terça-feira, 17 de março de 2015

Pagode e praia combinação natural



O Grupo Matéria Prima é oriundo de São Vicente, baixada santista em São Paulo. Começaram a tocar pelos points praianos no começo dos anos 90. Já em 1993 lançaram um LP independente intitulado Perfeita União, onde algumas músicas tocaram nas rádios do litoral, conquistando inicialmente o público local. Como a recepção a esse trabalho foi bastante positiva , eles conseguiram assinar um contrato com uma gravadora para um outro álbum.
O blog dimiliduques põe a disposição o trabalho de 1994, Malícia em Seu Olhar. Lançado pela gravadora Zimbabwe Records, foi um disco de muito sucesso. Conseguiu difundir o grupo não só em São Paulo e Rio mas por todo o Brasil. E com certeza foi em razão das músicas Musa da Praia, É Pra Valer, O Teu Olhar  e principalmente do hit romântico Malícia em Teu Olhar. Curiosidade é que a faixa Batom (Ricardo Peres) só saiu na edição do CD.
 A produção ficou a cargo de Bira Hawai com arranjos do baixista João Marcos. Participaram das gravações os músicos Marcelo Réa (guitarra), Marcelo Lombardo (cavaco), Eduardo neto (teclados), Gerson Araujo (sax alto / flauta), Andrezinho (surdo), Freddy ( congas, tamborins, tantan, reco-reco), Adriano (repique de mão, congas, tamborim), Rogerio Torto (bateria),Adriana Dre (coral) entre outros ...  

Nas composições temos bons nomes como Wagner Bastos, Lourenço, Charles André, Beto Corrêa, Adalto Magalha,  Paulo Malacaxeta, Don Benê e Luiz Menino.  O grupo era formado por um bom vocalista, o Hugo, acompanhado por Daniel Daniels (baixo), Mauro (tantan/timbales), Paquito (teclados), Adriano (percussão), Marco Faria (guitarra e violão), Robinho (cavaco ) Rogério Torto (bateria). 

A exemplo do Negritude Jr. o grupo tinha sua banda nos próprios componentes, algo dificílimo de acontecer hoje em dia.  E seguia a mesma linha pagodeira das roupas iguais e penteados extravagantes. Por isso que o pagode foi sucesso popular, a maioria dos garotos não tinha noção de estética e muito menos os empresários (raras algumas exceções).  Mas era isso o popular, a alegria do povo, o “improvisation”, a raça e a vontade. Fazendo uma comparação hoje, os Inimigos da HP se porta mais ou menos como o Matéria Prima (na minha opinião e pelos shows que vi) pela agitação e até no estilo musical.  O grupo ainda gravou em 1996 o CD Mais Uma Vez (Zimbabwe Records) com produção de Netinho do Negritude e em 1998 o CD Amor a Primeira Vista (EMI-Odeon).
Agradecimentos a comunidade no facebook bandeira do samba.

Clique sem malícia e baixe

http://www.mediafire.com/download/cy9d2yyne2nf405/1994+-+Malicia+em+Seu+Olhar.zip

segunda-feira, 16 de março de 2015

Partido Alto iluminando a meia luz em letreiros de Neon



Essa é mais uma história do pagode, era uma vez... o início da carreira de um grupo formado no interior de São Paulo, mais precisamente em Campinas, o ano, o longínquo 1982.  Tempos depois a região em que o grupo nasceu já estava "dominada" por eles, então o jeito foi esticar e mostrar o talento nos redutos pagodeiros da capital São Paulo. A primeira oportunidade, surgiu no festival de samba JB Sambar (propriedade dos membros do Grupo JB Samba). Se dependesse da torcida e da crítica, eram um dos favoritos a ganhar. Só que a estrada do Partido Alto estava traçada de outra forma, foram convidados a lançar o seu primeiro LP solo por uma gravadora independente, a Colors Discos. Aliás a Colors antes de virar um selo/gravadora era uma equipe de som e loja de discos em Campinas. E assim foi concebido Neon, que além da faixa título, teve boa repercussão das faixas Querubim e Por Te Querer. 

Mesmo por uma gravadora independente o LP repercutiu nas emissoras de rádio e nas rodas de samba.  O famoso boca a boca fez com que o grupo fizesse apresentações em todo o estado de São Paulo.  No disco composições na maioria do componente Niva do cavaco com raras parcerias como Wagner Russo e Luizão 7 cordas.O grupo na época da gravação era formado por Niva (voz e cavaquinho), Fino (repique de mão), Paulão (pandeiro), Mario (surdo), Theta (banjo) e Serginho (tantan). 

Os arranjos ficaram por conta de Mauro Diniz, (esse bastante requisitado pelos grupos de Campinas-SP), Jorge Simas e Lobão Ramos. Os músicos em estúdio foram; Mauro Diniz (banjo), Jorge Simas (violão de 6 e 7 cordas), Marcelinho Moreira (repique de mão e tamborim), Macalé (pandeiro, tamborim e xique-xique), Vicente (cavaco), Paulo Bonfim (bateria), Lobão (teclados), felipe D’Angola (tantan, surdo, congas, cuíca e tamborim), Bororó (contra baixo) , Jorjão (contra baixo) e Athauapa (coral). Um pouco mais sobre o grupo em outra postagem do blog dimiliduques (aqui)


Clique na capa por querer

http://www.4shared.com/rar/qTXNYMltce/Grupo_Partido_Alto_-_Neon_1992.html 






sexta-feira, 13 de março de 2015

Negritude e seu jeito de seduzir



Hoje o blog dimiliduques coloca a disposição o primeiro LP solo do Grupo Negritude Jr. (um pouco mais sobre o grupo aqui). Esse disco foi um divisor de águas para o Negritude, pois se impôs e foi um sucesso. Os arranjos de Maestro Jobam, mesmo simples para atualidade, na época foram muito bem feitos. Aliás o disco pode até soar datado, mas trás consigo aquele gosto de nostalgia e criatividade. Na época , 1992, a Zimbabwe acertou em cheio em apostar nos garotos (aliás a gravadora acertou com Pixote, Sem Compromisso, JB Samba, Matéria Prima, Malícia e muitos outros). Como não tirar o chapéu para canções como Amor a Vera e sua introdução do luxuoso trombone de Bocato ou Jeito de Seduzir e o arranjo de voz e violão bem tocado no início. Tem também a regravação de Algo de Valor ou a saudosa Triste Andança em que a letra , segundo alguns,  fala da mãe de Netinho. 

Um disco que dava também uma mostra da inovação que o Negritude sempre apregoou na mistura com samba/salsa/afoxé com percussão, cavaco, guitarras, teclados, bateria. Tanto que era um dos poucos grupos em que não se contratava banda, pois seu componentes já faziam esse papel (Fabinho batera, Nenê no baixo, Chambourcy nos teclados e Lino no sax). O grupo também se preocupava com o figurino, e as roupas com cortes iguais, lantejoulas, brilhos se juntavam a alegria e presença de palco da rapaziada.  Um pouco mais sobre o grupo nesse link (aqui).

Outra história interessante é que o agora famoso Chambinho do Acordeon tem esse apelido justamente por causa do Chambourcy. Explico, na época ele tocava teclados num grupo de pagode chamado Dengo Moleque na zona sul de São Paulo e os amigos para compará-lo, com uma pitada de zoeira, ao Chambourcy o chamavam de Chambinho (ambos os apelidos oriundos dos iogurtes Nestlé...rs). 

Nas músicas composições de Netinho, Nenê, Marcio, Minho, Délcio Luiz, carica, Prateado Ademir, Nardão, Wagninho etc. Curiosidades: Na contracapa os nomes dos compositores estão completos, por exemplo:  Délcio Luiz esta como Délcio L. da Silva e Nene e Wagninho ficaram como Webster R. Belchior e Wagner S. Antonio.  E o rótulo do LP trás de um lado a relação das musicas dos lados A e B e no outro uma foto dos componentes. Outro destaque é a abertura do estúdio para os músicos do próprio grupo mostrar seu talento na gravação. 

Os músicos convidados foram: Mario Testoni (teclados), Biro do Cavaco (banjo e cavaco), Fabio Canela (baixo), Wagninho (cavaco), Toca Martins (bateria), Pique Riverte (sax alto), Lino (sax alto), Evaldo Augusto (flauta), Jorge Azevedo “Brucutu” (congas),Claudinho (surdo, pandeiro e tantan), Wagninho (tantan), Freddy (tantan,tamborim e ganzá), Carlinhos Gonzalçes (tamborim/ganzá), Netinho (vocal e repique de mão), Moquita (pandeiro), Ary (pandeiro), Feijão (efeitos de percussão), Breno (violão), Jobam (violão), Nenê (violão), Marcelo F. da Silva (guitarra solo), Bocato (trombone), Rubens Heredia (gaita) e Yara (coral). 

Clique na capa negritudiando


http://minhateca.com.br/celo.sc/Pagode+e+Samba/Grupo+Negritude+1992+-+Jeito+de+Seduzir,365450179.rar(archive)

sábado, 7 de março de 2015

Compacto do Branca Di Neve

Em 1981 ele já estava gravando o seu primeiro trabalho pela gravadora independente Mauricris com o título de Branca Mete...Bronca – Pobre Moleque. Ele ainda grafava  Branca “de” Neve e não “di Neve” como depois ficou conhecido. Era um compacto que já mostrava o caminho que iria trilhar, o “balansamba”, incluía as músicas Salgueiro Raiz (Luiz Carlos Xuxu/Branca de Neve) e Pobre Moleque (Valdir da Fonseca). Curiosidade que a música Salgueiro Raiz saiu depois no seu primeiro LP com umas pequenas modificações: no nome do autor Luiz Carlos tiraram o “Xuxu” e no título acrescentaram: Salgueiro “É Uma” Raiz, mas se trata da mesma música. 

Aqui tem um pouco mais sobre esse bamba do swing e samba rock (l i n k)

Clique na capa e baixe essa mosca branca, de neve!




sexta-feira, 6 de março de 2015

Se Soul é alma em inglês, esse tem a do Tim Maia

O pernambucano Carlos José da Silva nasceu em 1958 e veio para São Paulo no início da década de 70. Ainda não cantava e em suas lembranças a dica do destino, um primeiro contato com um LP do Tim Maia na casa do seu irmão. Nessa época já havia a semelhança física, o corpanzil e o cabelo black power. A admiração começou e cresceu conforme o passar dos anos. Mas foi em 1998 com morte do ídolo que Carlos se converteu a Charles Maia, o mais requisitado e ativo cover do cantor Tim Maia. No começo ele apenas dublava e nesse ano venceu um concurso de sósias de celebridades num programa do Celso Portiolli no SBT. 

Depois decidiu que iria aprender a cantar ou no mínimo imitar o timbre de Tim Maia. E deu tão certo que ele abandonou o boteco que mantinha para seguir essa carreira. Carlos que já foi office-boy, ajudante de serralheiro, ajudante de cozinha, hoje tem a profissão, com muito orgulho, de cantor. Em meados dos anos 2000 as coisas começaram a andar e as apresentações em vários programas de TV eram uma constante. Foi marcante sua apresentação no programa Domingão do Faustão, da rede Globo, em 2003, tanto foi que o apresentador o deixou muitos minutos no ar. Em 2007 mais uma oportunidade global, ao interpretar o ídolo na série musical Por Toda Minha Vida.

E hoje em dia ele é convidado para vários eventos e cantar os sucessos de Tim Maia. E faz isso com muita propriedade, já que além de parecer fisicamente com Tim Maia, ele pegou a maneira de cantar e os trejeitos de palco dele. Isso foi fruto, segundo ele próprio, de um laboratório, onde leu revistas, entrevistas, assistiu vídeos e tudo que relacionava ao síndico (alcunha a qual Tim  também era conhecido,  apelidado pelo amigo Jorge Ben) . E em 2011 chegou a fazer um show em Manaus com a própria banda que acompanhou seu ídolo, a Vitória Regia.

A carreira progrediu e ele gravou um CD de inéditas com algumas regravações. E a ironia é que em nenhuma faixa é regravação do ídolo Tim Maia, isso se deu por várias razões. Desde liberação das músicas até o fato de tentar fazer um trabalho ético e diferente,  destoando de críticas do tipo “mais um imitador ou aproveitador”.  As únicas “homenagens” percebidas além do sobrenome Maia, se deram nas faixas Tião Carioca (Nenê da Timba/Junior)  e a faixa título do CD, a Não Dei Motivo (Dom Mita/Leo Machado)que tem incidência em Me Dê Motivo. De resto tem o timbre de voz e os arranjos que ficaram mais para o Tim  romântico da década de oitenta, quando emplacou os megassucessos da dupla de compositores Michael Sulivan e  Paulo Massadas. 

O trabalho saiu em meados de 2003 pela Warlock Records / TNT Records. Traz no repertório pérolas como A Cruz do músico/cantor Carlos Dafé , que foi tecladista do Tim Maia por um tempo. Tem também a bela Nesse Inverno sucesso setentista na voz de Tony Bizarro.  E a regravação de Nada Mais, sucesso do conjunto Golden Boys. Já a música Eu e Ela (adaptação de Ndee Naldinho) não é aquela do Dudu França e sim uma versão abrasileirada de Tell Me If You Still Care da americana The SOS Band e conta com a participação do próprio rapper. Mas tem muitas faixas legais como por exemplo a Olhe Pro Céu  (composição de Wagner Russo, essa também conheço uma versão com o grupo Juventude S/A). Outro detalhe é que boa parte das músicas traz como compositores a dupla Nene da Timba e Junior, integrantes do Grupo Cravo e Canela.


Outros covers conhecidos são Ricardo Maia (este bem parecido fisicamente) e o cantor Luiz Camilo, que se apresentam calcados no repertório Maia. Recentemente quem fez esse papel “cover”, foram os atores Thiago Abravanel e Babu Santana, que cantaram e interpretaram, respectivamente no teatro e cinema. É isso, o blog dimiliduques deixa pra vocês um trabalho simples, de um batalhador da música, Charles Maia. 

Agradecimentos ao Black Farias que cedeu essa pérola.

Dê um motivo e clique na capa pra baixar




quinta-feira, 5 de março de 2015

Álvaro e seu balanço verdadeiro




Álvaro nasceu em 20/01/1954 em São Paulo e começou seu envolvimento com música ainda cedo, aos 8 anos de idade já tocava pandeiro no conjunto de choro de seu pai. Aos 17 anos integrou alguns grupos de samba tocando percussão e compondo. Depois disso estudou guitarra com Luiz Wagner e adentrou de vez ao mundo da música, caindo na noite para tocar. 

Em 1983 tocou ao lado de Bebeto, David Santana, Wando e grupo Acanã na noite paulistana. Aliás com Bebeto era músico de estúdio, gravando varias músicas. Três anos depois já fazia free lance com Reinaldo, Luiz Camilo, Banca di Neve e outros. Também no começo dos anos 90 transferiu-se para o Rio de Janeiro para tocar com vários conjuntos tais como Copa 7, Os Devaneios, Brasil Show e Pique Total. Fez também uma turnê pelo Japão com a pianista Tânia Maria.

Já interpretaram suas composições artistas como Grupo Apoteose, Serginho Meriti, Banda Raça Negra, Carlos Dafé entre outros.

O blog dimiliduques coloca pra vocês o disco Balanço de Verdade, que saiu em 1993 pela Zimbabwe Records. Um trabalho bem swingado onde se percebe nos arranjos o violão a frente, com os teclados em destaque. Álvaro possui uma voz bem afinada  que lembra um pouco a maneira de cantar de Bebeto. O disco tem algumas faixas regravadas como; Volta da Banda Raça Negra e Pedindo Amor que já foi sucesso nas vozes de Eduardo Costa e Leandro e Leonardo.  Outro destaque é a faixa Balanço de Verdade, meio Branca Di Neve, bem legal e introdução matadora. Já a faixa Chega Ae é um belo swing, tem uma introdução que remete a clássica Água Marinha de Bebeto.

Além do Balanço de Verdade, Álvaro tem mais quatro álbuns gravados; Povo Novo (1987/Artezanal Record Tape), Dama Maravilhosa (1989/Panela Discos), Só Pra Swingar (1991/JWC Discos) e Álvaro (1994/Selo Mauricio Produções). 


Clique na capa e balance de verdade.


http://www.mediafire.com/download/0c270b2dbpk3cv8/Alvaro+1993+balanco+de+verdade+-+tchelo.rar





quarta-feira, 4 de março de 2015

Baptista Junior meteu bronka na música



Baptista Júnior, é paulistano crescido em Osasco. Músico formado na noite onde tocou com Roberto Luna Jr.,João Só, Pedro Miguel e outros. Seu inicio de carreira se deu nos anos 70, nas melhores casas noturnas da época (igrejinha, teleco-teco, boca da noite etc.). Ainda nessa década, participou de vários projetos culturais por todo o interior e periferia de São Paulo com apoio das secretarias de cultura municipal e estadual.

Foi fundador da Praça do Samba de Osasco, onde acontecia aos domingos o famoso Encontro dos Amigos do Samba com o apoio da USP FM. Nessa mesma época monta a Banda Bronka e grava o 1º disco, em 1983, num total de 13 discos, os destaques são Rock do Chá (1986), Alma Negra (1988), Zamba Ben (1990) e mais recente ‘Soul Samba Rock’, gravado com nova banda o Clube Amigos do Samba. Teve dois bares num dos pontos mais badalados de São Paulo, Av. Brigadeiro Faria Lima, o Sobradinho Bar e Muito Bar.

Trabalhou como apresentador e entrevistador do programa De Conversa em Conversa pela Osasco/NET. Batista Júnior teve por duas vezes programa na rádio Difusora Oeste em Osasco, apresentou o programa Festa Brasil na rádio Clube de Santos, dirigiu e apresentou o Sampa Samba na Metropolitana 98,5 FM.
O blog dimiliduques coloca a disposição o LP de 1990 gravado com a Banda Bronka. Saiu sem titulo, mas ficou conhecido como Zamba Ben , lançado pela Acervo discos/Som de Valente.   


http://www.mediafire.com/download/gn5tsqc9h9s6v79/Baptista_Junior_e_Banda_Bronka_1990_Tchelo.rar