com/download/gn5tsqc9h9s6v79/Baptista_Junior_e_Banda_Bronka_1990_Tchelo.rar




segunda-feira, 2 de março de 2015

O cacique metalizado e batucado de Dirceu Leite



Hoje vamos falar de Dirceu Leitte, um nome que para quem está inserido no mundo da música instrumental e do samba já deve ter ouvido falar e muito. Em várias fichas técnicas ele e seus instrumentos de sopros estão presentes.  Dirceu é um multi-instrumentista, que domina flautim , clarone e vários tipos de flautas, clarinetes e saxofones. Lembro por exemplo de seu nome ser uma constante nos discos de pagode dos anos 90, principalmente do grupo Exaltasamba e de vez em quando em shows ao vivo. Mas Dirceu Leite gravou com muita gente do samba e MPB tais como, Martinho da Vila, Rita Lee, Chico Buarque, Zeca Pagodinho, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Paulinho da Viola e outros. 

Oriundo do Rio de Janeiro-RJ é sem duvida um dos mestres na sua área e em plena atividade. O blog dimiliduques tem o prazer de por a disposição o CD lançado pela Universal Music em 2009, intitulado Cacique Instrumental. Aqui ele põe toda sua musicalidade para dar mais vida as composições dos frequentadores do reduto do samba, Cacique de Ramos. Músicas de compositores como Arlindo Cruz, Luiz Carlos da Vila, Jorge Aragão, Sombrinha, Sombra, Acyr Marques, Franco, Almir Guineto, Zeca Pagodinho e outros mais. É muito prazeroso ouvir as faixas do CD, dá vontade de cantar, acalma a alma e o mais interessante é que são melodias palpáveis, de pura sensibilidade.  Por exemplo, tem músicas como Lucidez, Coisa de Pele, Além da Razão, Conselho, Doce Refúgio e por aí vai.

Participaram da gravação além do próprio Dirceu Leite (arranjos, sax alto/tenor/soprano, flauta, clarinete, flauta G, flauta C),  Ivan Paulo (arranjos), Carlinhos 7 Cordas (arranjos e violão 6/7), Beloba (percussão), Gordinho (surdo), Marcelo Pizzoti (repique de mão/anel), Marcio Hulk (cavaco), Esguleba (tamborim), Paulinho da Aba (pandeiro), Zero Telles (efeitos percussão), Marcio Vanderlei  (banjo), participações especiais; Hamilton de Holanda (bandolim), Carlos Malta (flauta), Sombrinha (violão de 7 cordas), Vittor Santos (trombone), Chico Chagas (acordeom), Ovídio (cuíca), Ubirany (caixeta), Mauro Diniz (cavaquinho), Rildo Hora (gaita harmônica) e Luiz Carlos da Vila (vocalize)

Dirceu Leite também foi fundador do conjunto Choro Só em 1982. Em 1993 fez parte do conjunto Coreto Urbano juntamente com Carlos Malta. Dirceu Leite lançou seu primeiro trabalho solo em 1995, chamado Leitte de Côco, pela Caju Music. Uma curiosidade é que ele além de fazer trilhas para novelas, também participou ativamente de algumas, a exemplo da "O direito de amar", na Rede Globo, e "Amazônia", na TV Manchete, como ator e músico.  Cacique Instrumental é uma obra prima musical, que não desliza totalmente para erudito, ficando mais no popular. É fácil degustação instrumental, mas com um toque sofisticado.
Mais informações sobre o músico aqui http://www.zapmusico.com.br/musico.php?idc=2190

Clique e toque na capa para baixar


  http://www.mediafire.com/download/m8qd532yi0vj39i/Dirceu_Leite_-_Cacique_instrumental_2009_tchelo.rar



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O swing e seus mestres



Vamos ao terceiro (e último) volume do Mestres do Swing, o blog dimiliduques fez essa coletânea colocando uma mescla de cantores raros com nomes consagrados. E hoje temos muita gente boa e assim como fiz em outro volume tive que abrir exceções e coloquei não só cantores, já que a Banda Black Rio entrou na parada. Só para citar alguns, temos o exótico  Edy Star , os conhecidos Dudu França e Serginho Meriti, os quase desconhecidos San Rodrigues, Guilherme Lamounier e outras caras swingueiras. O importante é o balanço dos arranjos da época (anos 70/80 principalmente). Viaje na criativa poesia das letras, as vezes piegas, as vezes direta. Tudo feito com muito swing, inspiração  e transpiração. Só uma observação, tem a faixa do cantor Mãozinha, mas não achei foto dele em nenhum canto! quem tiver me envia!

Veja também os volume 1 e volume 2 

Nas fotos no sentido horário: Banda Black Rio, Dhema, Dudu França, Edy Star, Serginho Meriti, Toni Bizarro, San Rodrigues, Robson Jorge, Paulão da Tinga, Miguel de Deus, Laerty, Hyldon, Guilherme Lamounier – no centro Tony e Frankie.




  http://www28.zippyshare.com/v/F0fyP2LT/file.html


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Samba Som Sete o conjunto do samba





O Grupo Samba Som Sete é oriundo do Rio de Janeiro, da Escola de Samba Unidos de São Carlos, hoje GRES Estácio de Sá e tem mais de 35 anos de carreira. Na década de 70 fundou a “ CASA DE BAMBA”, de onde surgiram Martinho da Vila, Alcione, Neguinho da Beija-Flor entre outros. Em decorrência dessas reuniões surgiu o primeiro disco solo do Samba Som Sete “O Trambiqueiro”. Na sequência vieram: Grupo Favela (Gravadora Skipp); Transsamba (Gravadora Skipp); Abrindo Espaço (RCA); Turma de Pagode (Polygram); Um Toque à Mais (3M); O Paraibano (T.P.M.) e Bola do Pé (Polygram).

Foi um grupo que teve como marca registrada ser o "acompanhamento" de mestres do samba como: Ismael Silva,  Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Almir Guineto, Martinho da Vila e outros. O grupo Samba Som Sete foi um dos primeiros, com Martinho da Vila, sob organização de Tereza Aragão à lançar as rodas de samba em teatros, iniciando no Teatro Opinião. Mais tarde, no Casa Grande levado por Sérgio Cabral, Teatro João Caetano (por Ricardo Albin), Teatro Nacional de Comédia e Teatro Miguel Lemos. 

Participaram de um dos primeiros Lps de Martinho da Vila (Tendinha/1978) com produção de Rildo Hora. Substituindo os pesados arranjos harmônicos e vocais requintados, por ritmistas e cordas, sempre tradicionais em suas apresentações.  Quem também voltou a fazer parte desta família são os grandes músicos Beloba (Percussão de Beth Carvalho) e Paulinho Galeto (Cavaco do Zeca Pagodinho).

O disco que o blog dimiliduques coloca é o de 1987, intitulado Um Toque A Mais e saiu pela gravadora 3m. Tem em seu repertório músicas de composição de Ratinho, Arlindo Cruz, Sereno (Fundo de Quintal) ,Franco, Cesar Veneno,  Adalta Magalha, Almir Guineto, Marquinhos Satan, Martinho da Vila, Luiz Carlos da Vila entre outros.  Do LP as que eu destaco são as faixas Quando a Galinha Criar Dente, Meu Cantar e Galho na Cabeça.

APRESENTAÇÕES EM RÁDIO E TV

Gravação da Trilha Sonora da Novela “GUERRA SEM FIM” da Rede Manchete com participação direta com os atores e músicos e também participação direta no BOTEQUIM DA MACHETE tendo como apresentador Jorge Aragão durante o carnaval da Marquês de Sapucaí.

Apresentaram-se em grandes programas como: Chacrinha, Globo de Ouro, Alerta Geral (Alcione), Fantástico, Trapalhões (Rede Globo), Mexe Brasil, Clube dos Artistas com Airton & Lolita Rodrigues e Flávio Cavalcante (TV Tupi), Essa é Sua Vida com J. Silvestre, Almoço com as Estrelas com Aertom Perlingeiro e Jorge Perlingeiro, alem de várias parcerias com Sergio Cabral (pai e filho) e Fernando Faro. No “ PROJETO PIXINGUINHA” tiveram a honra de acompanhar Martinho da Vila, Rildo Hora e Manoel da Conceição ”Mão de Vaca”.


 Ultima Formação:

BETÃO: Surdo, Agogô e Voz. 
MANGUEIRINHA: Percussão em Geral
DUDA: Banjo e Voz 
PARAGUAÇU: Pandeiro e Voz
LUIZINHO: Baixo e Violão
GALETO: Cavaco e Voz 
BELOBA: Percussão em Geral


texto adaptado do site riobrasilnet/eventos


Clique na capa e sambe ao som, sete vezes ou mais

http://www.mediafire.com/download/xqc938sc0m61kdq/Samba+Som+Sete+-+1987+-+Um+Toque+a+Mais+Tchelo.rar